Café Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/cafe/ East Coast South America Maritime and Logistics News and Analysis Wed, 08 Apr 2026 20:45:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://datamarnews.com/wp-content/uploads/2021/04/cropped-DTNews_favcom-32x32.png Café Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/cafe/ 32 32 Brasil exportou US$ 700 milhões em produtos beneficiados por corte de tarifas do Acordo UE-Mercosul https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-exportou-us-700-milhoes-em-produtos-beneficiados-por-corte-de-tarifas-do-acordo-ue-mercosul/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasil-exportou-us-700-milhoes-em-produtos-beneficiados-por-corte-de-tarifas-do-acordo-ue-mercosul https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-exportou-us-700-milhoes-em-produtos-beneficiados-por-corte-de-tarifas-do-acordo-ue-mercosul/#respond Wed, 08 Apr 2026 20:45:15 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69079 O acordo provisório entre Mercosul e União Europeia, previsto para entrar em vigor em 1º de maio, abre espaço para uma expansão gradual das exportações do agronegócio, com os primeiros ganhos concentrados em produtos agroindustriais de maior valor agregado, como o óleo de soja. Segundo cálculo do Insper Agro Global, o Brasil exportou cerca de US$ 700 milhões ao bloco europeu em produtos agropecuários que terão isenção imediata dentro guarda-chuva dos corte de tarifas do acordo UE-Mercosul.

O agronegócio brasileiro exportou US$ 170 bilhões em 2025, sendo cerca de US$ 25 bilhões para a União Europeia. Bruno Capuzzi, pesquisador do Insper Agro Global, estima que US$ 17 bilhões em produtos vendidos pelo Brasil aos europeus já entram sem tarifa, como soja em grão e café verde. Restam outros US$ 8 bilhões em produtos do agro que serão beneficiados pelo acordo, a maior parte com redução de taxas ao longo de quatro a dez anos. Desse total, cerca de US$ 700 milhões serão alcançados de imediato pelo corte de tarifas UE-Mercosul, ficando isentos assim que o acordo começar.

Além do óleo de soja, produtos como derivados de couro, vinagres, proteínas de farelo de osso e vinhos também ficarão isentos, afirma Capuzzi. Itens como café solúvel, carne bovina e carne de frango terão redução tarifária gradual. As mudanças valerão para todos os países do Mercosul, e não apenas para o Brasil.

“Ainda não sabemos como vai se comportar a demanda, mas o potencial incremento de embarques pode representar uma margem melhor para o produtor rural, sim”, avalia o pesquisador.

O diretor de economia e assuntos regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, Daniel Amaral, disse ao Valor que, atualmente, as alíquotas sobre o óleo de soja variam de 3,2% a 9,6%, dependendo da finalidade do produto, industrial ou alimentícia, e do seu grau de processamento, bruto ou refinado. O farelo do grão já é isento.

“Com a implementação do acordo, as tarifas sobre o óleo de soja bruto serão zeradas, enquanto as alíquotas para os demais tipos de óleo serão reduzidas para 4%. Essa desoneração representa um avanço significativo para o acesso do produto brasileiro ao mercado europeu”, afirma.

A expectativa é que o corte de tarifas previsto pelo acordo UE-Mercosul também atraia novos investimentos para toda a cadeia da soja. Ainda assim, a Abiove estima que os ganhos mais expressivos devem ocorrer no longo prazo, e não necessariamente com mudança brusca nos volumes embarcados já neste ano.

Confira a seguir quais foram os produtos mais exportados pelo Brasil aos 27 países da UE durante os dois primeiros meses do ano. Os dados vieram do DataLiner da Datamar.

Principais Produtos Exportados à UE | Jan-Fev | TEUS

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Tarifas sobre o café

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, Cecafé, ressalta que o acordo prevê a desgravação anual das tarifas sobre cafés solúveis, torrados e torrados e moídos do Brasil para entrada no bloco europeu, até chegar a zero em quatro anos. Isso deverá ampliar a competitividade brasileira na União Europeia e, muito provavelmente, elevar as exportações desses produtos, principalmente do solúvel.

No caso do café solúvel, o acordo ganha ainda mais relevância porque a UE é o segundo maior comprador do produto brasileiro, atrás apenas dos Estados Unidos, observa Aguinaldo Lima, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel. A tarifa para o embarque do solúvel cairá de 7,20% em 2026 para zero em 2030.

Neste momento, outro fator que aumenta a competitividade do café brasileiro, sobretudo o robusta, é o impacto do conflito no Oriente Médio sobre o Vietnã, principal concorrente do Brasil no mercado europeu. “As rotas podem acabar sendo alteradas para o produto do Vietnã que iria aos europeus, favorecendo o Brasil”, afirma Lima.

Cotas para as carnes

No segmento de carnes, assim que o acordo entrar em vigor e forem emitidas as licenças e certificados de uso da cota, o Mercosul terá uma cota isenta de tarifas de 15 mil toneladas de frango com osso e 15 mil toneladas de frango sem osso, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, ABPA.

O presidente da entidade, Ricardo Santin, lembra que o volume isento aumentará gradualmente por seis anos, até alcançar 90 mil toneladas de frango com osso e 90 mil toneladas sem osso. “O quanto o Brasil vai ter da cota ainda está em discussão entre os países. O Brasil tem a tendência de ser quem vai ter o maior benefício em volume”, afirma. “A UE é um mercado com boa precificação e isso ajuda as margens das empresas. O que ainda não se sabe é o tamanho do benefício.”

No caso da carne bovina, a expectativa do segmento é de crescimento gradual e moderado, de cerca de 5% ao ano, das vendas brasileiras à Europa, segundo Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Abiec.

“O acordo Mercosul-União Europeia é positivo para a carne bovina brasileira, principalmente por melhorar as condições de acesso a um mercado que remunera melhor, com foco em cortes de maior valor agregado, como os do traseiro, já exportados para países como Itália, Espanha, Alemanha e Países Baixos”, afirma.

Na cota Hilton, Perosa diz que a retirada da tarifa de 20% tende a aumentar a competitividade e facilitar o preenchimento integral desse volume. “Já a nova cota de 99 mil toneladas será dividida entre os países do Mercosul, de forma escalonada ao longo de cinco anos. Ainda assim, é importante destacar que isso não representa aumento automático nas exportações, porque parte desse volume já é comercializado hoje e passará apenas a contar com condição tarifária mais favorável”, acrescenta.

Fonte: Globo Rural

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Nestlé projeta alta de 27% nas exportações de café solúvel em 2026 https://datamarnews.com/pt/noticias/nestle-projeta-alta-de-27-nas-exportacoes-de-cafe-soluvel-em-2026/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nestle-projeta-alta-de-27-nas-exportacoes-de-cafe-soluvel-em-2026 https://datamarnews.com/pt/noticias/nestle-projeta-alta-de-27-nas-exportacoes-de-cafe-soluvel-em-2026/#respond Wed, 01 Apr 2026 20:37:47 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68928 O café brasileiro está ganhando cada vez mais valor em 2026 e as exportações de café solúvel são parte importante dessa estratégia. Com demanda externa aquecida e preços mais baixos do grão verde, algumas empresas miram na estratégia de fornecimento de café solúvel — um produto industrializado que amplia margens na exportação. A Nestlé Brasil é uma delas e, para 2026, projeta um aumento de 27% nos seus embarques de grão tipo solúvel.

Além da queda nos preços internacionais do café verde em relação à 2025, a retomada da demanda global pelo produto solúvel ancora as expectativas da Nestlé. De quebra, o pano de fundo geopolítico passa a contribuir: o principal mercado do café solúvel brasileiro, os Estados Unidos, depois de incluir o item na guerra tarifária com alíquota de 50% em julho do ano passado, mais recentemente, diminuiu as taxas para 10%.

Agora, com o mercado mais resiliente para o solúvel, a expectativa da empresa é ampliar participação neste nicho e embarcar mais de 20,2 mil toneladas ao longo do ano. Os embarques incluem diferentes formatos de café solúvel — como sachês, vidros e latas prontos para consumo — além do chamado “bulk”, produto a granel destinado ao envase em fábricas de outras operações internacionais da companhia.

A aposta de crescimento se dá pela normalização gradual dos preços do café e a recuperação da demanda internacional devem sustentar o ritmo de exportações ao longo de 2026, diz a empresa.

Exportações de café caem 31% em janeiro e prejudicam receita

Nesse contexto, o Brasil tende a se consolidar como um dos principais exportadores de café solúvel dentro da operação global da companhia, agregando valor a uma commodity tradicionalmente exportada in natura.

O avanço é liderado pela unidade de Araras (SP), considerada estratégica para a operação global da companhia. A fábrica abastece o mercado doméstico e exporta para 57 países, com destaque para Argentina, Canadá, Guatemala e Arábia Saudita, principais destinos do produto brasileiro.

“A unidade de Araras é uma das mais competitivas de Nescafé no mundo, abarcando todas as tecnologias de ponta no que se refere à fabricação de café solúvel, consolidando-se como o principal polo exportador do produto finalizado e um dos mais relevantes globalmente dentro da operação da Nestlé”, afirma, em resposta enviada ao CNN Agro, Marcelo Nascimento, vice-presidente de Supply Chain da Nestlé Brasil.

A planta industrial também é um dos focos de investimentos da Nestlé Brasil, na ordem de R$ 1 bilhão até 2028. Atualmente, o local concentra tecnologias de processamento ligadas às tendências de consumo que mudam no mundo e, cada vez mais, utilizam o grão tipo solúvel para bebidas geladas, proteicas e alimentos derivados de sabor café.

Ao CNN Agro, a empresa afirma que o desempenho dos cafés solúveis reforça o papel do Brasil não apenas como produtor de café, mas como polo industrial relevante na cadeia global da bebida. A empresa aposta na fábrica de Araras como uma das mais competitivas de seu portfólio industrial.

O gráfico a seguir utiliza-se dos dados obtidos pela equipe de inteligência de negócios da Datamar. Ele demonstra a evolução nos volumes embarcados de café solúvel pelo Brasil:

Exportações de Café Solúvel | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Source: DataLiner (click here to request a demo)

Investimentos e tecnologia

Entre os destaques da unidade paulista está o uso de inteligência artificial aplicada ao controle de processos produtivos, monitorando variáveis como torra, umidade e coloração do café. O sistema permite ajustes em tempo real e prevê falhas, aumentando a eficiência operacional.

A planta também usa internet das coisas, machine learning, big data e robótica autônoma, além de soluções de IA generativa para análises preditivas e acompanhamento de tendências.

Fonte: CNN Brasil

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Agronegócio brasileiro bate recorde de faturamento com exportações em 2025, mas 2026 começa sob incertezas https://datamarnews.com/pt/noticias/agronegocio-brasileiro-bate-recorde-de-faturamento-com-exportacoes-em-2025-mas-2026-comeca-sob-incertezas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=agronegocio-brasileiro-bate-recorde-de-faturamento-com-exportacoes-em-2025-mas-2026-comeca-sob-incertezas https://datamarnews.com/pt/noticias/agronegocio-brasileiro-bate-recorde-de-faturamento-com-exportacoes-em-2025-mas-2026-comeca-sob-incertezas/#respond Tue, 24 Mar 2026 13:36:14 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68582 O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com novo recorde de faturamento nas exportações, mesmo em um ambiente marcado por tarifas impostas pelos Estados Unidos e por oscilações nos preços médios de venda. Levantamento do Cepea, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostra que o setor faturou US$ 169 bilhões no ano passado, alta de 3% em relação a 2024.

Segundo o Cepea, o avanço foi sustentado principalmente pelo aumento de 3,4% no volume exportado, já que o preço médio anual recuou 0,4%.

Entre os produtos que registraram crescimento nos volumes embarcados em 2025 estão carnes bovina e suína, celulose, soja em grão, algodão e milho. No caso dos preços, os avanços foram observados nas carnes bovina e suína, no etanol, no café e no óleo de soja.

China, União Europeia e Estados Unidos seguiram como os principais destinos do agronegócio brasileiro. As exportações para a China continuaram fortemente concentradas no complexo soja, enquanto os embarques para a União Europeia tiveram maior peso de produtos florestais, café, frutas e suco de laranja. Já os Estados Unidos mantiveram relevância sobretudo para madeira, suco de laranja, etanol, café, frutas, celulose e carne bovina.

Os dados de parceiros comerciais do DataLiner, plataforma da inteligência de dados da Datamar, mostram a China como principal destino das exportações conteinerizadas do Brasil, com 40.275 TEUs, alta de 4%, enquanto os Estados Unidos aparecem em segundo, com 20.885 TEUs, mas com queda de 34%.

Segunda a Datamar, as principais exportações do Brasil para a China, em janeiro de 2026, incluíram carne bovina congelada (7.780 TEUs, alta de 4,8%), algodão (7.043 TEUs, alta de 79,5%) e celulose química de madeira (6.954 TEUs, alta de 47%).

O gráfico abaixo utiliza informações extraídas do DataLiner para comprar o volume de contêineres exportados para os dois principais parceiros comerciais do Brasil desde janeiro de 2023:

Exportações para EUA e China | Jan 2023 –  Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Apesar do desempenho recorde em 2025, o início de 2026 é cercado por incertezas para o setor. Enquanto produtores do Hemisfério Sul concluem a colheita da safra de verão e avançam no plantio do novo ciclo, agentes do mercado também acompanham os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a logística global e os custos de insumos.

Segundo o Cepea, a escalada das tensões já tem provocado alta nos preços do petróleo e dificultado operações logísticas. O fechamento do Estreito de Ormuz é apontado como um dos principais focos de preocupação, por se tratar de uma rota estratégica para o comércio internacional de energia e fertilizantes. De acordo com o centro de estudos, cerca de 30% dos fertilizantes comercializados globalmente, especialmente nitrogenados, passam pela região.

Nesse cenário, empresas brasileiras do setor de fertilizantes vêm se mantendo afastadas do mercado e evitando divulgar preços enquanto aguardam maior clareza sobre os desdobramentos do conflito, segundo o Cepea.

O Irã, por sua vez, ganhou peso nas compras de milho brasileiro ao longo de 2025. Dados da Secex mostram que o país foi o principal destino do cereal no ano passado, com 9 milhões de toneladas importadas, quase o dobro do volume registrado em 2024, de 4,33 milhões de toneladas. Ainda assim, como os embarques brasileiros de milho costumam ganhar força no segundo semestre, o mercado monitora por enquanto os possíveis reflexos para os próximos meses.

No caso da carne de frango, o Oriente Médio permanece como uma região estratégica para o Brasil. Em 2025, o bloco respondeu por quase 25% dos embarques brasileiros da proteína. Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita ocuparam, respectivamente, a primeira e a terceira posições entre os principais destinos da carne de frango brasileira.

Juntos, os dois países receberam mais de 877 mil toneladas em 2025, o equivalente a mais de 12,6% de todo o volume exportado pelo Brasil, segundo os dados compilados pelo Cepea.

Fonte: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

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Café pode repetir trajetória do cacau? Analistas veem risco de queda nos preços após recordes recentes https://datamarnews.com/pt/noticias/cafe-pode-repetir-trajetoria-do-cacau-analistas-veem-risco-de-queda-nos-precos-apos-recordes-recentes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cafe-pode-repetir-trajetoria-do-cacau-analistas-veem-risco-de-queda-nos-precos-apos-recordes-recentes https://datamarnews.com/pt/noticias/cafe-pode-repetir-trajetoria-do-cacau-analistas-veem-risco-de-queda-nos-precos-apos-recordes-recentes/#respond Wed, 18 Mar 2026 20:08:54 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68531 Especialistas do setor de café têm comparado o comportamento recente do mercado de café com o do cacau, projetando que os preços do grão também podem cair nos próximos meses — a exemplo do que ocorreu com o cacau após atingir máximas históricas em 2024.

A possibilidade de o café replicar a trajetória de queda do cacau foi um dos temas centrais das discussões na convenção anual da National Coffee Association (NCA), realizada na semana passada em Tampa, na Flórida.

“Eu ficaria surpresa se isso não acontecesse”, disse Carley Garner, estrategista sênior de commodities da DeCarley Trading, divisão da Zaner. “Acredito que o café é o novo cacau”, afirmou.

Os preços do cacau em Nova York atingiram um recorde em dezembro de 2024, superando US$ 12 mil por tonelada, impulsionados por condições climáticas adversas nos países produtores, que reduziram a oferta. Pouco mais de um ano depois, no entanto, as cotações despencaram mais de 70%, à medida que consumidores reduziram o consumo de chocolates premium e fabricantes passaram a diminuir o tamanho das embalagens ou reformular produtos com alternativas mais baratas ao cacau.

Assim como o cacau, o café arábica também registrou forte alta devido a problemas climáticos nas regiões tropicais, que afetaram a produção.

Em matéria de volume, somente no mês de janeiro, o Brasil registrou o embarque de 7.794 contêineres de café por via marítima, segundos dados recentes da Datamar. Essa cifra representa uma queda de 40,3% comparado ao mesmo ano do mês anterior.

Confira a seguir um levantamento dos embarques mensais de café brasileiro, registrados desde janeiro de 2023:

Exportação de café | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

O grão atingiu níveis recordes em fevereiro de 2025 e permaneceu valorizado em meio às distorções no comércio provocadas pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa de uma recuperação significativa da produção no Brasil, maior produtor global, no entanto, tem pressionado os preços neste ano.

Corte de gastos e mudança no consumo

Uma pesquisa da NCA com 1.500 consumidores nos Estados Unidos, realizada em janeiro, mostrou que 61% dos entrevistados adotaram medidas para reduzir gastos com café. Parte deles diminuiu a frequência a cafeterias e passou a consumir mais em casa, enquanto outros migraram para marcas mais baratas. Ainda assim, o número total de consumidores de café não caiu, segundo a entidade.

O setor também tem reagido a esse cenário, afirmou David Behrends, sócio-diretor e responsável pela área de trading da Sucafina, uma das maiores comercializadoras de café do mundo.

Segundo ele, cafés arábica suaves mais caros — como os da Colômbia e da América Central — vêm perdendo participação de mercado, enquanto grãos robusta, mais baratos, ganham espaço.

A demanda por café ficou estagnada em 2025, de acordo com Carlos Mera, principal analista de café do banco holandês Rabobank, que não registrou crescimento no consumo no ano passado — em contraste com a média histórica de expansão anual de 2,3% antes da pandemia.

Mera avalia que a recente queda nos preços do café deve, com o tempo, chegar ao consumidor final e estimular novamente a demanda. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 2%.

As diferenças na dinâmica de consumo entre café e cacau ajudam a explicar por que parte dos analistas duvida que os preços do café tenham uma queda tão acentuada quanto a observada no mercado de cacau.

Mesmo com a expectativa de uma safra recorde de café no Brasil, analistas afirmam que o impacto sobre os preços pode ser limitado.

Produtores estão mais capitalizados e tendem a vender de forma gradual, mantendo parte da produção estocada para recompor reservas, afirmou Cleber Castro, representante comercial de dezenas de fazendas no Brasil.

Reportagem de Marcelo Teixeira para Reuters

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Exportações de café têm queda de 23,5% em fevereiro https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-cafe-tem-queda-de-235-em-fevereiro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-de-cafe-tem-queda-de-235-em-fevereiro https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-cafe-tem-queda-de-235-em-fevereiro/#respond Wed, 11 Mar 2026 20:49:26 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68354 O Brasil embarcou 2,6 milhões de sacas de 60 quilos de café em fevereiro, volume 23,5% inferior ao volume exportado no mesmo mês em 2025, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No primeiro bimestre, o país exportou 5,41 milhões de sacas, volume 27,29% inferior ao mesmo período do ano passado. Em receita, a queda foi de 14,7%, somando US$ 1,061 bilhão ao longo de fevereiro.

No acumulado da safra, de julho de 2025 a fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de café totalizam 26,038 milhões de sacas, com queda de 22,6% em relação ao mesmo intervalo da safra 2024/25. Em valor, houve incremento de 5,3%, para US$ 10,301 bilhões.

Apenas no mês de janeiro, o Brasil registrou o embarque de 7.794 contêineres de café por via marítima, segundos dados recentes da Datamar.

Confira a seguir um levantamento dos embarques mensais de café brasileiro, registrados desde janeiro de 2023:

Exportação de café | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

O principal destino no primeiro bimestre foi a Alemanha, que importou 786 mil sacas do grão, redução de 20%. O segundo maior comprador são os Estados Unidos, com 655 mil sacas, apesar da retração de 45% em comparação aos dois primeiros meses do ano passado. Em seguida estão Itália, com 568 mil toneladas; Bélgica, com 331 mil sacas; e Japão, com 315 mil.

Em fevereiro, os embarques de café arábica somaram 2,068 milhões de sacas, queda de 28,9% em relação a fevereiro de 2026. O volume equivale a 78,9% do total embarcado.

As exportações de café solúvel totalizaram 320 mil sacas e compensaram as perdas nas outras espécies, com alta de 13,8%. O volume representou 12% dos embarques de café brasileiros.

Já o café robusta foi responsável por 8,6% dos embarques no mês, em um total de 2,907 milhões de sacas, 28,9% a menos que o mesmo período da última safra.

As vendas externas de café torrado e moído recuaram 20,9% no período, para 3,2 mil sacas, 0,1% do total.

Em relação aos envios, o Porto de Santos segue sendo a principal porta de saída dos cafés do Brasil ao exterior em no primeiro bimestre, com o embarque de 5,780 milhões de sacas, representando 77,7% do total. Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, com 18% das exportações (1,336 milhões de sacas), e o Porto de Paranaguá, com 1,1% dos embarques (84 mil sacas).

Fonte: Globo Rural

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Preços do café caem no mundo em 2026 com superávit de produção liderado pelo Brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/precos-do-cafe-caem-no-mundo-em-2026-com-superavit-de-producao-liderado-pelo-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=precos-do-cafe-caem-no-mundo-em-2026-com-superavit-de-producao-liderado-pelo-brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/precos-do-cafe-caem-no-mundo-em-2026-com-superavit-de-producao-liderado-pelo-brasil/#respond Fri, 06 Mar 2026 21:18:46 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68262 O mercado global do café entra em 2026 com uma mudança de rumo. Após vários anos de déficit e tensão na oferta, as projeções apontam para um superávit liderado pelo Brasil, em um ambiente macroeconômico que apresenta riscos financeiros e comerciais.

O ajuste não será linear e a trajetória dos preços dependerá do ritmo de chegada da nova safra brasileira, do comportamento dos fundos nos mercados futuros e da estabilidade política e cambial nos principais países produtores.

O panorama atual combina um mercado físico em declínio, exportações em reconfiguração e uma demanda que, apesar da recente pressão inflacionária, mantém-se resiliente em segmentos-chave.

Nesse contexto, o sinal mais relevante vem do saldo projetado para 2026/27, que modifica as expectativas formadas durante o ciclo de escassez.

Carlos Mera e Stephen Rannekleiv, analistas do Rabobank, afirmam que continuam a basear suas “expectativas de longo prazo em um balanço muito mais tranquilo para 2026/27, já que o aumento na produção de arábica no Brasil se traduzirá em um superávit global significativo”, uma afirmação que reordena o quadro de referência para investidores e operadores.

Superávit

A projeção central para 2026/27 baseia-se no aumento da produção brasileira. De acordo com o Rabobank, a produção global atingirá pela primeira vez cerca de 180 milhões de sacas, com um aumento interanual de 8 milhões impulsionado em grande parte pelo arábica do Brasil.

As chuvas até agora em 2026 superaram os níveis normais em várias zonas produtoras, o que reforça a expectativa de uma safra mais ampla.

A StoneX concorda com essa previsão. Seu analista, Fernando Maximiliano, estima “que a produção brasileira aumentará 13,5%, até 77 milhões de sacas”, com um avanço do arábica de 36,5 para 47,2 milhões de sacas, o que equivale a um crescimento de 29%.

Nesse cenário, o ciclo de 2026 marcaria o primeiro superávit em cinco anos, após um período de déficit entre 2021 e 2024 e um equilíbrio em 2025.

A Sucden Financial estima um valor próximo. Daria Efanova e Viktoria Kuszak projetam para a safra brasileira de 2026/27 “cerca de 72,5 milhões de sacas, com 47,5 milhões de arábica e 25 milhões de robusta”.

Isso permitiria deslocar o saldo global para um superávit entre 4,7 e 5,3 milhões de sacas, sob pressupostos de clima estável e disponibilidade adequada de robusta.

A transição não elimina a sensibilidade ao clima. No Brasil, as regiões de Sul de Minas e Zona da Mata receberam umidade inferior ao esperado e episódios de temperaturas elevadas, enquanto a experiência recente mostra que o padrão bienal tradicional perdeu capacidade explicativa diante da variabilidade meteorológica.

Fora do Brasil, a contribuição incremental não altera a dependência do mercado global em relação ao maior produtor. A Sucden Financial adverte que “o Brasil continua sendo o impulsionador decisivo dos balanços globais”, enquanto a Colômbia e a Etiópia adicionam fluxo marginal sem alterar a estrutura central do mercado.

Na Colômbia, a pressão climática se traduziu em números de curto prazo. O presidente da Federação Nacional dos Cafeeiros, Germán Bahamón, afirmou que “em janeiro, a produção registrou uma queda de -34%” e que, nos últimos 12 meses, a produção atingiu 13,2 milhões de sacas, com uma contração de 8%.

As exportações do ano cafeeiro iniciado em outubro somam 4,2 milhões de sacas, com uma queda de 10%, embora o acumulado anual mostre 12,89 milhões de sacas exportadas.

“O clima, a taxa de câmbio e a volatilidade dos preços internacionais continuam pressionando a cafeicultura colombiana, afetando o ritmo agroeconômico nofinal de 2025 e início de 2026”, explicou Bahamón.

Apenas no mês de janeiro, o Brasil registrou o embarque de 7.794 contêineres de café por via marítima, segundos dados recentes da Datamar.

Confira a seguir um levantamento dos embarques mensais de café brasileiro, registrados desde janeiro de 2023:

Exportação de café | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Preços, fundos e mercado

O ajuste do equilíbrio já influencia o posicionamento financeiro. O Rabobank descreve que o mercado entrou em território de baixa após um aumento sustentado do café pendente de classificação e exportações elevadas do Vietnã, Nicarágua e Honduras, o que compensou a desaceleração brasileira observada no início do ano.

Em sua análise, “é perfeitamente possível que o ritmo de vendas dos fundos observado até agora em 2026 tenha exacerbado um pouco a queda dos preços e que possa ocorrer uma recuperação de curto prazo”, embora a tendência estrutural aponte para uma trajetória descendente em um caminho irregular.

O café arábica está sendo negociado a cerca de 280 centavos de dólar por libra no mercado futuro, o que representa uma queda acumulada de 18,34% no acumulado do ano.

Bahamón disse que a cafeicultura colombiana tem demonstrado historicamente sua capacidade de adaptação. “Mesmo em cenários desafiadores, a solidez de suas instituições, a disciplina de seus produtores e a confiança dos mercados internacionais continuam sendo os pilares que sustentam seu reconhecimento global”, destacou.

Nesse contexto, o Rabobank indica que o retorno a um contango claro só seria provável a partir de dezembro de 2026, quando os volumes da nova safra brasileira começarem a chegar aos destinos em quantidades significativas.

O contango é uma estrutura do mercado futuro em que os contratos com vencimentos mais distantes são negociados a preços superiores ao contrato mais próximo ou ao preço à vista, refletindo expectativas de maior oferta futura e a incorporação de custos de armazenamento e financiamento.

Até lá, o mercado passará por uma fase de ajuste, em que a expectativa de abundância futura convive com uma disponibilidade ainda condicionada.

No caso do robusta, a situação apresenta nuances. A Sucden Financial sustenta que este tipo de grão “continua estruturalmente ajustado no início de 2026, embora o fluxo de curto prazo tenha melhorado”, com o Vietnã estimando vendas de cerca de 10 milhões de sacas da nova safra e um remanescente exportável próximo a 16 milhões para os próximos meses.

A demanda por café solúvel e a capacidade instalada nos países importadores sustentam essa relativa estabilidade.

O posicionamento especulativo reflete a nova narrativa. Em meados de janeiro, os fundos mantinham uma posição líquida comprada em arábica inferior à do ano anterior, com um aumento das posições vendidas brutas acima de 10.000 contratos.

O risco de liquidações cruzadas no complexo de commodities agrícolas adiciona um fator técnico que pode amplificar os movimentos, mesmo quando os fundamentos permanecem estáveis.

Demanda resiliente

No que diz respeito à demanda, o sinal é de resistência com nuances regionais. Nos Estados Unidos, apesar do aumento de 11,1% no preço de varejo do café torrado e moído em 2025, as vendas em dólares cresceram 10,1% e os volumes caíram apenas 0,9%, o que evidencia uma elasticidade limitada.

O Rabobank destaca que o mercado norte-americano se manteve sólido em 2025, impulsionado por tendências associadas à saúde, energia e busca por valor.

Na Ásia, a China amplia seu peso relativo. A Sucden Financial destaca que o gigante asiático “está agora entre os dez principais importadores de café do Brasil, com cerca de 1,1 milhão de sacas em 2025”.

O consumo per capita permanece abaixo dos mercados maduros, o que abre espaço para expansão, embora com margens mais estreitas nas redes de grande porte.

O contexto macroeconômico introduz incerteza adicional. A Sucden Financial acredita “que os mercados parecem excessivamente otimistas, dada a potencial politização do Fed e a crescente possibilidade de enfraquecimento do mercado de trabalho”.

O fim do mandato de Jerome Powell em maio de 2026 e o processo de nomeação podem aumentar a volatilidade nas taxas e no crédito, enquanto o diferencial de rendimentos entre o Brasil e os Estados Unidos condiciona a trajetória do real.

No plano comercial, a reversão das tarifas extraordinárias de 40% sobre o café brasileiro nos Estados Unidos eliminou um fator distorcido de 2025, embora persista o risco de novas medidas em um ambiente em que as tarifas funcionam como instrumento de negociação.

A estabilidade dessa frente é determinante para os fluxos em direção ao maior mercado consumidor.

O ano de 2026 se perfila, assim, como um ponto de inflexão. Se as projeções de safra no Brasil se concretizarem e o clima acompanhar, o mercado global de café passará de um ciclo de escassez para um cenário de maior folga, com pressão baixista sobre os preços à medida que os estoques forem se recompondo.

A magnitude e o ritmo desse ajuste dependerão da disciplina de vendas dos produtores, do comportamento dos fundos e de um ambiente macroeconômico que, longe de oferecer certezas, amplifica a sensibilidade do mercado a qualquer desvio climático ou político.

Fonte: Bloomberg Linea

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Tarifa de 15% dos EUA favorece café solúvel do Brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/tarifa-de-15-dos-eua-favorece-cafe-soluvel-do-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tarifa-de-15-dos-eua-favorece-cafe-soluvel-do-brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/tarifa-de-15-dos-eua-favorece-cafe-soluvel-do-brasil/#respond Mon, 23 Feb 2026 20:16:48 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67871 A indústria de café solúvel comemorou o anúncio do governo americano de uma tarifa global de 15% que, se for mantida, substitui a taxa de 50% que estava em vigor sobre este produto do Brasil. O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Aguinaldo Lima, ressalta, porém, que há necessidade de acordos comerciais para dar suporte a este mercado.

“A situação estava ficando pior a cada mês nas vendas com aquele que é o maior cliente de café solúvel do Brasil. Agora, a gente entra em um novo patamar, seja de 10% ou 15% a tarifa, mas que coloca todos os fornecedores em circunstâncias iguais”, disse o executivo.

Em agosto do ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas contra diversos produtos brasileiros. Parte delas foi derrubada posteriormente, mas itens como o café solúvel continuaram taxados desde então.

No acumulado de 2025, os norte-americanos permaneceram como o principal destino das exportações do setor e adquiriram o equivalente a 558.740 sacas, mas houve queda de 28,2% em relação ao ano anterior, segundo dados da Abics.

“No período da aplicação dessa tarifação de 50%, entre agosto e dezembro, a redução foi ainda mais drástica: 40% ante o mesmo período do ano anterior. Isso evidencia o impacto direto e imediato da barreira comercial na competitividade do café solúvel nacional”, lembrou Lima.

Os dados de embarcação de contêineres da Datamar contam uma história semelhante. Ao longo de todo 2025, o Brasil exportou 2.249 TEUs de soluções concentradas de cafés e similares aos EUA, uma queda de 15% ano-a-ano. Confira a seguir um comparativo das exportações mensais de café solúvel aos EUA, medidos em TEUs, segundos dados da plataforma DataLiner.

Exportações de Café Solúvel | Jan 2022 – Dez 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

A notícia da taxa de 15%, anunciada no sábado (21/2), ainda exige cautela, mas é “extremamente positiva”, na visão da Abics, pois dá chance para que os exportadores brasileiros tentem recuperar os compradores que foram perdidos no ano passado.

Ao todo, o setor embarcou 3,688 milhões de sacas de 60 kg ao exterior no ano passado, queda de 10,6% na comparação com 2024.

De acordo com o diretor, o Brasil sempre foi o país mais competitivo do mundo no segmento de café solúvel e agora está sendo ameaçado pelo Vietnã, que provavelmente deve ultrapassar em nível de produção e exportação esse ano, por ter acordos comerciais que o Brasil não tem.

“O Vietnã tem usado muitos os acordos, principalmente na Ásia, onde mais cresce o solúvel”, afirmou. “Também temos que procurar sempre solicitar que o governo brasileiro continue negociando, tendo acordos harmoniosos com os EUA, para não prejudicar nosso comércio”, acrescentou.

Fonte: Globo Rural

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Produtores brasileiros de cafés canéforas, incluindo robusta, avançam para novas regiões https://datamarnews.com/pt/noticias/produtores-brasileiros-de-cafes-caneforas-incluindo-robusta-avancam-para-novas-regioes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=produtores-brasileiros-de-cafes-caneforas-incluindo-robusta-avancam-para-novas-regioes https://datamarnews.com/pt/noticias/produtores-brasileiros-de-cafes-caneforas-incluindo-robusta-avancam-para-novas-regioes/#respond Wed, 18 Feb 2026 14:57:42 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67707 As variedades de café canéfora, incluindo conilon e robusta, estão se expandindo para estados brasileiros que tradicionalmente produzem pouco ou nada dessas culturas, à medida que os preços elevados impulsionam o interesse, afirmaram líderes do setor, pesquisadores e autoridades.

O Brasil é o maior produtor mundial de café arábica, a variedade de sabor mais suave preferida por cafeterias e redes especializadas, que tradicionalmente pagam mais pelo produto, compensando os menores rendimentos em comparação ao canéfora.

Atualmente, o país é o segundo maior produtor de cafés canéforas, uma variedade de sabor mais intenso usada em expressos e café solúvel, mas está rapidamente se aproximando do Vietnã, o maior produtor mundial de canéfora.

O Espírito Santo responde pela grande maioria da produção brasileira de canéfora, especialmente de conilon. No entanto, desde 2020, a produção em estados como Mato Grosso e Minas Gerais aumentou significativamente, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Indústria do café espera continuidade da tendência

O plantio de canéfora além de suas fronteiras tradicionais tem sido impulsionado pelos preços elevados, afirmou Ricardo Schneider, presidente da Câmara do Café de Minas Gerais, em entrevista.

“O cenário é favorável para que esse movimento continue”, disse Schneider, citando o aumento da demanda por canéforas e a disponibilidade de áreas para cultivo. Analistas afirmam que a qualidade também melhorou, contribuindo para a expansão da demanda.

Há um ano, os preços do canéfora — negociado como robusta — atingiram o recorde de US$ 5.849 por tonelada métrica. Desde então, recuaram, mas permanecem elevados em relação aos níveis históricos. O arábica, o grão mais caro, também registrou preços recordes no ano passado e igualmente apresentou queda posterior.

Embora Minas Gerais seja o principal produtor de arábica do Brasil, a produção de canéfora no estado deve alcançar 602.200 sacas de 60 quilos em 2026, o que representaria um aumento de 94% em relação a 2020, segundo a Conab.

Estado vizinho de Rondônia inspira Mato Grosso

O Mato Grosso, um dos maiores estados agrícolas do Brasil, conhecido por suas vastas lavouras de soja e milho, está se inspirando no vizinho Rondônia — produtor de robusta — para ampliar sua produção de café, disseram agrônomos à Reuters.

“Em média, nossa produtividade é de 23 sacas por hectare; em Rondônia é de 50 sacas por hectare”, afirmou Dalilhia Nazare dos Santos, agrônoma da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT). “Nosso objetivo é que nossa média atinja esse patamar.”

A produção de canéfora no Mato Grosso deve alcançar 298.700 sacas neste ano, segundo a Conab, ante 158.400 sacas em 2020.

Nos dados mais recentes da safra divulgados pela Conab, o Ceará aparece agrupado na categoria “outros”, junto com Acre e Pará. A produção combinada desses estados deve atingir 118.700 sacas em 2026, quase o triplo das 40.000 sacas registradas em 2020 nessa categoria — que historicamente incluiu outros estados.

O Ceará está avaliando oportunidades para cultivar tanto conilon quanto robusta amazônica, variedade tradicionalmente cultivada em Rondônia, afirmou Silvio Carlos Ribeiro Vieira Lima, secretário executivo do Agronegócio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado.

Fonte: Reuters

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Exportações de café têm queda de 30,8% em janeiro https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-cafe-tem-queda-de-308-em-janeiro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-de-cafe-tem-queda-de-308-em-janeiro https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-cafe-tem-queda-de-308-em-janeiro/#respond Wed, 11 Feb 2026 20:17:30 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67618 O movimento de retração nos preços internacionais do café em janeiro, em meio às notícias de bom desenvolvimento da safra brasileira 2026/27, desaqueceram as exportações do grão, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

No mês, o país embarcou 2,78 milhões de sacas de 60 quilos, volume 30,8% inferior ao volume exportado em janeiro do ano passado.

Em receita, a queda foi de 11,7%, somando US$ 1,175 bilhão. “Vivemos um cenário de produtores capitalizados em função dos bons preços nos últimos anos, estoques de arábica limitados no período de entressafra e os cafés conilon e robusta sendo utilizados para suprir, majoritariamente, o mercado interno”, afirmou Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

“Esse contexto é o que vem ocasionando a redução acentuada nos volumes negociados com o exterior e deve permanecer até a entrada da próxima safra”, completou.

Segundo o Cecafé, à medida que se aproxima a nova safra de café arábica, a partir de maio, há possibilidade de recuperação das exportações, com o Brasil se alinhando aos principais concorrentes. Até lá, os volumes de exportação devem seguir apertados, dada a falta de competitividade, principalmente dos arábicas em relação aos países concorrentes.

No acumulado da safra, de julho de 2025 a janeiro de 2026, as exportações brasileiras de café totalizam 23,406 milhões de sacas, com queda de 22,5% em relação ao mesmo intervalo da safra 2024/25. Em valor, houve incremento de 8,1%, para US$ 9,235 bilhões.

Embarques por variedade

Em janeiro, os embarques de café arábica somaram 2,347 milhões de sacas, queda de 29,1% em relação a janeiro de 2025. O volume equivaleu a 84,4% do total embarcado.

As exportações de café solúvel totalizaram 249,148 sacas, com queda de 32%. O volume representou 9% dos embarques de café brasileiros.

Os embarques de cafés canéforas (conilon e robusta) recuaram 45,6% em janeiro, para 181.559 sacas, o que representou 6,5% do total das exportações.

As vendas externas de café torrado e moído recuaram 53,8% no período, para 2.317 sacas, o que representa 0,1% do total.

De acordo com o Cecafé, as exportações de cafés especiais responderam por 21,2% do volume total, somando 588.259 sacas. Esse volume é 41,9% inferior ao registrado em janeiro do ano passado.

A receita com esses cafés atingiu US$ 272,7 milhões, que equivalem a 23,2% do total das exportações. Em relação a janeiro de 2025, houve queda de 30,6%. O preço médio do café especial vendido foi de US$ 463,53 por saca.

A Alemanha foi o maior comprador do café especial brasileiro, com 78.352 sacas. Em seguida estão Estados Unidos, com 70.048 sacas; Itália, com 68.978 sacas; Bélgica, com 63.072 sacas; e Holanda, com 58.265 sacas.

Em relação aos envios, o Porto de Santos foi a principal porta de saída dos cafés do Brasil ao exterior em janeiro, com o embarque de 2,252 milhões de sacas, representando 81% do total. Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, com 15,7% das exportações (435.958 sacas), e o Porto de Paranaguá, com 1,1% dos embarques (31.244 sacas).

Fonte: Globo Rural

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Bangladesh recebe primeiro embarque de café verde brasileiro https://datamarnews.com/pt/noticias/bangladesh-recebe-primeiro-embarque-de-cafe-verde-brasileiro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=bangladesh-recebe-primeiro-embarque-de-cafe-verde-brasileiro https://datamarnews.com/pt/noticias/bangladesh-recebe-primeiro-embarque-de-cafe-verde-brasileiro/#respond Tue, 10 Feb 2026 19:57:38 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67579 Na segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o Bangladesh recebeu o primeiro embarque de café verde em grãos do Brasil.

A chegada desta primeira importação foi acompanhada pelo adido agrícola do Brasil em Daca, Silvio Testasecca, e foi realizada pela empresa North End Coffee Roasters, que atualmente opera 15 cafeterias em Bangladesh e mantém, na capital, um centro de produção, distribuição e treinamento.

Atualmente, o café solúvel é o mais consumido no país. Com a entrada e a ampliação do acesso ao café verde brasileiro, projeta-se avanço no consumo, já que a tarifa aplicada é a mesma para embarques provenientes de Singapura, origem de cerca de 70% do café importado por Bangladesh até aqui.

Vale destacar que o setor de cafeterias em Bangladesh reúne redes globais e marcas locais, como Gloria Jean’s, Crimson Cup, Barcode Café, Columbus Coffee Shop, Barista, Coffee World e o Café São Paulo.

No último ano, Bangladesh importou mais de US$ 2,7 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, complexo soja, cereais, farinhas e preparações (milho).

Fonte: Informativo dos Portos

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