Açúcar e Ethanol Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/acucareethanol/ East Coast South America Maritime and Logistics News and Analysis Tue, 17 Mar 2026 20:58:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://datamarnews.com/wp-content/uploads/2021/04/cropped-DTNews_favcom-32x32.png Açúcar e Ethanol Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/acucareethanol/ 32 32 Produtores de cana pedem suspensão das importações brasileiras https://datamarnews.com/pt/noticias/produtores-de-cana-pedem-suspensao-das-importacoes-brasileiras/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=produtores-de-cana-pedem-suspensao-das-importacoes-brasileiras https://datamarnews.com/pt/noticias/produtores-de-cana-pedem-suspensao-das-importacoes-brasileiras/#respond Tue, 17 Mar 2026 20:58:09 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68499 O setor açucareiro da África do Sul enfrenta forte pressão devido ao aumento acentuado das importações de açúcar refinado, que estão substituindo o açúcar produzido localmente e colocando em risco empregos e economias rurais nas províncias de KwaZulu-Natal e Mpumalanga.

Dados da Receita Federal da África do Sul (Sars), monitorados pela SA Canegrowers, mostram que somente em janeiro foram registradas 24.600 toneladas de importações de açúcar transportado por rotas marítimas de longa distância, provenientes de países como Brasil, Índia e Tailândia.

Esse volume em apenas um mês superou o total importado em todos os anos de 2020, 2021 e 2022 somados.

As importações aceleraram significativamente em 2025, com quase 200 mil toneladas de açúcar refinado entrando no país, impulsionadas pelos baixos preços globais do açúcar, pela valorização do rand frente ao dólar e por proteções tarifárias consideradas insuficientes. Os dados iniciais de 2026 indicam que a tendência continua, já que os ajustes tarifários recentes não conseguiram conter o fluxo.

Confira a seguir uma série histórica dos volumes de exportação do açúcar brasileiro à África do Sul, segundo os dados da Datamar, extraídos da ferramenta DataLiner.

Exportação de Açúcar à Africa do Sul | Jan 2023 – Jan 2026 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

O presidente da SA Canegrowers, Higgins Mdluli, destacou a dinâmica do mercado.

“O açúcar está sendo importado por agentes oportunistas que se aproveitam do baixo preço global do açúcar e da fraca proteção tarifária local, mas que vendem esse açúcar no mercado interno a preços semelhantes ao do açúcar produzido localmente”, afirmou Mdluli.

“Os lucros ficam com os importadores e não geram economia para os consumidores sul-africanos. Isso significa que empregos estão sendo exportados às custas da indústria açucareira da África do Sul.”

Segundo ele, a substituição do produto local tem causado fortes perdas para o setor.

“Esse aumento nas importações de açúcar refinado está deslocando do mercado sul-africano o açúcar cultivado e produzido localmente”, disse.

O setor perdeu mais de 7 mil rands por tonelada de açúcar local substituído, resultando em um impacto combinado de 1,5 bilhão de rands na safra 2025/26.

Ele ressaltou que a indústria sustenta mais de um milhão de meios de subsistência e é um pilar para comunidades rurais.

Mdluli destacou a necessidade de proteções mais robustas:
“Precisamos de um sistema tarifário que garanta que a indústria doméstica possa competir com importações subsidiadas de forma injusta. Garantir um ambiente comercial justo para o açúcar produzido localmente é essencial para que o setor continue viável e apoiando produtores, trabalhadores e comunidades.”

A SA Canegrowers pediu à Comissão Internacional de Administração do Comércio (Itac) que finalize sua revisão tarifária e implemente salvaguardas adequadas.

A crise ocorre paralelamente a outros desafios, incluindo a possível liquidação da Tongaat Hulett, a única refinaria de açúcar independente da África do Sul. A empresa opera três usinas e produz açúcar branco essencial para fabricantes de alimentos e bebidas devido ao seu perfil de sabor — justamente a categoria que está inundando o mercado com importações.

Na semana passada, o ministro do Comércio, Indústria e Concorrência, Parks Tau, reuniu-se diretamente com representantes do setor açucareiro e da Itac.

Mdluli também pediu intervenção diplomática após a recente visita de Estado do presidente Cyril Ramaphosa ao Brasil.

“Após a visita de Estado ao Brasil, pedimos ao presidente Cyril Ramaphosa que discuta essa questão com o presidente Da Silva e insista para que as importações de açúcar do Brasil para a África do Sul sejam interrompidas imediatamente, já que o país é autossuficiente na produção de açúcar”, afirmou.

Ele acrescentou que resolver a crise da Tongaat Hulett é essencial para a estabilidade do setor.

“Continuamos esperançosos de que uma solução viável possa ser encontrada. No entanto, mesmo que a Tongaat Hulett seja resgatada, ela operará em um ambiente em que tarifas de importação fracas prejudicam seu negócio principal, a menos que a questão tarifária seja resolvida com urgência”, concluiu Mdluli.

Fonte: Southen Africa’s Freight News

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Exportações de açúcar têm média diária 44% superior à de fevereiro de 2025 https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-acucar-tem-media-diaria-44-superior-a-de-fevereiro-de-2025/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-de-acucar-tem-media-diaria-44-superior-a-de-fevereiro-de-2025 https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-acucar-tem-media-diaria-44-superior-a-de-fevereiro-de-2025/#respond Fri, 20 Feb 2026 13:26:18 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67794 As exportações de açúcar e melaços pelo Brasil durante os primeiros dez dias úteis de fevereiro registraram média diária 44% superior à observada em fevereiro de 2025. Os dados constam em relatório divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Dados levantados pelo departamento de Business Intelligence da Datamar indicam que o Brazil exportou acima de 31 milhões de toneladas de açúcar ao longo de todo 2025. Compare a seguir o volume mensal dos embarques de açúcar destinados ao exterior no Brasil, segundo dados disponíveis na plataforma DataLiner:

Exportações de Açúcar | Jan 2022 – Dez 2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Enquanto fevereiro de 2025 apresentou média diária de embarques de 91.257,5 toneladas, com um total de 1.825.149,7 toneladas ao longo de 20 dias úteis, neste início de fevereiro de 2026 a média subiu para 131.384,7 toneladas. No acumulado até o momento, o Brasil exportou 1.313.847,3 toneladas de açúcar e melaços.

Apesar do avanço expressivo no volume, os preços médios seguem pressionados na comparação anual. O valor médio da tonelada caiu 22,6%, passando de US$ 477,8 em fevereiro de 2025 para US$ 370,1 neste mês.

Ainda assim, o crescimento dos embarques garantiu avanço no faturamento médio diário. A média diária de receita subiu 11,5%, passando de US$ 43,607 milhões para US$ 48,624 milhões. Com isso, o faturamento acumulado nos dez dias úteis de fevereiro de 2026 chegou a US$ 486,238 milhões, frente a US$ 872,146 milhões registrados em todo o mês de fevereiro de 2025.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agro brasileiro exporta menos, mas tem terceiro melhor janeiro da história https://datamarnews.com/pt/noticias/agro-brasileiro-exporta-menos-mas-tem-terceiro-melhor-janeiro-da-historia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=agro-brasileiro-exporta-menos-mas-tem-terceiro-melhor-janeiro-da-historia https://datamarnews.com/pt/noticias/agro-brasileiro-exporta-menos-mas-tem-terceiro-melhor-janeiro-da-historia/#respond Wed, 18 Feb 2026 20:31:41 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67739 As exportações brasileiras de produtos agropecuários totalizaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, informou o Ministério da Agricultura em nota técnica. O valor representa queda de 2,2% na comparação anual, o equivalente a US$ 244 milhões a menos.

Apesar do recuo anual, o resultado foi o terceiro maior da série histórica para meses de janeiro. O agronegócio respondeu por 42,8% das exportações totais do país no período.

Segundo o ministro Carlos Fávaro, o desempenho do setor reflete avanços em sanidade animal e negociações comerciais. Entre os destaques estão o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação e a retirada de tarifas adicionais dos Estados Unidos para produtos como a carne bovina in natura.

Esses fatores, segundo o ministério, ampliam o acesso a mercados e sustentam o desempenho do agronegócio mesmo em um cenário de preços internacionais mais baixos.

Importações caem, mas superávit do agro se mantém

As importações brasileiras de produtos agropecuários somaram US$ 1,63 bilhão em janeiro, queda de 11,2% em relação a 2025. Os principais itens importados foram papel, trigo, salmão, fibras e produtos têxteis.

A redução foi puxada principalmente pela menor compra de cacau, trigo e malte. Ao mesmo tempo, o Brasil importou US$ 940 milhões em fertilizantes e US$ 301,3 milhões em defensivos agrícolas.

Confira abaixo as principais origens dos fertilizantes importados pelo Brasil em 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Principais Origens dos Fertilizantes | 2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (Clique aqui para solicitar uma demo)

Com isso, o superávit da balança comercial do agronegócio ficou em US$ 9,12 bilhões, levemente abaixo do registrado um ano antes.

Preços caem no agro, mas volume cresce

Segundo o ministério, o desempenho foi impactado pela queda de 8,6% nos preços médios internacionais, parcialmente compensada por um aumento de 7% no volume exportado.

A pasta destacou que indicadores globais confirmam o movimento de recuo de preços. O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação caiu 0,4% em janeiro ante dezembro e 0,6% na comparação anual. Já o índice do Banco Mundial recuou 3,1% em 12 meses.

Esses índices medem a variação média dos preços internacionais de alimentos e ajudam a explicar a redução do valor exportado, mesmo com maior quantidade embarcada.

Carnes lideram e batem recorde

As proteínas animais registraram recorde de exportações no mês. A carne bovina in natura foi o principal item da pauta, com US$ 1,3 bilhão em vendas externas.

Os seis principais setores exportadores do agronegócio em janeiro foram:

Carnes: US$ 2,58 bilhões

Complexo soja: US$ 1,66 bilhão

Produtos florestais: US$ 1,38 bilhão

Cereais, farinhas e preparações: US$ 1,12 bilhão

Café: US$ 1,10 bilhão

Complexo sucroalcooleiro: US$ 750 milhões

Juntos, esses segmentos responderam por 79,8% do total exportado, somando US$ 8,6 bilhões.

China mantém liderança entre destinos

A China permaneceu como principal destino do agronegócio brasileiro, com US$ 2,16 bilhões em compras, o equivalente a 20% do total exportado no mês e crescimento de 5,4% na comparação anual.

Na sequência aparecem a União Europeia, com US$ 1,69 bilhão (queda de 11%), e os Estados Unidos, com US$ 705,5 milhões (recuo de 31%).

O ministério destacou crescimento das exportações para países como Emirados Árabes Unidos, Turquia, Filipinas, Irã, Iraque, Arábia Saudita, Japão e Chile.

Avanço no Sudeste Asiático

As exportações para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) cresceram 5,7% em janeiro, indicando maior presença do agro brasileiro em mercados como Filipinas, Indonésia, Vietnã, Tailândia e Malásia.

Segundo a pasta, a diversificação de destinos no agro contribui para reduzir a dependência de poucos mercados e commodities.

Fonte: Monitor do Mercado

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Etanol e açúcar impulsionam agronegócio brasileiro https://datamarnews.com/pt/noticias/etanol-e-acucar-impulsionam-agronegocio-brasileiro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=etanol-e-acucar-impulsionam-agronegocio-brasileiro https://datamarnews.com/pt/noticias/etanol-e-acucar-impulsionam-agronegocio-brasileiro/#respond Mon, 02 Feb 2026 20:37:12 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67381 Apesar de parecer expressivo, o volume de etanol exportado pelo Brasil em 2025, cerca de 1,7 bilhão de litros, mostra um cenário de retração. O número indica queda de 9% em relação a 2024, quando as vendas externas somaram 2 bilhões de litros. A redução, no entanto, não está ligada à ausência de compradores, mas sim à falta de oferta exportável, resultado da forte demanda interna e de estoques historicamente baixos. Em valores, as exportações brasileiras de etanol somaram US$ 976,6 milhões em 2025, queda de 8% frente aos US$ 1,13 bilhão registrados em 2024.

Tradicionalmente, o mercado doméstico absorve a maior parte da produção nacional de etanol. Em 2025, o consumo interno alcançou cerca de 19 bilhões de litros de etanol hidratado (ofertado nas bombas dos postos de combustíveis) e 13 bilhões de litros de anidro (adicionado à gasolina). O aumento da mistura mandatória do etanol anidro na gasolina, de 27% para 30%, em vigor desde 1 de agosto de 2025, deve contribuir para o aumento da demanda interna, uma vez que especialistas estimam que a nova mistura vai consumir 1 bilhão de litros a mais por ano.

Além disso, os estoques de etanol nas usinas do Centro-Sul do país registraram queda significativa na safra 2025/2026. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o volume armazenado em 1º de janeiro somava 7,07 bilhões de litros, representando uma redução de 19,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Com a produção nacional de etanol também menor — cerca de 5% — e um acumulado no período 30,84 bilhões de litros, houve queda na produção de hidratado, de 8%, para 19 bilhões de litros, enquanto o anidro se manteve relativamente estável em 11,7 bilhões de litros. Esse conjunto de fatores reduziu significativamente o excedente disponível para exportação.

Comércio internacional

No comércio internacional, a Coreia do Sul mantém a liderança absoluta entre os compradores do etanol brasileiro. Em 2025, o país importou 772 milhões de litros, muito à frente dos Estados Unidos, que adquiriram 255 milhões de litros, e da Holanda, com 212 milhões de litros. “Há cerca de 15 anos, os sul-coreanos são os principais clientes do Brasil, impulsionados por uma política energética mais aberta aos biocombustíveis e pela preferência por produtos com menor pegada de carbono, característica do etanol de cana-de-açúcar”, explica Maurício Muruci, analista em etanol, açúcar e biodiesel da Safras & Mercado.

A tendência para 2026, segundo ele, é de mudança no ranking. “A Holanda deve assumir a segunda posição, favorecida por questões tributárias que podem reduzir ainda mais a participação dos Estados Unidos”, diz. Além disso, o governo norte-americano estuda ampliar o mandato de uso de biocombustíveis produzidos internamente, o que deve restringir importações”.

Embora nos últimos anos, o etanol de milho venha ganhando espaço no mercado interno, ele ainda não é produzido em volumes que possibilitem aumentar a oferta interna de forma significativa. No acumulado da safra 2025/2026, o milho respondeu por 18% da oferta nacional de biocombustíveis, tanto de anidro quanto de hidratado, enquanto a cana-de-açúcar permaneceu dominante, com cerca de 81%.

Em volumes absolutos, o Brasil produziu aproximadamente 2,6 bilhões de litros de etanol anidro de milho, contra 11,7 bilhões de litros provenientes da cana. No hidratado, foram 4,2 bilhões de litros de milho e cerca de 19 bilhões de litros de cana.

Diante deste cenário, para 2026 a expectativa é de exportações ainda limitadas, com leve recuperação para cerca de 1,75 bilhão de litros, de acordo com a Safras & Mercado. A projeção reflete a estratégia das usinas, que devem seguir focadas no mercado interno, onde a escala é maior e os preços são mais atrativos.

Açúcar garante caixa às usinas

Na safra 2025/2026, o bom desempenho do açúcar continuou sustentando o fluxo de caixa das usinas. Neste segmento, as exportações são mais relevantes que as vendas no mercado interno. Anualmente são embarcadas entre 30 e 33 milhões de toneladas, frente a demanda interna de 9,5 milhões de toneladas.

O gráfico abaixo utiliza dados DataLiner da Datamar para ilustrar as exportações de açúcar, medidas em toneladas, do Brasil. Os leitores podem solicitar uma demonstração para mais insights.

Exportações de Açúcar | 2023 – 2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Com a perspectiva de demanda mais aquecida pelo etanol, o mix produtivo, tradicionalmente próximo de 52% etanol e 48% açúcar, deve mudar levemente na próxima safra, para 53% etanol e 47% açúcar. Segundo estimativas, as usinas podem lucrar 25% a 30% mais vendendo etanol internamente do que produzindo açúcar para exportação.

A Safras & Mercado estima que a moagem de cana-de-açúcar deve alcançar 610 milhões de toneladas na safra 2026/27, em comparação com os 605 milhões na safra 2025/26. Já os preços médios do açúcar devem recuar, da média, de 17 a 19 centavos de dólar por libra-peso em 2025, para uma média de 13 a 14 centavos de dólar por libra-peso ao longo de 2026.

Fonte: CNN Brasil

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Volume médio de exportações de açúcar deste mês supera em 15,9% a média de janeiro de 2025 https://datamarnews.com/pt/noticias/volume-medio-de-exportacoes-de-acucar-deste-mes-supera-em-159-a-media-de-janeiro-de-2025/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=volume-medio-de-exportacoes-de-acucar-deste-mes-supera-em-159-a-media-de-janeiro-de-2025 https://datamarnews.com/pt/noticias/volume-medio-de-exportacoes-de-acucar-deste-mes-supera-em-159-a-media-de-janeiro-de-2025/#respond Thu, 29 Jan 2026 20:09:40 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67316 As exportações de açúcar e melaços pelo Brasil durante os primeiros 16 dias úteis de janeiro de 2026 registraram um aumento de 15,9% na média diária de volume em relação a janeiro de 2025. É o que mostra relatório divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com dados até a quarta semana do mês.

A média diária exportada passou de 93.739,2 toneladas em janeiro de 2025 para 108.605,3 toneladas neste início de ano. No acumulado, os embarques somam 1.737.684,3 toneladas, enquanto em todo janeiro do ano passado o volume exportado alcançou 2.062.261,7 toneladas, em um mês que contou com 22 dias úteis.

O gráfico abaixo utiliza dados DataLiner da Datamar para ilustrar as exportações de açúcar, medidas em toneladas, do Brasil. Os leitores podem solicitar uma demonstração para mais insights.

Exportações de Açúcar | 2023 – 2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Apesar do maior volume embarcado, o faturamento apresentou retração na média diária. Enquanto em janeiro de 2025 a média diária de faturamento com açúcar e melaços foi de US$ 45,440 milhões, neste início de 2026 o valor caiu para US$ 39,409 milhões, uma redução de 13,3%. Até o momento, o Brasil faturou US$ 630,537 milhões com as exportações do produto, ante US$ 999,684 milhões registrados em todo o mês de janeiro do ano passado.

O desempenho mais fraco da receita está diretamente ligado à queda acentuada dos preços internacionais. O preço médio da tonelada do açúcar exportado recuou 25,1%, passando de US$ 484,8/tonelada em janeiro de 2025 para US$ 362,9/tonelada neste início de 2026, o que limitou o faturamento das exportações brasileiras de açúcar e melaços, mesmo com o avanço do volume embarcado.

Fonte: Noticias Agrícolas 

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UE avalia suspender importações de açúcar sem tarifa para conter queda de preços https://datamarnews.com/pt/noticias/ue-avalia-suspender-importacoes-de-acucar-sem-tarifa-para-conter-queda-de-precos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ue-avalia-suspender-importacoes-de-acucar-sem-tarifa-para-conter-queda-de-precos https://datamarnews.com/pt/noticias/ue-avalia-suspender-importacoes-de-acucar-sem-tarifa-para-conter-queda-de-precos/#respond Wed, 28 Jan 2026 20:41:15 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67324 A Comissão Europeia pretende propor a suspensão temporária do regime que permite a importação de açúcar sem tarifa dentro da União Europeia, em uma tentativa de aliviar a pressão sobre produtores europeus diante da queda dos preços e do aumento da concorrência externa.

O anúncio foi feito pelo comissário europeu de Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, que afirmou que apresentará a proposta de suspensão do chamado inward processing relief (IPR), mecanismo que autoriza a entrada de açúcar com alíquota zero e sem limite de volume, desde que o produto seja refinado ou incorporado a alimentos destinados à reexportação fora do bloco. O comissário não informou quando a eventual suspensão entraria em vigor.

A iniciativa provocou reações divergentes dentro do setor. Produtores europeus de beterraba, representados pelo lobby CIBE, manifestaram apoio à medida, afirmando que a suspensão seria “oportuna e necessária” para um mercado que atravessa um período de forte retração. Segundo o grupo, o regime contribuiu para um excesso de oferta que levou os preços do açúcar na União Europeia ao menor nível em pelo menos três anos.

Por outro lado, indústrias de fermentação, refinarias e grupos usuários de açúcar criticaram a proposta. Em nota conjunta, essas entidades atribuíram a queda dos preços principalmente à superprodução de beterraba e alertaram que a suspensão do IPR elevaria os custos de produção, prejudicando a competitividade das empresas europeias no mercado internacional.

Dados da Comissão Europeia indicam que as importações de açúcar bruto sob o regime IPR aumentaram 19% no ano comercial 2024/25, alcançando 587 mil toneladas, das quais 95% tiveram origem no Brasil.

O gráfico a seguir compara as exportações mensais brasileiras de açúcar com destino à União Europeia, entre janeiro e novembro, nos últimos quatro anos, conforme os dados da plataforma DataLiner.

Exportações de Açúcar para a UE | Jan-Nov | 2022-2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Já as importações de açúcar branco cresceram 5%, para 155 mil toneladas, com o Brasil respondendo por 43% do total, seguido por Marrocos, Egito e Ucrânia.

Produtores europeus também têm expressado preocupação com o impacto de um eventual acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que pode ampliar as cotas de importação de açúcar provenientes da América do Sul.

Reportagem de Sybille de La Hamaide

Fonte: Reuters

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Setor do biodiesel alerta sobre riscos de liberar importação no Brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/setor-do-biodiesel-alerta-sobre-riscos-de-liberar-importacao-no-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=setor-do-biodiesel-alerta-sobre-riscos-de-liberar-importacao-no-brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/setor-do-biodiesel-alerta-sobre-riscos-de-liberar-importacao-no-brasil/#respond Thu, 22 Jan 2026 20:09:26 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67183 A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) expressou preocupação com propostas em debate que visam permitir a importação de biodiesel no Brasil sob o argumento de ampliar a concorrência no mercado. A reação da entidade é motivada por um antigo pleito do setor de distribuição de combustíveis voltou à tona neste mês com a conclusão da consulta pública nº 203/2025, aberta pelo Ministério de Minas e Energia (MME),que discute regras sobre a importação do biocombustível e a possibilidade de liberar até 20% da demanda para abastecimento com produto importado.

O aumento do mandato de biodiesel no diesel, que atingiu 15% (B15) em 2025, e a volatilidade dos preços nos últimos anos motivaram empresas do setor a pressionar publicamente pela liberação da importação. A FPBio sustenta que tal medida seria frontalmente incompatível com os compromissos de fomento à produção nacional previstos na Lei do Combustível do Futuro (14.993/2024).

Em nota, a FPBio afirma ainda que, se aprovada nos termos atuais, a medida pode desorganizar o setor, desestimular investimentos e comprometer a previsibilidade regulatória, fator essencial em uma indústria altamente regulada e capital intensiva.

O Brasil é hoje um dos maiores produtores mundiais de biodiesel, com um programa consolidado ao longo de mais de duas décadas que atende integralmente à demanda interna e mantém elevada capacidade instalada ociosa, estimada em cerca de 50%, sem sinais de risco de desabastecimento. Segundo a FPBio, a abertura indiscriminada do mercado poderia pressionar margens de lucro das usinas nacionais, reduzir incentivos a novos investimentos e comprometer estímulos à produção local.

“Nos últimos anos, o biodiesel brasileiro atingiu níveis recordes de produção, sendo elaborado majoritariamente com óleo de soja, sebo bovino e outras matérias-primas regionais, e apoiando a renda de milhares de produtores rurais”, informou a FPBio em nota.

Na última sexta-feira (16), associações do setor de combustíveis emitiram nota conjunta pedindo o fim das restrições à importação, argumentando que isso limita a concorrência e a liberdade de negociação.

Assinaram o documento o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás Natural (IBP), Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom), Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Sindicato Nacional dos Transportadores Revendedores Retalhistas (SindTRR) e Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro (Semov), afirmando que não há “fundamento técnico ou econômico para restringir o acesso a fontes adicionais de suprimento que aumentem a contestabilidade do mercado e contribuam para a disciplina competitiva na formação de preços do diesel B”.

O tema divide o governo federal, com alas do MME defendendo a manutenção da proteção à produção nacional, enquanto o Ministério da Fazenda se posiciona a favor da abertura do mercado. A questão deve ser discutida na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Atualmente, a pauta envolve a possibilidade de liberar até 20% da demanda para abastecimento com produto importado, justamente em um momento em que o mandato de biodiesel deve subir de 15% para 16% a partir de março, o que pode pressionar ainda mais os preços do produto.

A FPBio reforça que a previsibilidade regulatória e a valorização da produção nacional são essenciais para garantir investimentos, segurança energética e preços justos ao consumidor, sem abrir mão dos objetivos ambientais e sociais que tornaram o biodiesel brasileiro um case de sucesso.

Fonte: CNN Brasil

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Exportações de açúcar em 2025 tiveram queda de 19% https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-acucar-em-2025-tiveram-queda-de-19/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-de-acucar-em-2025-tiveram-queda-de-19 https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-acucar-em-2025-tiveram-queda-de-19/#respond Fri, 09 Jan 2026 20:31:34 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=66885 As exportações brasileiras de açúcar sofreram uma retração de 19,3% no ano de 2025 em relação a 2024, e ficaram em 30,864 milhões de toneladas, de acordo com dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura.

A redução dos embarques ocorreu mesmo diante de uma produção maior na safra 2025/26 no Brasil, e se deu em meio à recuperação da oferta global de açúcar.

A receita com as exportações brasileiras teve uma queda de 30% e ficou em US$ 13 bilhões. A redução da receita foi mais acentuada que a do volume por causa da queda dos preços internacionais.

O gráfico abaixo utiliza dados DataLiner da Datamar para ilustrar as exportações de açúcar, medidas em toneladas, do Brasil. Os leitores podem solicitar uma demonstração para mais insights.

Exportações de Açúcar | 2023 – 2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Houve redução dos embarques para importantes compradores, como Indonésia, para onde as exportações de açúcar do Brasil recuaram 43,6%, para 1,9 milhão de toneladas, Emirados Árabes Unidos, com queda de 36,9%, para 1,6 milhão de toneladas, e Índia, com baixa de 27,4%, para 2,4 milhões de toneladas.

Já outros países aumentaram as compras de açúcar do Brasil e elevaram sua participação entre os destinos das exportações nacionais. Foi o caso da China, para onde os embarques cresceram 44%, para 4,3 milhões de toneladas, o que colocou o país como o principal destino do açúcar brasileiro em 2025.

Também cresceram as exportações de açúcar para Bangladesh, com alta de 15,7%, para 1,9 milhão de toneladas.

Fonte: Globo Rural

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Açúcar orgânico do Brasil ainda sofre com tarifas https://datamarnews.com/pt/noticias/acucar-organico-do-brasil-ainda-sofre-com-tarifas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=acucar-organico-do-brasil-ainda-sofre-com-tarifas https://datamarnews.com/pt/noticias/acucar-organico-do-brasil-ainda-sofre-com-tarifas/#respond Thu, 08 Jan 2026 21:00:09 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=66889 Seis meses após o início do tarifaço americano contra o Brasil, que continua vigente para uma fatia das vendas ao mercado externo, os exportadores de açúcar orgânico enfrentam dificuldades para encontrar alternativas para embarcar o produto nacional. Antes isento de tarifa para entrar nos Estados Unidos, agora, na prática, o açúcar orgânico do Brasil paga cerca de 100% de tarifa.

O gráfico abaixo utiliza dados DataLiner da Datamar para ilustrar as exportações de açúcar, medidas em toneladas, do Brasil. Os leitores podem solicitar uma demonstração para mais insights abaixo.

Exportações de Açúcar | 2023 – 2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

O presidente americano Donald Trump atingiu o açúcar orgânico brasileiro duplamente. Além de continuar a pagar a sobretaxa de 40%, que passou a vigorar em agosto de 2025, acrescida dos 10% que os EUA cobram sobre exportações de todo o mundo, o produto deixou de usufruir da “Specialty-Quota” para o açúcar orgânico, perdendo a isenção da tarifa de US$ 327 a tonelada que beneficiava uma cota de 240 mil toneladas.

Os EUA respondem por boa parte do consumo global de produtos orgânicos. O uso de açúcar orgânico é obrigatório para alimentos industrializados orgânicos, como granolas, barras de cereais e iogurtes, o que significa que, sem ele, as indústrias americanas não podem vender produtos como orgânicos.

A Native, do Grupo Balbo, começou a buscar outros mercados e estava começando a abrir portas no México — até ter uma má notícia em 31 de dezembro. Naquele dia, o governo mexicano anunciou que retiraria a isenção de tarifas de importação para diversos produtos, entre eles o açúcar.

“Chegamos a embarcar dez contêineres para o México e havia pedidos de mais, mas não vamos mais conseguir exportar”, lamenta Leontino Balbo Júnior, vice-presidente da Native Produtos Orgânicos. Com a decisão, o México passou a cobrar uma tarifa de 200% sobre o açúcar orgânico.

Ele conta que a incursão no país começou em 2025, quando incentivou um distribuidor americano a abrir mercado no México. A distribuidora chegou a contratar funcionários mexicanos, que foram treinados pela Native, o que começou a dar resultados. A expectativa da Native era exportar até 3 mil toneladas até junho de 2026 — os americanos chegam a consumir 300 mil toneladas ao ano.

Atualmente, a única alternativa que a empresa vem encontrando é o Canadá, cujas indústrias têm recebido mais pedidos de clientes americanos para suprir a demanda nos EUA. Ainda assim, os volumes são pequenos. A empresa de Balbo, que antes vendia 6 mil toneladas de açúcar orgânico ao Canadá, agora deve embarcar 9 mil toneladas anuais.

Sem outro mercado relevante como opção, a Native tem hoje 30 mil toneladas em estoque, um volume alto para uma empresa que esperava exportar 40 mil toneladas aos EUA nesta safra e zerar os estoques em abril. “O distribuidor não tem caixa para comprar. Está sem capital de giro”, afirma Balbo.

A Jalles Machado, outra exportadora brasileira de açúcar orgânico, ainda está conseguindo vender seu produto aos EUA. “Continuamos vendendo para nossos clientes porque os Estados Unidos precisam. Mas estão repassando [o custo] para o varejo”, conta Rodrigo Penna, diretor financeiro da companhia.

Segundo ele, a empresa tenta aumentar as vendas a outros mercados, mas sem grandes destaques. “[A tarifa] está encarecendo o açúcar para o consumidor e não ajuda o produtor americano, que não produz orgânico”, diz.

Fonte: Globo Rural

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Ásia e África devem impulsionar demanda por açúcar https://datamarnews.com/pt/noticias/asia-e-africa-devem-impulsionar-demanda-por-acucar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=asia-e-africa-devem-impulsionar-demanda-por-acucar https://datamarnews.com/pt/noticias/asia-e-africa-devem-impulsionar-demanda-por-acucar/#respond Fri, 02 Jan 2026 20:58:32 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=66749 O consumo mundial de açúcar deve se manter na safra 2026/2027 em trajetória de crescimento gradual, de 1,2% ao ano, impulsionado por economias emergentes da Ásia e África. Enquanto isso, países desenvolvidos tendem a reduzir o consumo per capita do produto em razão de mudanças de hábito e de substituição parcial do produto por adoçantes alternativos.

O panorama foi divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP) nesta terça-feira (30) como parte de análise do mercado de açúcar. De acordo com os pesquisadores do Cepea, o mercado global de açúcar caminha para um cenário de oferta mais folgada ao longo da safra 2026/2027.

O Brasil, maior produtor e exportador de açúcar, tem expectativa de aumento na moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul. O País produz açúcar principalmente de cana, também insumo do etanol.

O Cepea afirma que a produção brasileira de cana pode superar 620 milhões de toneladas, mas que o aumento não garante forte incremento na produção de açúcar. Isso porque, com ambiente global projetando boa disponibilidade de açúcar nos principais produtores, o setor tende a calibrar o mix entre açúcar e etanol.

O Brasil deve produzir na safra 2026/2027 entre 41 e 44 milhões de toneladas de açúcar, acima das 39,17 milhões de toneladas na atual temporada 2025/26, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). De acordo com o Cepea, a perspectiva dominante no mercado internacional é de preços moderados para o açúcar, com fatores como estoques mais confortáveis e competição entre exportadores.

Fonte: ANBA

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