Aço e Alumínio Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/acoealuminio/ East Coast South America Maritime and Logistics News and Analysis Thu, 02 Apr 2026 20:11:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://datamarnews.com/wp-content/uploads/2021/04/cropped-DTNews_favcom-32x32.png Aço e Alumínio Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/acoealuminio/ 32 32 Guerra leva o frágil mercado de alumínio à beira do desastre https://datamarnews.com/pt/noticias/guerra-leva-o-fragil-mercado-de-aluminio-a-beira-do-desastre/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=guerra-leva-o-fragil-mercado-de-aluminio-a-beira-do-desastre https://datamarnews.com/pt/noticias/guerra-leva-o-fragil-mercado-de-aluminio-a-beira-do-desastre/#respond Wed, 01 Apr 2026 20:37:39 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68941 Há seis meses, o banco de investimento americano Citi alertou que o mercado de alumínio estava “caminhando sonâmbulo para o maior déficit em 20 anos”, à medida que a China se aproximava rapidamente de seu teto anual de produção autoimposto de 45 milhões de toneladas.

Essa restrição tem sido uma bomba-relógio desde que foi introduzida em 2017 para conter a sobrecapacidade e reduzir emissões. A China atingiu esse limite pela primeira vez no ano passado, levantando dúvidas sobre se o restante do mundo conseguiria suprir a demanda por um metal utilizado em tudo, desde aeronaves e carros até embalagens de alimentos e painéis solares.

Avançando para março, traders agora se preparam para uma crise total que pode levar os preços a níveis recordes após o Irã atacar duas das maiores fundições de alumínio do Oriente Médio, região que responde por 9% da produção global.

Os ataques no fim de semana a duas unidades no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos elevaram os contratos futuros na Bolsa de Metais de Londres ao maior nível em quatro anos, atingindo US$ 3.492 por tonelada na segunda-feira. Os preços se aproximam rapidamente do recorde de US$ 4.073 por tonelada registrado em março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Antes dos ataques, o conflito no Oriente Médio e o bloqueio de fato do Estreito de Ormuz pelo Irã já haviam levado o mercado de alumínio ao limite, já que fundições no Golfo Pérsico não conseguiam exportar o metal nem importar matérias-primas essenciais, como alumina e bauxita.

“O fechamento tem forçado os consumidores a recorrerem aos estoques, que agora estão praticamente esgotados”, disse Daniel Hynes, estrategista sênior de commodities do ANZ. “Isso deixou o mercado com pouca margem para absorver choques de oferta.”

O alumínio é o metal mais utilizado no mundo depois do aço e é produzido a partir da mineração de bauxita, que é refinada em alumina antes de ser fundida para formar o metal.

As fundições normalmente mantêm estoques de matérias-primas suficientes para cerca de um mês de produção. Assim, à medida que a guerra entra em sua quinta semana, espera-se que mais operadores reduzam a produção para manter as plantas em funcionamento, já que desligar e reiniciar uma fundição de alumínio é um processo longo e caro.

A Qatalum, do Catar, foi a primeira fundição a interromper operações em 3 de março e agora opera com 60% da capacidade — uma retomada completa e segura pode levar até 12 meses. A Aluminium Bahrain reduziu cerca de 19% de sua capacidade.

Carnificina na cadeia de suprimentos

Outros produtores de alumínio nos Emirados Árabes Unidos enfrentam dificuldades logísticas devido ao risco de ataques com mísseis e drones. Enquanto a Arábia Saudita e a Aluminium Bahrain estão exportando o metal pelo porto de Jeddah, no Mar Vermelho, para evitar o Estreito de Ormuz, isso tem aumentado os custos.

O conflito em curso também ameaça os planos de expansão de grandes empresas na região, com vários projetos na Arábia Saudita em diferentes estágios de desenvolvimento. Estrategistas alertam para riscos crescentes de atrasos ou até abandono desses projetos, à medida que o conflito se intensifica.

“Os ataques mais recentes aumentam a probabilidade de um cenário de interrupção prolongada, no qual as perdas de oferta podem persistir mesmo que as tensões geopolíticas diminuam”, afirmou Ewa Manthey, estrategista de commodities do ING.

“Qualquer paralisação prolongada apertaria ainda mais o mercado, especialmente considerando os estoques limitados de matérias-primas na região e a dependência de transporte contínuo pelo Estreito de Ormuz.”

O conflito também evidenciou a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos do alumínio, com o Golfo se consolidando como um polo crucial de produção e exportação na última década.

O processo de fundição é intensivo em energia, e os produtores se beneficiaram da abundância de gás barato no Oriente Médio. A produção de alumínio na região mais que dobrou desde 2010, e as exportações hoje atendem a 18% da demanda global fora da China.

Uma alta sustentada nos preços do metal deve aumentar ainda mais a pressão sobre fabricantes que já enfrentam custos elevados de energia.

Montadoras ocidentais estariam enfrentando dificuldades para garantir suprimentos, o que desencadeou “compras por pânico”, com muitas empresas recorrendo a estoques. Fornecedores automotivos japoneses alertaram para possíveis cortes de produção em até quatro meses caso as interrupções persistam.

A alta dos preços beneficiou as principais ações de alumínio listadas na bolsa australiana na última semana. A Alcoa subiu 19%, enquanto Rio Tinto e South32 avançaram cerca de 10% cada.

“Esperamos que o alumínio seja uma das commodities mais impactadas pelo conflito em curso no Oriente Médio”, disse o analista do UBS Lachlan Shaw.

O UBS destacou que a Alcoa oferece maior alavancagem aos preços do alumínio, por ser uma produtora pura, com operações fora do Golfo Pérsico. O banco estima que um aumento de 10% no preço do alumínio resultaria em uma alta de 23% no valor justo da ação.

No entanto, o UBS afirmou que a South32 apresenta “o potencial de valorização mais atraente” no setor, devido à exposição relevante da mineradora ao cobre.

Reportagem de Alex Gluyas para o Financial Review.

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Tarifas dos EUA reduzem exportações brasileiras de aço, mas país mantém participação no mercado https://datamarnews.com/pt/noticias/tarifas-dos-eua-reduzem-exportacoes-brasileiras-de-aco-mas-pais-mantem-participacao-no-mercado/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tarifas-dos-eua-reduzem-exportacoes-brasileiras-de-aco-mas-pais-mantem-participacao-no-mercado https://datamarnews.com/pt/noticias/tarifas-dos-eua-reduzem-exportacoes-brasileiras-de-aco-mas-pais-mantem-participacao-no-mercado/#respond Tue, 17 Mar 2026 20:55:29 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68461 Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) mostra que, um ano após os Estados Unidos imporem tarifas sobre o aço importado, as compras de aço brasileiro pelo mercado norte-americano diminuíram. A pesquisa, realizada pelo Centro Internacional de Negócios da entidade, indica que em 2025 os embarques brasileiros para os EUA caíram 8,3% em comparação com 2024, totalizando 3,7 milhões de toneladas. No mesmo período, as importações totais de aço pelos Estados Unidos recuaram 12,6% em volume em relação ao ano anterior.

A tarifa de 25% sobre o aço importado entrou em vigor em 12 de março de 2025 e foi posteriormente elevada para 50% em junho do mesmo ano.

Veja a seguir o volume registrado mês-a-mês dos embarques de aço do Brasil aos Estados Unidos desde janeiro de 2022, segundo informações da plataforma de inteligência exterior DataLiner.

Exportação de Aço aos EUA | Jan 2022 –  Dez 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Em nota, a FIEMG afirmou que a queda menor para o Brasil em comparação com a média global reflete a forte integração produtiva entre as siderúrgicas brasileiras e a indústria dos Estados Unidos. Fornecedores com cadeias de suprimento mais conectadas ao mercado norte-americano foram priorizados, ajudando a preservar parte da participação do Brasil nas importações de aço do país.

Em 2025, o Brasil permaneceu como o segundo maior fornecedor de aço para os Estados Unidos, respondendo por 16,3% das importações totais, atrás do Canadá e à frente do México. “O resultado mostra que, mesmo diante de restrições comerciais, o aço brasileiro continua ocupando posição relevante e competindo com os principais fornecedores na vizinhança imediata do mercado norte-americano”, afirmou a FIEMG.

O estudo também analisou o impacto em Minas Gerais, maior produtor de aço bruto do país. O estado responde por cerca de 30% da produção brasileira e é um dos principais exportadores do setor. No mercado norte-americano, as exportações de aço de Minas Gerais cresceram 15% em volume até o final de 2025, mas caíram 26% em valor, refletindo uma mudança na composição das vendas externas.

Segundo o estudo, a alteração foi impulsionada principalmente pelo aumento dos embarques de produtos siderúrgicos semiacabados, que têm menor valor agregado e são utilizados como insumos para processamento em outros países.

Em 2024, por exemplo, apenas 19% das exportações de aço para os Estados Unidos eram compostas por produtos semiacabados, enquanto 81% eram itens de maior valor agregado, como produtos longos, tubos e tubulações, aços planos e aço inoxidável. Com o novo ambiente tarifário, os produtos semiacabados passaram a representar 53% da pauta exportadora. A FIEMG afirmou que a mudança mostra que, em um ambiente comercial mais desafiador, produtos que dependem de processamento adicional no exterior foram priorizados, enquanto os produtos siderúrgicos acabados tiveram de buscar mercados alternativos.

“O aumento das tarifas alterou significativamente a dinâmica do comércio internacional de aço. Minas Gerais conseguiu manter sua presença no mercado global, mas com uma mudança no perfil das exportações para os Estados Unidos, que agora estão mais concentradas em produtos de menor valor agregado”, disse Flávio Roscoe, presidente da FIEMG. “Ao mesmo tempo, o aumento das importações de aço é motivo de preocupação, especialmente em um contexto de excesso de oferta global, pressão baixista sobre os preços e risco de práticas comerciais desleais. Isso exige maior atenção à competitividade da indústria brasileira”, acrescentou.

Fonte: Valor International

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Medidas contra importação de aço da China podem dar respiro à pressionada CSN https://datamarnews.com/pt/noticias/medidas-contra-importacao-de-aco-da-china-podem-dar-respiro-a-pressionada-csn/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=medidas-contra-importacao-de-aco-da-china-podem-dar-respiro-a-pressionada-csn https://datamarnews.com/pt/noticias/medidas-contra-importacao-de-aco-da-china-podem-dar-respiro-a-pressionada-csn/#respond Mon, 09 Mar 2026 21:23:29 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68275 As medidas do governo brasileiro contra fabricantes de aço da China podem dar um respiro à CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), que vive uma das piores crises financeiras de sua história. Criada ainda na Era Vargas, a empresa está sob pressão de investidores devido a altíssimas dívidas geradas a partir de projetos de expansão do grupo e da forte concorrência chinesa no mercado nacional.

Analistas de mercado apontam que a CSN já vai se beneficiar nos próximos meses das medidas anunciadas pelo governo federal em fevereiro contra siderúrgicas chinesas. Na ocasião, o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) impôs tarifas antidumping por cinco anos ao aço vendido por empresas da China.

No comércio exterior, dumping é quando uma empresa exporta produtos por preços abaixo do custo de produção, provocando competição desleal no mercado internacional. A prática é considerada ilegal por organismos internacionais, e desde 2024 vinha sendo atribuída a siderúrgicas chinesas por parte das companhias brasileiras.

Explore os valores mensais das importações brasileiras de produtos de aço vindos da China, entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026, segundos os dados do DataLiner da Datamar:

Importações de Aço da China | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

O impacto do aço barato chinês no mercado nacional afetou praticamente todas as siderúrgicas brasileiras, que viram os produtos importados alcançarem 30% das vendas internas de aço e, consequentemente, diminuírem seus lucros. O efeito é ainda maior na CSN: como produz aços com maior valor agregado, vê o frete dos concorrentes ser menos significativo no preço final.

“Estamos vivendo um desafio de juros estratosféricos e competição de produtos importados de forma desorganizada e desnecessária que compromete muito o eventual crescimento e investimentos das empresas empreendedoras”, afirmou o presidente e controlador da CSN, o bilionário Benjamin Steinbruch, a investidores um mês antes do governo federal impor as medidas antidumping.

Agora, com tarifas adicionais que variam de US$ 323 a US$ 670 por tonelada de aço chinês importado, a CSN deve voltar a ver suas receitas subirem no curto prazo. Procurada, a empresa não respondeu aos questionamentos da Folha sobre os efeitos das medidas.

“Essas medidas antidumping podem ajudar um pouco o setor como um todo, ainda que tenha riscos de os volumes que vêm da China hoje serem substituídos por outras regiões, como Coreia do Sul”, afirma Daniel Sasson, analista de commodities do Itaú BBA. Os sul-coreanos são o segundo maior exportador de aços planos para o Brasil, justamente o produto comercializado pela CSN.

Até o terceiro trimestre de 2025, a CSN tinha uma dívida líquida de R$ 37,5 bilhões, 3,14 vezes o Ebitda da empresa, uma métrica que calcula os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Em comparação, Usiminas e a Gerdau, concorrentes brasileiras da CSN, têm alavancagens de 0,16 e 0,81, respectivamente.

Pesa ainda o fato de que cerca de 75% da dívida da CSN precisa ser paga até 2028. Dados mais recentes serão divulgados na próxima quarta-feira (11), quando a empresa apresentará o balanço do quarto trimestre de 2025 e o consolidado anual.

Para diminuir a dívida, a CSN anunciou em janeiro que pretende ainda neste ano se desfazer de ativos importantes do grupo, como a produção de cimento e parte de suas operações em infraestrutura, como portos e ferrovias no Sudeste. De acordo com Steinbruch, a CSN está em busca de parceiros até mesmo para a produção de aço, o setor-mãe da companhia.

A crise financeira da CSN fez o bilionário voltar atrás nos planos de crescimento do grupo. Nos últimos cinco anos, a empresa gastou ao menos R$ 9,7 bilhões com aquisições de empresas de energia, logística e cimentos, operações que analistas veem como uma das causas do alto endividamento da companhia.

Agora, o bilionário procura interessados em comprar toda sua operação de cimentos e parte da logística para arrecadar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões. As vendas, segundo a CSN, permitiriam à companhia reduzir sua dívida para R$ 19,5 bilhões, 1,95 vez maior que seu Ebitda. A métrica agradaria as principais agências de rating do mundo –nas últimas semanas, Moody’s e Fitch rebaixaram as notas da companhia.

Steinbruch também quer encontrar parceiros para a siderurgia, que na visão de uma pessoa a par do assunto precisa de ao menos US$ 1 bilhão para se modernizar. No final do ano passado, a CSN fechou um acordo com o BNDES para investir R$ 1,13 bi na modernização da planta em Volta Redonda (RJ), a mais importante da companhia.

Mas a missão para diminuir as dívidas não deve ser fácil. Apesar de ter ativos importantes de infraestrutura, analistas avaliam que a CSN terá dificuldades em vender uma carteira tão heterogênea para um mesmo comprador, como é desejo do grupo –ainda mais de forma minoritária.

“Talvez não seja tão trivial você achar algum investidor que queira ser seu parceiro e ter exposição a esse grupo de ativos tão diferentes. Já a venda do negócio de cimento, por ser um negócio só, parece mais simples”, afirma Sasson. Nas contas do Itaú BBA, a venda total dos ativos de cimento poderia gerar R$ 10 bilhões ao grupo.

Além disso, uma outra pessoa que acompanha o setor de aço há décadas diz ser improvável que alguma empresa opte por ser parceira minoritária de Steinbruch, que ganhou fama de brigão nos últimos anos com sucessivas disputas empresariais. Ele carrega no currículo desavenças com Vale, Ternium, Gerdau e as japonesas Nippon Steel e Sumitomo.

Hoje, mais da metade do lucro da CSN vem da mineração. Artur Bontempo, analista de minério de ferro e aço na Wood Mackenzie, lembra que para se manter firme no setor, a CSN precisará nos próximos anos modernizar sua planta de processamento de minério. A empresa também pretende investir R$ 13 bilhões em um projeto de expansão, o que tende a pressionar ainda mais as contas do grupo.

“A CSN primeiro precisa cuidar dessa expansão para depois cuidar da operação antiga e ver o que eles vão fazer para continuidade da operação”, afirma Bontempo. A empresa é a sétima maior exportadora de minério de ferro do mundo e a segunda maior produtora do Brasil, atrás apenas da Vale.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Exportação de minério de ferro pelo Porto de Natal começa em 2028 https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacao-de-minerio-de-ferro-pelo-porto-de-natal-comeca-em-2028/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacao-de-minerio-de-ferro-pelo-porto-de-natal-comeca-em-2028 https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacao-de-minerio-de-ferro-pelo-porto-de-natal-comeca-em-2028/#respond Tue, 03 Mar 2026 21:35:37 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68132 O Porto de Natal deve iniciar a exportação de minério de ferro a partir do segundo semestre de 2028. A companhia indiana Fomento do Brasil Mineração, que arrendou o Pátio Norte do equipamento em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), na última quinta-feira (26), vai assinar o contrato de concessão nos próximos 90 dias. A execução de melhorias para as operações está prevista para os próximos dois anos.

As informações foram confirmadas à reportagem pelo gerente de portos e logística da Fomento, Alan Jones Tavares. A empresa deverá investir no pátio Norte do Porto de Natal até R$ 55 milhões ao longo de 15 anos de concessão. Nos próximos dias, segundo Alan, a Fomento vai preparar a documentação e realizar a apresentação do projeto de investimento para a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Na avaliação de Alan Jones Tavares, o início das operações vai representar um marco não apenas para a Fomento, mas para todo o Rio Grande do Norte. Isso porque, embora o Estado já tenha atuado com a exportação do minério de ferro, o processo não teve sucesso porque o Porto de Natal carecia de adaptações para movimentar essas cargas. “É diferente do que iremos fazer agora. Vamos colocar o Rio Grande do Norte no mapa da mineração mundial, não somente da brasileira”, aponta.

A estimativa, de acordo com o gerente de portos e logística, é de que sejam exportadas anualmente 2,2 mil toneladas de minério de ferro a partir de 2029. No segundo semestre de 2028, período de início das operações, o objetivo é alcançar o maior volume possível de envio de cargas para os principais importadores do Estado.

Confira a seguir quais foram os principais portos exportadores de minério de ferro no primeiro mês de 2026, segundos dados recém lançados pela Datamar:

Portos de Exportação de Minério de Ferro | Janeiro 2026 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Alan Jones Tavares observa que o volume de exportação previsto via Porto de Natal é inferior em comparação ao de outras mineradoras de grande porte no país. Apesar disso, o minério que vai ser extraído em território potiguar tem a qualidade buscada no processamento de siderúrgicas e se diferencia do extraído em outras regiões.

“É diferente da grande maioria do minério que estamos acostumados a ver, por exemplo, no quadrilátero em Minas Gerais ou o minério das minas de Carajás, pois tem uma condição geológica diferenciada. Isso faz com que esse minério seja mais rico e menos contaminante, de certa forma”, esclarece o gerente.

O mineral é chamado oficialmente de pellet feed, conhecido como “minério verde”, e foi encontrado por meio de estudos contratados pela Fomento na microrregião da Borborema Potiguar. A região contempla municípios como Tangará, Serra Caiada, Sítio Novo e Senador Elói de Souza.

A exploração da jazida está na mira do projeto Ferro Potiguar, realizado pela companhia indiana, e deve ocorrer de forma paralela ao início das operações do Porto de Natal.

Segundo Alan Jones Tavares, atualmente o início da viabilização da mina está em processo de licenciamento junto ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema/RN). O processo integra, ainda, a realocação de famílias que estão em áreas contempladas pela exploração.

O Gerente de Portos e Logística aponta que somente após essa realocação será possível dar andamento à planta de mineração e da usina de beneficiamento do minério. Ambas as obras precisam ser iniciadas, ainda, para encaminhar as obras de melhoria do Porto de Natal.

“Tudo precisa estar casado para que termine mais ou menos ao mesmo tempo. Então tem a unidade de produção, a logística para acessar o ponto de saída e a operação portuária para poder liberar a carga. Tudo deve estar funcionando como um relógio para conseguirmos dar vazão à produção”, completa.

Fonte: Tribuna do Norte

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Gecex aplica medidas de defesa comercial e altera tarifas para aço e insumos industriais https://datamarnews.com/pt/noticias/gecex-aplica-medidas-de-defesa-comercial-e-altera-tarifas-para-aco-e-insumos-industriais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=gecex-aplica-medidas-de-defesa-comercial-e-altera-tarifas-para-aco-e-insumos-industriais https://datamarnews.com/pt/noticias/gecex-aplica-medidas-de-defesa-comercial-e-altera-tarifas-para-aco-e-insumos-industriais/#respond Thu, 29 Jan 2026 20:04:35 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67332 O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior aprovou, nesta quarta-feira (28), uma série de ajustes tarifários com o objetivo de equilibrar a competitividade da indústria brasileira. O pacote inclui desde a aplicação de direitos antidumping contra o aço estrangeiro até a isenção de impostos para medicamentos e insumos químicos.

Proteção ao setor siderúrgico

Como medida central de defesa comercial, o Gecex oficializou a aplicação de direito antidumping definitivo sobre as importações de aços pré-pintados vindos da China e da Índia. A restrição terá vigência de cinco anos e visa combater práticas de preços artificiais que prejudicam os produtores locais.

Além disso, o colegiado elevou para 25% a tarifa de importação de nove categorias (NCMs) de aço por um período de 12 meses. O movimento reforça a estratégia do governo de proteger a cadeia siderúrgica nacional frente ao excedente global de produção.

Em contraste com o aumento no setor do aço, o Gecex deliberou pela zeragem do imposto de importação para uma lista de itens essenciais. A medida busca reduzir custos de produção e facilitar o acesso a tratamentos de saúde:

  • Saúde: Isenção para medicamento utilizado no tratamento de depressão.
  • Indústria e Agro: Alíquota zero para insumos das cadeias química, têxtil e agropecuária.

A reunião também definiu o realinhamento das alíquotas para Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT). A regra foca em produtos que já possuem fabricação em território brasileiro, buscando fortalecer a resiliência das cadeias produtivas locais em conformidade com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para itens sem produção nacional, o governo mantém o regime de ex-tarifário, que permite a manutenção da alíquota zero.

Prazo de transição: Para produtos que hoje possuem alíquota zero mas não estão no regime de ex-tarifário, as novas regras entram em vigor em 1º de março. O prazo foi estabelecido para que importadores solicitem o enquadramento no regime especial, que prevê um reconhecimento provisório durante o processo de análise, estimado em 120 dias.

Fonte: MDIC

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Siderurgia encerra 2025 pressionada pelas importações de aço https://datamarnews.com/pt/noticias/siderurgia-encerra-2025-pressionada-pelas-importacoes-de-aco/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=siderurgia-encerra-2025-pressionada-pelas-importacoes-de-aco https://datamarnews.com/pt/noticias/siderurgia-encerra-2025-pressionada-pelas-importacoes-de-aco/#respond Fri, 02 Jan 2026 20:59:11 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=66751 A siderurgia brasileira encerra 2025 pressionada pelo avanço das importações, com perdas de margem, paralisação de operações, redução de investimentos e demissões. O setor entra em 2026 à espera de medidas capazes de reverter esse quadro, que se arrasta há anos.

Dados do Instituto Aço Brasil mostram que entre 2021 e 2022, os desembarques de laminados diminuíram de 4 milhões de toneladas (Mt), para 3,1 Mt, mas, desde então, a curva foi crescente. Em 2025, o volume deve atingir 5,7 Mt, o maior patamar desde 2010 (5,8 Mt) e que representará um aumento de 20,5% em relação a 2024 (4,8 Mt).

No recorte de janeiro até novembro de 2025, o País importou 5,4 Mt de aço laminado, alta interanual de 20,2%. Por impacto desse cenário, as siderúrgicas cancelaram R$ 2,5 bilhões em aportes no mercado brasileiro, desligaram 5.100 funcionários e paralisaram quatro altos-fornos, uma aciaria e cinco usinas semi-integradas (mini mills).

Além disso, o Ebitda trimestral das associadas da entidade recuou 51,7% no terceiro trimestre deste ano em comparação ao registrado no quarto trimestre do exercício passado. Nesse mesmo confronto, a margem Ebitda caiu 7,7 pontos percentuais.

Conforme ressalta o economista e sócio da iHUB Investimentos, Lucas Sharau, entre as empresas, a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) são as que mais sofrem com as importações, porque os aços planos laminados predominam nos desembarques. Já a Gerdau é relativamente menos afetada, por ter menor foco nesse segmento e maior atuação em aços longos.

Gatilhos para a reversão do quadro
Em 2024, o governo federal implementou um mecanismo de cota-tarifa visando conter as importações de aço. O sistema, renovado em 2025 com a inclusão de mais produtos, mitigou, mas não foi capaz de resolver o problema do setor siderúrgico, visto que acordos de comércio celebrados pelo Brasil com outros países e regiões, regimes aduaneiros especiais e incentivos fiscais em estados seguem facilitando a entrada das mercadorias.

Em diálogo constante com representantes da União, o Instituto Aço Brasil acredita que o País vai impor novas medidas de defesa comercial em 2026. Nesse sentido, o analista de investimentos da plataforma AGF, Pedro Galdi, reitera que há expectativa de que, em meados de fevereiro, seja autorizada a ampliação das tarifas de importação para alguns tipos de aço, principalmente chineses, o que seria fundamental para dar fôlego às siderúrgicas.

Segundo o especialista, também existem rumores de que a China possa adotar maior controle sobre a exportação de excedentes, o que ajudaria a reduzir a pressão sobre o setor siderúrgico. No entanto, ele pondera que se trata de um tema difícil de ser modificado, já que o país asiático é o maior produtor de aço do mundo e não deve apresentar crescimento econômico robusto no curto prazo, algo que poderia minimizar a situação.

Para Galdi, a reversão do quadro da siderurgia dependerá do aumento da alíquota para aço importado e do avanço da economia brasileira, além da continuidade da política tarifária dos Estados Unidos – que acentua a guerra de mercado e o desvio de comércio.

Ao listar os gatilhos que podem resultar na recuperação do setor, Sharau também destaca a expansão da demanda doméstica e a adoção de medidas de defesa comercial mais efetivas. O economista acrescenta ainda a queda da taxa de juros, que reduz o custo de capital e destrava investimentos, e o enfraquecimento do real frente ao dólar, fator que diminui a diferença de preço entre o produto nacional e o importado.

Retomada do setor siderúrgico ocorreria gradualmente
Caso os aspectos positivos citados aconteçam, a siderurgia brasileira tende a retomar ciclos de contratações e investimentos. No entanto, essa retomada aconteceria por etapas.

“Primeiro, é esperada a reativação da capacidade. Depois, projetos menores. E, posteriormente, um capex maior”, explica o sócio da iHUB Investimentos. Segundo Sharau, sem os gatilhos mencionados ou até que haja alguma previsibilidade sobre essas variáveis, o setor permanecerá por mais tempo na defensiva, com os aportes em espera.

Nesse contexto, o analista da plataforma AGF ressalta que a Gerdau já vinha alertando há tempos sobre o risco de ser mantido o ambiente negativo atrelado ao aço importado. E afirma que uma estratégia de investimento não muda do dia para a noite, tanto é que a empresa decidiu reduzir investimentos no Brasil, fechar plantas e demitir colaboradores.

Galdi reforça que outros players, como a Usiminas e a CSN, estão ajustando investimentos com foco na redução de custos. Conforme ele, uma mudança de estratégia só deve ocorrer após a confirmação da viabilidade da demanda que foi retirada do Brasil. “Vale destacar que o aço importado já representa cerca de 25% do aço consumido no País”, salienta.

Fonte: Diário do Comércio

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Crise do Aço: Brasil prepara reação após avanço chinês e tarifaço dos EUA https://datamarnews.com/pt/noticias/crise-do-aco-brasil-prepara-reacao-apos-avanco-chines-e-tarifaco-dos-eua/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=crise-do-aco-brasil-prepara-reacao-apos-avanco-chines-e-tarifaco-dos-eua https://datamarnews.com/pt/noticias/crise-do-aco-brasil-prepara-reacao-apos-avanco-chines-e-tarifaco-dos-eua/#respond Thu, 11 Dec 2025 20:55:27 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=66389 A indústria siderúrgica brasileira atravessa um dos períodos mais críticos das últimas décadas. A adoção de sobretaxas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, somada ao aumento expressivo das importações de aço chinês vendido com prática de dumping, ampliou a pressão sobre empresas do setor e acendeu alerta em governos municipais, estaduais e na União.

A estratégia em estudo pelo governo federal prevê elevação das tarifas de importação já no início de 2026, com foco no aço proveniente da China — hoje comercializado no Brasil com margens de dumping que chegam a 103%. A medida tem caráter duplo: reforçar a proteção às siderúrgicas nacionais e gerar até R$ 14 bilhões para ajudar no fechamento do Orçamento da União.

A necessidade fiscal é imediata. Para atingir a meta de resultado primário zero estabelecida pela LDO de 2025, o governo ainda precisa de R$ 27,1 bilhões apenas no último trimestre de 2025.

Importação dispara e pressiona siderúrgicas brasileiras

O fluxo de aço chinês para o Brasil cresceu de maneira acelerada neste ano. No primeiro trimestre, as importações de aço plano subiram 42% na comparação anual, e alguns tipos de produtos registraram 91,5% de participação chinesa no total importado.

As siderúrgicas estimam que o país encerrará 2025 com 6,3 milhões de toneladas de aço importado — número considerado recorde e que reduz a utilização da capacidade instalada nacional.

Entidades do setor, como a Aço Brasil, apontam que a concorrência com o aço chinês ocorre em condições assimétricas, com subsídios e políticas industriais que tornam impossível disputar preços de forma equilibrada. Com margens comprimidas e queda na demanda interna, as empresas passaram a reavaliar investimentos e projetos de expansão.

A entidade classifica o cenário atual como um “surto de importação”, com efeitos diretos sobre empregos, produção e arrecadação tributária — especialmente em polos industriais como o Sul Fluminense, que concentra algumas das maiores plantas siderúrgicas do país.

Imaginando um cenário mais promissor, a equipe econômica brasileira avalia a elevação no imposto de importação para carros e aço, por exemplo. Ambos os setores sofrem com uma “invasão” de produtos chineses.

A chegada massiva de carros elétricos chineses ao Brasil está transformando a indústria automotiva nacional, gerando uma forte concorrência por meio de preços competitivos e tecnologia avançada. O impacto é duplo: por um lado, estimula a eletrificação do mercado; por outro, pressiona as montadoras estabelecidas e o governo a se adaptarem rapidamente.

Marcas como BYD e GWM conquistaram rapidamente uma participação de mercado significativa, com a BYD detendo cerca de 75% das vendas de veículos elétricos (EVs) no Brasil em 2025. Essa “invasão” forçou as montadoras tradicionais a repensar suas estratégias, inclusive na guerra de preços.

As empresas estão construindo ou adaptando fábricas na Bahia e em São Paulo, respectivamente, o que representa um investimento bilionário e a criação de milhares de empregos diretos e indiretos no país. Em contrapartida, segundo dados recentes, o superávit da balança comercial chinesa, nos 11 meses deste ano, foi de U$ 1 trilhão.

Nessa seara, o Brasil se tornou um dos maiores mercados do mundo para carros eletrificados chineses, superando a Rússia e a Bélgica. Recentemente, temendo uma invasão dos asiáticos, os Estados Unidos elevaram suas tarifas para mais de 100%.

Queda nas exportações afeta mercado doméstico

A queda nas exportações de aço para os EUA afetou de forma ímpar a indústria nacional, onde o Instituto Aço Brasil previu uma queda de 0,6% na produção de aço bruto em 2025. Aliado a essa situação, a indústria brasileira tem se mostrado otimista para com as ações que vêm sendo adotadas pelos negociadores brasileiros com o comércio exterior.

O Brasil utiliza cotas, para que quando o volume importado ultrapassa os limites, a alíquota de 25% é aplicada para diversos tipos de produtos siderúrgicos. Esse percentual é especialmente para volumes acima das cotas, visando proteger a indústria nacional, embora produtos dentro destes limites possam ter tarifas menores (9% a 16%), com a medida sendo prorrogada para 2025 e abrangendo vários produtos.

A medida atende a pleitos apresentados pela Abimetal-Sicetel (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço e Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos), uma das entidades que representa a indústria processadora de aço no Brasil.

A prorrogação incide sobre seis produtos fabricados por empresas representadas pela organização: arames de aço de baixo e médio teor de carbono galvanizados, arames de aço de alto teor de carbono revestidos de outros metais comuns, arames de outras ligas de aço, material para andaimes, cofragens ou escoramentos, grades e redes galvanizadas soldadas nos pontos de interseção e pregos de aço.

Especialistas do setor preveem uma recuperação de 1,3% prevista para 2026, elevando a demanda global para 1,772 milhões de toneladas. A demanda global por aço em 2025 deverá permanecer estável em comparação com 2024, atingindo cerca de 1,750 milhão de toneladas.

IPEA prevê risco

Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estimou que essa tarifa de 25% imposta pelos EUA pode gerar queda de 2,19% da produção, contração de 11,27% das exportações do metal e redução de 1,09% das importações. Isso significa que o Brasil terá perda de exportação equivalente a US$ 1,5 bilhão e uma queda de produção de quase 700 mil toneladas em 2025.

“Isso se deve ao fato de que os Estados Unidos são um mercado muito importante para o aço brasileiro. Em 2024, último dado de ano fechado que nós temos, eles foram destino de mais da metade das exportações. Portanto, é um mercado crucial de aço para o Brasil e daí a importância de se lidar com essa questão”, explica Fernando Ribeiro, coordenador de Relações Econômicas Internacionais do Ipea e autor do estudo.

Apesar da repercussão significativa para o setor, em termos macroeconômicos o impacto é baixo. O trabalho prevê queda de apenas 0,01% do PIB e de 0,03% das exportações totais, com ganho de saldo na balança comercial de US$ 390 milhões, já que a redução da atividade econômica também levará à redução nas importações (0,26%).

Fonte: Diário do Vale

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CSN busca parceiros para leilão de terminal portuário em Santos https://datamarnews.com/pt/noticias/csn-busca-parceiros-para-leilao-de-terminal-portuario-em-santos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=csn-busca-parceiros-para-leilao-de-terminal-portuario-em-santos https://datamarnews.com/pt/noticias/csn-busca-parceiros-para-leilao-de-terminal-portuario-em-santos/#respond Mon, 08 Dec 2025 19:09:50 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=66303 A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), do bilionário Benjamin Steinbruch, avalia sua entrada na disputa pelo terminal Tecon 10, o maior da América Latina localizado no porto de Santos.

Executivos ligados ao empresário afirmam que já procuram parceiros para formar um consórcio.

A aquisição do controle do novo terminal reforçará a estratégia para os negócios de logística da CSN. A empresa é controladora da Ferrovia Transnordestina, que opera a antiga Malha Nordeste da Rede Ferroviária Federal, e um dos maiores clientes da Ferrovia Norte-Sul, espinha dorsal que liga os portos de Itaqui (MA) ao porto de Santos (SP).

Com a conexão completa da Norte-Sul, chegando até São Paulo, garantir o controle do maior terminal no porto paulista fará diferença para o grupo de Steinbruch — que ficaria com duas opções de escoamento de cargas.

Os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) devem julgar o modelo de leilão proposto pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e barrar a participação de gigantes globais, como Maersk e TIL (MSC) na primeira rodada do certame.

Isso abrirá espaço para que novos entrantes e grupos que operem em outros portos brasileiros possam participar. Pelo modelo que deve ser aprovado pela corte de contas, competidores como Maersk e TIL somente poderão participar caso não haja interessados na primeira rodada.

Fonte: UOL

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Importações de aço recuam em outubro, a terceira queda seguida na comparação anual https://datamarnews.com/pt/noticias/importacoes-de-aco-recuam-em-outubro-a-terceira-queda-seguida-na-comparacao-anual/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=importacoes-de-aco-recuam-em-outubro-a-terceira-queda-seguida-na-comparacao-anual https://datamarnews.com/pt/noticias/importacoes-de-aco-recuam-em-outubro-a-terceira-queda-seguida-na-comparacao-anual/#respond Sat, 22 Nov 2025 01:04:27 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=65995 As importações de aço somaram 473 mil toneladas em outubro, volume 21,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil (IABr) no último dia 19. Somente de aço laminado, foram importadas 459 mil toneladas, o que sinaliza recuo de 5,4%.

Essa foi a terceira queda consecutiva nos desembarques totais e nas compras de laminados na comparação anual, depois de sete aumentos seguidos. Em nota, a entidade disse que as comparações mensais não refletem tendência de longo prazo e estão sujeitas a oscilações causadas por fatores conjunturais ou não recorrentes.

O Aço Brasil ressaltou que, se na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior, verificam-se quedas na importação de aço laminado entre agosto e outubro, como apontado, o comparativo mês contra mês anterior, por sua vez, mostra duas altas seguidas desde agosto. Nesse contexto, cabe destacar que a importação de laminados subiu 12% na passagem de setembro para outubro, após crescer 4,3% entre agosto e setembro.

“O fato estatístico mais relevante e preocupante para a indústria do aço, atualmente, é que os aumentos anuais nos volumes importados de aço laminado estão ocorrendo sobre patamares cada vez mais elevados”, alertou o instituto.

“Como divulgado na última coletiva [em agosto, durante o Congresso Aço Brasil], as importações de laminados deverão fechar 2025 em mais de 6 milhões de toneladas, ante 5,3 milhões em 2024. Trata-se de um volume jamais atingido, que representa uma importante participação de 22,6%, ante média histórica abaixo de 10%, entre 2000 e 2019”, sublinhou.

Com o resultado de outubro, as importações de aço chegaram a 5,5 milhões de toneladas desde janeiro, alta de 6,1% em relação a igual intervalo do exercício passado. Apenas de aço laminado, o volume atingido foi de 4,9 milhões de toneladas, avanço de 20,4%.

Origem dos desembarques
No décimo mês de 2025, Brasil importou 379,1 mil toneladas de aço da Ásia. Somente da China vieram 323 mil toneladas. A Europa enviou 52 mil toneladas, sendo 29,5 mil provenientes de países da União Europeia (UE). Os dois continentes foram os principais fornecedores, seguidos pela África, com a venda de 34,9 mil toneladas.

No acumulado do ano, os asiáticos exportaram 4,7 milhões de toneladas de aço ao mercado brasileiro, das quais 3,4 milhões de toneladas vendidas pelos chineses. Os embarques dos europeus somaram 453 mil toneladas. Apenas da UE foram compradas 341 mil toneladas. As compras originadas no continente africano totalizaram 315,9 mil toneladas.

Conforme o analista de investimentos da plataforma AGF, Pedro Galdi, há rumores e expectativas sobre a aplicação de medidas antidumping por parte do governo federal para conter importações. Ele avalia que isso pode reforçar a competitividade das usinas locais.

Fonte: Diário do Comércio

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Importações podem fazer indústria do aço desaparecer no Brasil, diz CEO da Gerdau https://datamarnews.com/pt/noticias/importacoes-podem-fazer-industria-do-aco-desaparecer-no-brasil-diz-ceo-da-gerdau/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=importacoes-podem-fazer-industria-do-aco-desaparecer-no-brasil-diz-ceo-da-gerdau https://datamarnews.com/pt/noticias/importacoes-podem-fazer-industria-do-aco-desaparecer-no-brasil-diz-ceo-da-gerdau/#respond Fri, 31 Oct 2025 22:43:53 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=65517 O alto índice de importação de aço pelo Brasil pode minar a indústria nacional, alertou o CEO da Gerdau no Brasil, Gustavo Werneck, nesta sexta-feira (31). Segundo o executivo, muitas empresas já operam no prejuízo e não conseguirão se manter por muito tempo caso o governo federal não adote medidas. Apesar disso, as perspectivas para o próximo ano são positivas.

De acordo com Werneck, as empresas não conseguem operar “no vermelho” por muito mais tempo e estão perdendo o fôlego, o que coloca em risco a continuidade das operações no País. “Se não houver uma redução significativa na entrada de produtos importados no Brasil, será impossível que as siderúrgicas sobrevivam. Elas podem desaparecer”, alertou.

No caso da Gerdau, o executivo afirmou que o desempenho na América do Norte continua sendo o principal motor de crescimento da companhia, impulsionado por uma demanda interna resiliente.

“A redução das importações na América do Norte, resultado direto das medidas protetivas adotadas durante o governo Donald Trump, fez com que nossos volumes totais crescessem tanto na comparação trimestral quanto na anual, registrando alta superior a 10%. Além disso, o segmento América do Norte alcançou participação recorde em nossos resultados, representando 65% do Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] consolidado no período”, afirmou.

No Brasil, segundo Werneck, o mercado segue impactado pela entrada excessiva de aço importado. “A taxa de penetração das importações permanece acima de 6 milhões de toneladas em 2025, o que equivale a quase 30% das vendas internas, reforçando a necessidade urgente de medidas efetivas de defesa comercial da indústria brasileira do aço e dos empregos nacionais”, completou.

O alto nível de importações de aço já levou à demissão de 1,5 mil colaboradores da Gerdau no Brasil entre janeiro e julho deste ano, além do fechamento de plantas em Barão de Cocais, em Minas Gerais, e Mogi das Cruzes, em São Paulo. A situação também fez a empresa anunciar a redução de 22% nos investimentos previstos para o próximo ano.

Ainda segundo Gustavo Werneck, a empresa decidiu antecipar o anúncio de investimento em respeito aos públicos com os quais se relaciona, para deixar claras suas preocupações quanto ao futuro das operações no Brasil.

“Não faz sentido manter investimentos elevados se não encontrarmos um ambiente de competição adequado. Não queremos pressionar o governo, mas essa é a realidade do mercado. Só investimos se houver cliente”, afirmou Werneck.

Perspectivas para 2026 são positivas
No entanto, as perspectivas da empresa permanecem positivas para 2026. Segundo Werneck, há uma sensibilidade maior do governo federal para o tema e ações mais concretas em apoio à indústria nacional. A visão é compartilhada pelo CFO da Gerdau, Rafael Japur: “Há um avanço técnico na questão. O governo federal tem visitado as empresas, coletado dados e se aprofundado nas análises para avançar nas investigações — algo que não acontecia anteriormente”.

Para o CEO da Gerdau, o cenário ideal é aquele em que as condições de competição voltem a ser equilibradas. “As medidas antidumping deveriam reduzir o patamar de importações de 30% para 10%. Assim, teríamos novamente uma competição leal e isonômica, que permitiria a empresas como a nossa voltar a investir”, afirmou.

Outro fator que torna a empresa mais otimista para 2026 é a perspectiva de crescimento dos setores industriais — especialmente o automotivo — e a estabilidade na construção civil.

Resultados da Gerdau no terceiro trimestre
No terceiro trimestre, a Gerdau registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,09 bilhão, alta de 26% em relação ao trimestre anterior, mas queda de 23,9% frente ao mesmo período de 2024.

O Ebitda ajustado foi de R$ 2,7 bilhões, 6,9% superior ao do segundo trimestre, mas 9,2% inferior ao mesmo período de 2024. Já as vendas de aço alcançaram 3 milhões de toneladas, alta de 9,3% sobre o trimestre anterior e de 9% em relação a 2024. No Brasil, as comercializações cresceram 16,6% em relação ao segundo trimestre, impulsionadas pelo aumento das exportações e das vendas no mercado interno.

Fonte: Diário do Comércio

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