Carnes Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/carnes/ East Coast South America Maritime and Logistics News and Analysis Thu, 09 Apr 2026 21:08:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://datamarnews.com/wp-content/uploads/2021/04/cropped-DTNews_favcom-32x32.png Carnes Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/carnes/ 32 32 Preços do gado atingem recorde histórico enquanto exportadores correm para cumprir cota da China https://datamarnews.com/pt/noticias/precos-do-gado-atingem-recorde-historico-enquanto-exportadores-correm-para-cumprir-cota-da-china/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=precos-do-gado-atingem-recorde-historico-enquanto-exportadores-correm-para-cumprir-cota-da-china https://datamarnews.com/pt/noticias/precos-do-gado-atingem-recorde-historico-enquanto-exportadores-correm-para-cumprir-cota-da-china/#respond Thu, 09 Apr 2026 21:08:38 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69108 O rápido preenchimento da cota de exportação de carne bovina brasileira para a China, em um cenário de oferta limitada de animais para abate, levou o preço do boi gordo a atingir um recorde nominal histórico no Brasil. Na quarta-feira (9), o indicador do boi gordo do Cepea/Esalq, referência do mercado, chegou a R$ 365 por arroba (medida equivalente a 15 quilos), alta de 2,53% no mês. Em 12 meses, a valorização é de 12,5%.

A demanda por gado está elevada no país porque os frigoríficos estão acelerando as exportações para a China, principal cliente do Brasil, enquanto ainda há espaço dentro da cota tarifária reduzida. Como resultado, a indústria espera que a cota seja totalmente preenchida até maio.

Dados da Datamar apontam que o Brasil exportou à China 7.780 TEUs de carne bovina em janeiro de 2026. Esse volume representa uma alta de 4,8% ano-a-ano. O gráfico a seguir, construído com as informação obtidas na plataforma DataLiner, detalha as exportações mensais do produto brasileiro:

Exportação de Carne Bovina à China | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Desde o início do ano, a China impôs salvaguardas às importações de carne bovina de diversos fornecedores e estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas importadas do Brasil com tarifa de 12%. Para volumes acima da cota, a alíquota é de 55%.

Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), afirmou na quarta-feira que o Brasil deve preencher totalmente sua cota de exportação de carne bovina para a China até a primeira semana de maio. Durante um encontro do setor realizado pela Scot Consultoria em Ribeirão Preto, Perosa disse que houve aceleração dos embarques em março após o governo Lula decidir não criar um sistema de controle para regular as exportações. Com isso, o volume exportado no primeiro trimestre já ultrapassou 40% da cota de 1,1 milhão de toneladas.

Ele observou, contudo, que as autoridades chinesas ainda não consolidaram os dados do último mês.

Especialistas ouvidos pelo Valor acreditam que os preços tendem a permanecer elevados até que a cota chinesa seja preenchida. “Pode haver volatilidade de preços [com o preenchimento da cota]”, disse Thiago Bernardino, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ele destacou, porém, que a oferta de carne bovina é baixa em países relevantes para o mercado global, como os Estados Unidos, onde o rebanho está no menor nível em décadas. Isso deve impedir uma queda significativa do preço da arroba no mercado internacional.

No Brasil, a oferta de gado também segue restrita por enquanto, pressionando os preços para cima.

Para Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, a cota chinesa foi o principal fator de mudança na dinâmica do mercado, ao acelerar a compra de animais para abate e posterior exportação da carne. Como resultado, os embarques totais atingiram um recorde histórico para o mês de março neste ano.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados na terça-feira (7), mostram que os embarques de carne bovina in natura do Brasil somaram 233.950 toneladas em março, alta de 8,6% na comparação anual. O preço médio também subiu 18,7%, para US$ 5.814,80 por tonelada.

Segundo Perosa, da ABIEC, a cota chinesa é hoje a principal preocupação da indústria de carne bovina, já que as negociações para revisão do volume não avançaram e não há perspectiva de abertura rápida de novos mercados para absorver a carne que seria destinada à China.

Na prática, a cota reduziu o mercado da carne brasileira na China, que havia importado 1,68 milhão de toneladas em 2025.

Perosa afirmou não acreditar na viabilidade de triangulação da carne brasileira para a China via Vietnã — que abriu seu mercado à carne brasileira no ano passado, mas consome mais carne de búfalo — ou via Hong Kong, que importa miúdos do Brasil e os reexporta para a China.

Ele também destacou que o sistema de cotas criado por Pequim provavelmente permanecerá em vigor em 2027 e 2028, o que torna necessário continuar buscando mercados alternativos.

Para Perosa, a justificativa chinesa para impor cotas é política e carece de base técnica, já que a pecuária chinesa não consegue oferecer o produto a preços competitivos.

“As medidas de salvaguarda chinesas afetam todos os países, mas o Brasil sofreu a maior redução [nas exportações]. Eles devem ter pensado que poderiam tirar mais do Brasil porque o impacto não seria tão grande, já que exportamos muitas outras commodities para a China, como soja. Mas o impacto é enorme para o nosso setor, porque a China foi destino de 46% das nossas exportações de carne no ano passado”, afirmou.

Segundo ele, a solução é continuar negociando, focar na abertura de novos mercados com alto consumo de carne e aumentar a produtividade.

Apesar das mudanças na dinâmica das exportações, não há sinais de alteração nos confinamentos de gado em 2026, segundo Alcides Torres, da Scot. “Pela nossa estimativa, devemos ter entre 9 e 10 milhões de cabeças em confinamento este ano, mas isso não está relacionado a essa dinâmica causada pelas tarifas chinesas”, disse.

Ele acrescentou que eventos como a Copa do Mundo da FIFA e as eleições de outubro no Brasil tendem a sustentar o consumo interno, contribuindo para a continuidade dos planos de investimento do setor em terminação intensiva de gado.

Fonte: Valor International

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Exportações de frango para o Oriente Médio caem https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-frango-para-o-oriente-medio-caem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-de-frango-para-o-oriente-medio-caem https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-frango-para-o-oriente-medio-caem/#respond Thu, 09 Apr 2026 21:08:00 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69117 O volume de carne de frango exportado para países do Oriente Médio em março, logo após o início da guerra na região, recuou em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto os embarques de milho aumentaram, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A região é um mercado-chave para ambos os produtos.

O levantamento reuniu dados de embarques para Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Catar, Omã, Bahrein, Israel, Iêmen, Síria, Líbano, Jordânia, Turquia e Egito.

As exportações de 40 categorias de carne de aves e miúdos para esses países caíram 21% na comparação anual em março, passando de 138 mil toneladas para 108 mil toneladas. Não houve embarques desses produtos para o Irã nem em março de 2025 nem em março de 2026.

Confira a seguir o panorama geral das exportações brasileiras de carne de frango aos países do Oriente Médio, segundo os dados obtidos pela Datamar.

Exportação de Carne de Frango para Oriente Médio | Jan 2023 – Fev 2023 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Em contrapartida, as exportações de milho para os 15 países do Oriente Médio cresceram 24%, alcançando 907 mil toneladas. Os embarques para o Irã — maior comprador do milho brasileiro — praticamente cessaram, caindo de 304 mil toneladas em março de 2025 para pouco mais de 1 mil toneladas em março deste ano.

Por outro lado, os volumes enviados ao Egito dispararam 1.171,5%, e o Brasil exportou 26 mil toneladas para o Iraque, mercado que não havia recebido milho brasileiro no mesmo período do ano anterior.

No total, as exportações de carne de aves e miúdos cresceram 6,9%, atingindo 468,7 mil toneladas, enquanto os embarques totais de milho avançaram 12,8%, para 983 mil toneladas.

Fonte: Valor International

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Brasil exportou US$ 700 milhões em produtos beneficiados por corte de tarifas do Acordo UE-Mercosul https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-exportou-us-700-milhoes-em-produtos-beneficiados-por-corte-de-tarifas-do-acordo-ue-mercosul/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasil-exportou-us-700-milhoes-em-produtos-beneficiados-por-corte-de-tarifas-do-acordo-ue-mercosul https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-exportou-us-700-milhoes-em-produtos-beneficiados-por-corte-de-tarifas-do-acordo-ue-mercosul/#respond Wed, 08 Apr 2026 20:45:15 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69079 O acordo provisório entre Mercosul e União Europeia, previsto para entrar em vigor em 1º de maio, abre espaço para uma expansão gradual das exportações do agronegócio, com os primeiros ganhos concentrados em produtos agroindustriais de maior valor agregado, como o óleo de soja. Segundo cálculo do Insper Agro Global, o Brasil exportou cerca de US$ 700 milhões ao bloco europeu em produtos agropecuários que terão isenção imediata dentro guarda-chuva dos corte de tarifas do acordo UE-Mercosul.

O agronegócio brasileiro exportou US$ 170 bilhões em 2025, sendo cerca de US$ 25 bilhões para a União Europeia. Bruno Capuzzi, pesquisador do Insper Agro Global, estima que US$ 17 bilhões em produtos vendidos pelo Brasil aos europeus já entram sem tarifa, como soja em grão e café verde. Restam outros US$ 8 bilhões em produtos do agro que serão beneficiados pelo acordo, a maior parte com redução de taxas ao longo de quatro a dez anos. Desse total, cerca de US$ 700 milhões serão alcançados de imediato pelo corte de tarifas UE-Mercosul, ficando isentos assim que o acordo começar.

Além do óleo de soja, produtos como derivados de couro, vinagres, proteínas de farelo de osso e vinhos também ficarão isentos, afirma Capuzzi. Itens como café solúvel, carne bovina e carne de frango terão redução tarifária gradual. As mudanças valerão para todos os países do Mercosul, e não apenas para o Brasil.

“Ainda não sabemos como vai se comportar a demanda, mas o potencial incremento de embarques pode representar uma margem melhor para o produtor rural, sim”, avalia o pesquisador.

O diretor de economia e assuntos regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, Daniel Amaral, disse ao Valor que, atualmente, as alíquotas sobre o óleo de soja variam de 3,2% a 9,6%, dependendo da finalidade do produto, industrial ou alimentícia, e do seu grau de processamento, bruto ou refinado. O farelo do grão já é isento.

“Com a implementação do acordo, as tarifas sobre o óleo de soja bruto serão zeradas, enquanto as alíquotas para os demais tipos de óleo serão reduzidas para 4%. Essa desoneração representa um avanço significativo para o acesso do produto brasileiro ao mercado europeu”, afirma.

A expectativa é que o corte de tarifas previsto pelo acordo UE-Mercosul também atraia novos investimentos para toda a cadeia da soja. Ainda assim, a Abiove estima que os ganhos mais expressivos devem ocorrer no longo prazo, e não necessariamente com mudança brusca nos volumes embarcados já neste ano.

Confira a seguir quais foram os produtos mais exportados pelo Brasil aos 27 países da UE durante os dois primeiros meses do ano. Os dados vieram do DataLiner da Datamar.

Principais Produtos Exportados à UE | Jan-Fev | TEUS

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Tarifas sobre o café

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, Cecafé, ressalta que o acordo prevê a desgravação anual das tarifas sobre cafés solúveis, torrados e torrados e moídos do Brasil para entrada no bloco europeu, até chegar a zero em quatro anos. Isso deverá ampliar a competitividade brasileira na União Europeia e, muito provavelmente, elevar as exportações desses produtos, principalmente do solúvel.

No caso do café solúvel, o acordo ganha ainda mais relevância porque a UE é o segundo maior comprador do produto brasileiro, atrás apenas dos Estados Unidos, observa Aguinaldo Lima, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel. A tarifa para o embarque do solúvel cairá de 7,20% em 2026 para zero em 2030.

Neste momento, outro fator que aumenta a competitividade do café brasileiro, sobretudo o robusta, é o impacto do conflito no Oriente Médio sobre o Vietnã, principal concorrente do Brasil no mercado europeu. “As rotas podem acabar sendo alteradas para o produto do Vietnã que iria aos europeus, favorecendo o Brasil”, afirma Lima.

Cotas para as carnes

No segmento de carnes, assim que o acordo entrar em vigor e forem emitidas as licenças e certificados de uso da cota, o Mercosul terá uma cota isenta de tarifas de 15 mil toneladas de frango com osso e 15 mil toneladas de frango sem osso, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, ABPA.

O presidente da entidade, Ricardo Santin, lembra que o volume isento aumentará gradualmente por seis anos, até alcançar 90 mil toneladas de frango com osso e 90 mil toneladas sem osso. “O quanto o Brasil vai ter da cota ainda está em discussão entre os países. O Brasil tem a tendência de ser quem vai ter o maior benefício em volume”, afirma. “A UE é um mercado com boa precificação e isso ajuda as margens das empresas. O que ainda não se sabe é o tamanho do benefício.”

No caso da carne bovina, a expectativa do segmento é de crescimento gradual e moderado, de cerca de 5% ao ano, das vendas brasileiras à Europa, segundo Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Abiec.

“O acordo Mercosul-União Europeia é positivo para a carne bovina brasileira, principalmente por melhorar as condições de acesso a um mercado que remunera melhor, com foco em cortes de maior valor agregado, como os do traseiro, já exportados para países como Itália, Espanha, Alemanha e Países Baixos”, afirma.

Na cota Hilton, Perosa diz que a retirada da tarifa de 20% tende a aumentar a competitividade e facilitar o preenchimento integral desse volume. “Já a nova cota de 99 mil toneladas será dividida entre os países do Mercosul, de forma escalonada ao longo de cinco anos. Ainda assim, é importante destacar que isso não representa aumento automático nas exportações, porque parte desse volume já é comercializado hoje e passará apenas a contar com condição tarifária mais favorável”, acrescenta.

Fonte: Globo Rural

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Exportações para o Oriente Médio caem 26% desde início da guerra https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-para-o-oriente-medio-caem-26-desde-inicio-da-guerra/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-para-o-oriente-medio-caem-26-desde-inicio-da-guerra https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-para-o-oriente-medio-caem-26-desde-inicio-da-guerra/#respond Wed, 08 Apr 2026 20:44:28 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69065 As exportações brasileiras para o Oriente Médio caíram 26% em março, primeiro mês da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o valor exportado para os 15 países da região recuou de US$ 1,2 bilhão em março de 2025 para US$ 882 milhões neste ano.

A queda atingiu principalmente produtos do agronegócio. A exportação de carne suína recuou 59%. As vendas de frango, principal item das exportações para o Oriente Médio, caíram cerca de 22%. As vendas de soja para a região diminuíram 25%.

Confira a seguir o panorama geral das exportações brasileiras de carne de frango aos países do Oriente Médio, segundo os dados obtidos pela Datamar.

Exportação de Carne de Frango para Oriente Médio | Jan 2023 – Fev 2023 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Segundo o diretor de Estatísticas da pasta, Herlon Brandão, ainda é cedo para medir todos os efeitos do conflito sobre o comércio internacional.

“Para fazer uma afirmação de que o conflito está afetando o fluxo [comercial], é necessário esperar um pouco mais”, disse Brandão.

No fim de março, o Brasil fechou um acordo com a Turquia para a passagem e o armazenamento temporário de mercadorias do agronegócio exportadas para o Oriente Médio e a Ásia Central. Os efeitos, no entanto, só começarão a aparecer na balança comercial de abril.

Petróleo

O destaque positivo das exportações brasileiras foi o petróleo. As exportações de óleo bruto avançaram 70,4% em valor, alcançando US$ 4,7 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 75,9%.

Segundo o governo, ainda não é possível afirmar que a alta esteja diretamente ligada ao conflito, embora a guerra já tenha afetado cerca de 20% do comércio global de petróleo e elevado significativamente o preço do barril no mercado internacional.

Para os próximos meses, a expectativa é de queda nas vendas do produto. Para compensar parte dos subsídios ao diesel, o governo introduziu, em meados de março, uma alíquota de 12% sobre as exportações brasileiras de petróleo.

Impacto global

Além do Oriente Médio, outros mercados importantes também reduziram compras de produtos brasileiros em março na comparação com o mesmo mês do ano passado.

As exportações para os Estados Unidos caíram 9,1%, enquanto houve recuos de 10% para o Canadá e de 5,9% para a Argentina.

No entanto, as vendas para a China cresceram 17,8% no mês, reforçando o papel do país asiático como principal parceiro comercial do Brasil.

Resultados

Em relação aos Estados Unidos, o Brasil registrou déficit comercial em março, com exportações de US$ 2,8 bilhões e importações de US$ 3,3 bilhões. Já com a China, houve superávit de US$ 3,8 bilhões no período.

As exportações para a União Europeia cresceram 7,3%, enquanto para a Argentina houve queda nas vendas, mas manutenção de saldo positivo na balança.

O cenário reflete os impactos iniciais da guerra sobre o comércio global, com efeitos variados entre regiões e produtos, especialmente nas cadeias ligadas a energia e alimentos.

Apesar das quedas pontuais, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 6,4 bilhões em março. As exportações totais somaram US$ 31,7 bilhões, alta de 10%, enquanto as importações cresceram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

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Paraguai exporta 69,3 milhões de quilos de carne bovina no 1º trimestre, com queda de 31% https://datamarnews.com/pt/noticias/paraguai-exporta-693-milhoes-de-quilos-de-carne-bovina-no-1o-trimestre-com-queda-de-31/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=paraguai-exporta-693-milhoes-de-quilos-de-carne-bovina-no-1o-trimestre-com-queda-de-31 https://datamarnews.com/pt/noticias/paraguai-exporta-693-milhoes-de-quilos-de-carne-bovina-no-1o-trimestre-com-queda-de-31/#respond Wed, 08 Apr 2026 20:31:54 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69092 O Paraguai exportou 69,3 milhões de quilos de carne bovina no primeiro trimestre de 2026, gerando US$ 453,3 milhões em receita, com Chile, Israel e Estados Unidos como principais destinos, segundo dados oficiais.

O Chile liderou as compras, com quase 24 milhões de quilos embarcados, equivalentes a mais de US$ 157,7 milhões. Em seguida vieram Israel, com 10,9 milhões de quilos e US$ 80,9 milhões, e os Estados Unidos, com 12,1 milhões de quilos e US$ 65,7 milhões.

No mesmo período, o Paraguai também exportou 4.073.223 quilos de carne suína, com receita de US$ 12,6 milhões. Iraque, Vietnã e Filipinas foram os principais destinos, segundo os dados oficiais. Já os embarques de carne de frango totalizaram 2.195.367 quilos, com faturamento superior a US$ 2,9 milhões.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o volume exportado de carne bovina caiu 30,6%, ante 90,6 milhões de quilos, enquanto a receita recuou 12%, de US$ 509,9 milhões para US$ 453,3 milhões.

Após a feira da agricultura familiar “Semana Santa Ra’arõvo”, em que foram comercializados mais de 450 milhões de guaranis em carne bovina — cerca de 17 mil quilos — o Ministério da Agricultura do Paraguai informou que pretende seguir ofertando diferentes cortes a preços acessíveis nas próximas feiras da agricultura familiar previstas para 2026.

Fonte: Agencia Información de Paraguaya

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Missão técnica japonesa pode abrir mercado para carne bovina do Brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/missao-tecnica-japonesa-pode-abrir-mercado-para-carne-bovina-do-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=missao-tecnica-japonesa-pode-abrir-mercado-para-carne-bovina-do-brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/missao-tecnica-japonesa-pode-abrir-mercado-para-carne-bovina-do-brasil/#respond Tue, 07 Apr 2026 20:28:07 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69026 A missão técnica do Japão que avaliará o sistema sanitário brasileiro para uma possível abertura de mercado do país asiático à carne bovina nacional chegou ao Brasil no fim de semana e terá agendas até 13 de abril. Apesar dos pedidos do governo brasileiro para ampliar a área avaliada, a auditoria será focada nos três Estados do Sul, os primeiros a obter certificado de livres de febre aftosa sem vacinação.

A auditoria in loco é uma etapa decisiva no longo processo de validação sanitária para aval aos embarques de carne, aguardada há décadas pelo Brasil. Depois da visita dos técnicos japoneses, o trâmite para autorização para o início das exportações é apenas documental. Ainda assim, há cautela no setor privado, e a demora na abertura não está descartada.

O Japão importa cerca de 700 mil toneladas de carne bovina por ano, 60% do consumo local anual, sobretudo dos Estados Unidos e da Austrália, com negócios que rondam US$ 4 bilhões anuais. Canadá, México, Nova Zelândia e Uruguai também exportam ao país.

O Brasil quer entrar nesse mercado, devido ao alto valor pago pelos japoneses pela carne — os preços médios variam entre US$ 4,5 mil e US$ 6,8 mil por tonelada — e para diversificar a pauta exportadora, ainda mais após a imposição de cotas pela China, principal cliente. Procurada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) não comentou.

Atualmente, a pauta exportadora do Brasil ao Japão é dominada por outras proteínas animais, como a carne de frango e suína, responsáveis por 38,77% e 15,64% dos embarques, respectivamente, segundos os dados da Datamar. A tabela abaixo, elaborada com dados da plataforma DataLiner, destrincha mais detalhes desse importante mercado asiático:

Exportações Brasileiras ao Japão | Jan-Fev 2026 vs. Jan-Fev 2025 | TEUs

wdt_ID wdt_created_by wdt_created_at wdt_last_edited_by wdt_last_edited_at DTM HS4 DESCRIPTION YTD Value Last Year %Growth %MarketShare
1 I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM POULTRY MEAT 5.286 4.227 25.1% 38.77%
2 I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM PORK MEAT 2.132 1.244 71.4% 15.64%
3 I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM COFFEE BEANS 1.125 2.164 -48.0% 8.25%
4 I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM CHEMICAL WOOD PULP SODA OR SULPHATE 894 926 -3.5% 6.56%
5 I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM FERRO ALLOYS 647 688 -5.9% 4.75%
6 I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM OXYGEN-FUNCTION AMINO-COMPOUNDS 517 421 22.8% 3.79%
7 I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM FRUIT & VEGETABLE JUICES 356 301 18.3% 2.61%
8 I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM OTHER ARTICLES OF IRON & STEEL 328 423 -22.4% 2.41%
9 I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM I_write_a_lot 07/04/2026 04:34 PM OTHER FIXED VEGETABLE FATS & OILS 200 173 15.6% 1.47%

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

A comitiva é formada por auditores do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca e da Organização Nacional de Pesquisa em Agricultura e Alimentos do Japão. Os resultados da auditoria serão analisados por um comitê de saúde animal japonês antes da tomada de decisão, que não tem prazo definido.

Inspeções

A reportagem apurou que o objetivo da inspeção será avaliar a consistência e confiabilidade do dossiê técnico — enviado pelo Brasil a partir do questionário feito pelos japoneses — e a aplicação efetiva da legislação e dos procedimentos sanitários pelos atores envolvidos. Os inspetores também vão analisar a efetividade das ações de vigilância e controle da febre aftosa em níveis nacional, regional e local. A intenção é comprovar a capacidade do país de prevenir, detectar e controlar a doença.

A avaliação do sistema sanitário pelos japoneses valerá para uma eventual abertura de mercado para os três Estados do Sul, apesar de pedidos do Brasil para incluir ao menos Rondônia e Acre, que também já tinham o reconhecimento de zonas livres de aftosa sem vacinação. O itinerário inclui visitas a fazendas de gado bovino, frigoríficos, laboratório federal agropecuário, estruturas de vigilância em aeroportos e divisas estaduais e agências de defesa agropecuária.

Uma vez vencida a barreira sanitária existente, apesar do status brasileiro e da presença da carne bovina nacional em mais de 160 países, o Brasil deverá tentar melhorar as condições comerciais de acesso ao Japão. Atualmente, exportadores enfrentam tarifas de até 38,5%, consideradas altas no mercado internacional. Os Estados Unidos, por exemplo, cobram 26,4% e a China, 12% dentro da cota definida no começo do ano.

Os técnicos que chegaram no último fim de semana vão visitar autoridades em saúde animal do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Como parte da avaliação de risco, eles vão analisar o arcabouço legal brasileiro e sua aplicação, as condições de produção e distribuição pecuária, dos estabelecimentos, a rastreabilidade e o controle da movimentação animal, a quarentena, o diagnóstico laboratorial, a vigilância e a resposta a uma eventual emergência em aftosa.

Há um termo de confidencialidade firmado entre os governos brasileiro e japonês para não divulgar informações sobre os cronogramas, locais a serem visitados, os preparativos para a inspeção in loco e demais detalhes operacionais relacionados, sob pena de cancelamento da missão.

Uma comitiva de especialistas sanitários japoneses já esteve no Brasil em 2025 para uma avaliação prévia, mas não oficial e definitiva, em itinerário semelhante ao de agora. As negociações para a abertura do mercado foram destravadas depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão, em março do ano passado, quando houve compromisso do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, de envio da missão.

Logo depois, em junho de 2025, o Brasil recebeu o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) de país livre da febre aftosa sem vacinação, uma das exigências feitas pelo Japão para adquirir carne de seus fornecedores.

Demanda por alimentos

Na semana passada, Yasushi Noguchi, embaixador do Japão em Brasília, afirmou em entrevista a um veículo de imprensa brasileiro que o país vive uma fase de expansão econômica e busca de maior resiliência na sua cadeia de suprimentos. Ele disse que, nesse cenário, as parcerias com o Brasil se tornam estratégicas e citou o processo de abertura para a carne bovina.

“Estamos dando passos para entrar na próxima etapa e esperamos que esse processo se acelere, e possamos decidir sobre a abertura do mercado de carne bovina”, disse em entrevista ao Poder360. Questionado sobre outros Estados que poderão ser avaliados, ele disse que a medida depende do resultado da inspeção no Sul e que, posteriormente, poderão conversar com as autoridades brasileiras para “ver qual será a próxima etapa”.

Fonte: Globo Rural

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Exportações de carnes uruguaias registram crescimento duplo https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-carnes-uruguaias-registram-crescimento-duplo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-de-carnes-uruguaias-registram-crescimento-duplo https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-carnes-uruguaias-registram-crescimento-duplo/#respond Thu, 02 Apr 2026 20:08:35 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68948 As receitas em divisas para o Uruguai provenientes das exportações de todas as carnes uruguaias mostraram um aumento significativo no acumulado de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, informou nesta semana o Instituto Nacional de Carnes (INAC).

No acumulado do ano até 21 de março, foram obtidos US$ 710,1 milhões, com alta de 7,1%. Isso tem como base a exportação de 140.828 toneladas (peso embarque), com queda de 9,47%. O preço médio atingiu US$ 5.042 por tonelada, com crescimento de 18,24%.

Carne bovina firme na liderança

Com foco na carne bovina (que representa a grande maioria do exportado pela agroindústria da carne), ela continua sendo o produto mais relevante do setor de agronegócios entre os principais geradores de bens exportáveis.

Na sequência aparecem celulose, concentrado de bebidas, produtos lácteos, colza e carinata, madeira e produtos de madeira, veículos e arroz, de modo que, entre os dez principais bens exportados, oito são oriundos do setor agro.

Com dados da Uruguay XXI fechados até o final de fevereiro, as exportações de carne bovina cresceram 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Principais mercados (todas as carnes)

Estados Unidos + Canadá + México: 35% (US$ 251,2 milhões), com alta de 1,9%
China: 28% (US$ 195,7 milhões), com crescimento de 10,9%
União Europeia: 18% (US$ 127,1 milhões), com aumento de 12,5%
Israel: 5% (US$ 37,1 milhões), com alta de 0,1%
Mercosul: 3% (US$ 23,4 milhões), com crescimento de 3,1%

Carne bovina responde por 84% das receitas

Considerando exclusivamente as exportações de carne bovina (que representam 84% do total de divisas geradas por todas as carnes), as receitas aumentaram de 2025 para 2026 (sempre considerando até 21 de março) em 8,8%, totalizando US$ 593,2 milhões.

Em volume (peso embarque), foram exportadas 79.029 toneladas, uma queda de 6,9%.

Considerando a receita média das exportações, a carne bovina apresentou, entre janeiro e março de 2026, valor de US$ 7.506 por tonelada, com alta de 17% em relação ao mesmo período de 2025.

Os dados de movimentação de contêineres obtidos pela Datamar revelam um cenário de alta nos embarques de longo curso para a carne bovina uruguaia. Confira mais detalhes abaixo:

Exportação de Carne Bovina | Uruguai | Jan 2022 – Fev 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Principais destinos da carne bovina

Estados Unidos, Canadá e México respondem por 41% das receitas, com US$ 243,7 milhões (+7,6%) e demanda de 46.722 toneladas (peso carcaça) (+0,3%)
China: 26%, com US$ 151,3 milhões (+18,1%) e 35.503 toneladas (-5,7%)
União Europeia: 17%, com US$ 100,6 milhões (+1,7%) e 10.666 toneladas (-19,5%)
Israel: 5%, com US$ 32,5 milhões (+7,6%) e 4.882 toneladas (-15,9%)
Mercosul: 2%, com US$ 12,9 milhões (-15,7%) e 1.941 toneladas (-25,3%)

O contexto

O ano de 2025 terminou com receita recorde de US$ 3,25 bilhões em exportações de carnes (dos quais US$ 2,711 bilhões correspondem à carne bovina), com aumento de 26% em relação a 2024.

Foram embarcadas 693.528 toneladas (peso embarque), com queda anual de 0,6%, e o valor médio foi de US$ 4.686 por tonelada, com crescimento de 25,1% em comparação com 2024.

Fonte: El Observador, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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Brasil pode enfrentar “vazio” nas exportações brasileiras de carne bovina à China e volatilidade no preço da arroba https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-pode-enfrentar-vazio-nas-exportacoes-brasileiras-de-carne-bovina-a-china-e-volatilidade-no-preco-da-arroba/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasil-pode-enfrentar-vazio-nas-exportacoes-brasileiras-de-carne-bovina-a-china-e-volatilidade-no-preco-da-arroba https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-pode-enfrentar-vazio-nas-exportacoes-brasileiras-de-carne-bovina-a-china-e-volatilidade-no-preco-da-arroba/#respond Thu, 02 Apr 2026 20:08:11 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68951 O avanço acelerado das exportações brasileiras de carne bovina para a China em 2026 acendeu um sinal de alerta para o setor pecuário. De acordo com dados de importação da China (GACC), já entraram no país 372,1 mil toneladas de carne bovina do Brasil até fevereiro, o que corresponde a 33,6% da cota estabelecida, de 1,1 milhão de toneladas. Com essa porcentagem preenchida (33,6%) cresce a expectativa de que o limite seja atingido ainda no início do segundo semestre. Esse cenário levanta dúvidas importantes sobre o comportamento do mercado nos próximos meses, principalmente para o produtor rural.

A possibilidade de aplicação de uma tarifa de até 55% sobre os embarques que ultrapassarem a cota torna o ambiente ainda mais desafiador. Diante disso, especialistas avaliam que o setor deve passar por um período de ajustes, com mudanças nos destinos das exportações e impactos diretos sobre os preços da arroba no mercado interno.

Mesmo com essas incertezas, o bom desempenho das exportações no início do ano mostra que a demanda internacional segue aquecida. No primeiro bimestre, o Brasil movimentou 557,24 mil toneladas e faturou US$ 2,865 bilhões, com crescimento de 22% em volume e 39% em receita na comparação anual, reforçando a relevância da carne bovina brasileira no cenário global.

Dados da Datamar apontam que o Brasil exportou à China 7.780 TEUs de carne bovina em janeiro de 2026. Esse volume representa uma alta de 4,8% ano-a-ano. O gráfico a seguir, construído com as informação obtidas na plataforma DataLiner, detalha as exportações mensais do produto brasileiro:

Exportação de Carne Bovina à China | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Ritmo acelerado da china antecipa mudança no mercado

De acordo com Hyberville Neto, diretor da HN AGRO, o ritmo atual indica que o limite será atingido rapidamente. “Acreditamos que a nossa cota seja atingida no início do segundo semestre, entre julho e agosto”, afirma.

Essa visão é compartilhada por Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, que reforça o encurtamento desse prazo. “O ritmo atual que nós temos essa cota brasileira ela pode acabar entre os meses de maio no máximo ali no comecinho de julho é o nosso prazo de validade para exportação para a China”, explica.

Lygia Pimentel, CEO da Agrifatto, também aponta para um esgotamento antecipado. “Sim. Dado o ritmo atual de exportações (aproximadamente 110 mil toneladas embarcadas para a China ao mês), atingiremos a cota entre junho e julho”, destaca.

Terceiro trimestre pode trazer pressão sobre preços

Com o possível fim da cota, o mercado deve enfrentar um período de menor fluxo de exportações para a China, especialmente no terceiro trimestre. Esse intervalo preocupa analistas, principalmente pelo impacto sobre os preços da arroba no momento de maior saída de animais confinados.

Iglesias alerta para esse movimento. “Basicamente, o que nós vamos ver são nove meses do país exportando muito ativamente. O primeiro semestre e o último trimestre, enquanto vai se formar um vazio durante o terceiro trimestre do ano, isso pode gerar um efeito muito negativo em relação a preços da arroba na saída de confinados para o mercado que é justamente o terceiro trimestre do ano.”

Pimentel também reforça esse risco. “O atual contexto trará muito risco e volatilidade. Se atingida a cota em julho, viveremos um hiato de exportação para a China entre agosto e outubro, de modo que teremos que intensificar os embarques para outros países então.”

Segundo ela, esse período coincide com maior oferta de animais. “Isso tende a pressionar as cotações em um momento em que há animais saindo dos confinamentos”, afirma.

Diversificação de mercados será essencial

Diante da limitação imposta pela China, o Brasil deve intensificar a busca por novos mercados. Para Hyberville Neto, a redistribuição dos destinos será inevitável. “A carne brasileira é muito competitiva, mas frente a essas tarifas, se efetivamente forem mantidas, a tendência é que haja uma alteração da composição dos destinos das exportações brasileiras.”

Ele destaca ainda o papel de mercados alternativos. “Hong Kong historicamente funcionou como uma porta de entrada indireta para a China e continua sendo um mercado relevante que pode ganhar importância em cenários de restrição comercial.”

Outro ponto relevante envolve parceiros comerciais indiretos. “O Uruguai tem uma cota generosa, de 324 mil toneladas, e no primeiro bimestre usou apenas 10,9% deste total. É um país que tem comprado mais do Brasil e pode se abastecer com a nossa carne, liberando parte maior da sua produção para atender a China”, explica.

O especialista da Safras e Mercado reforça o movimento de diversificação. “O Brasil está buscando diversificação, está buscando novas alternativas dentro desse contexto global, tem a missão japonesa chegando ao Brasil. agora temos também que considerar outros países relevantes como Estados Unidos, Vietnã, Indonésia, a própria Filipinas que tem comprado mais, a União Europeia e os Estados Unidos”, afirma.

Oferta menor pode equilibrar mercado interno

Apesar das incertezas externas, o mercado interno pode não sofrer excesso de oferta. Isso porque o Brasil vive um momento de retenção de fêmeas, o que reduz a produção de carne.

Hyberville Neto explica esse cenário. “As expectativas são de redução da produção de carne no Brasil devido à retenção de fêmeas, já observada nos primeiros meses de 2026. Com isso, apesar dessa questão das cotas ser muito relevante, uma produção menor de carne, associada ao redirecionamento de embarques de parte da produção podem ajudar a manter o mercado doméstico sem excesso.”

A Agrifatto também vê espaço para absorção interna. “Certamente”, afirma Lygia ao ser questionada se o volume não exportado pode ser direcionado ao mercado doméstico.

Esse equilíbrio entre menor oferta e redirecionamento de exportações pode ajudar a evitar quedas mais acentuadas nos preços, mesmo com o impacto do “vazio” nas vendas externas.

Volta da China pode impulsionar preços no fim do ano

Se por um lado o terceiro trimestre pode ser desafiador, o último trimestre traz perspectivas mais positivas. A expectativa é de retomada das compras chinesas, o que pode aquecer novamente o mercado.

Fernando Henrique Iglesias projeta um movimento forte. “E aí quando a gente olha pra último trimestre, quando a China voltar a comprar a carne bovina brasileira pensando na cota de 2027, a gente pode ver o mercado subir de uma maneira agressiva.”

Lygia Pimentel também aponta para esse cenário. “Em novembro os chineses precisarão voltar a comprar (pois o que é embarcado em novembro chegará na China por volta de janeiro), o que trará novamente uma onda de compras fortalecida e talvez até mesmo compensatória.”

No entanto, a dependência do mercado chinês continua sendo um ponto de atenção. Iglesias resume bem essa preocupação: “Enquanto não tiver uma gestão de cotas nós vamos seguir reféns dessa situação: corrida muito acelerada pela exportação, seguido de um vazio de vendas para esse que é o nosso principal mercado.”

Cenário global segue favorável, apesar dos riscos

Mesmo com os desafios impostos pela China, o cenário internacional ainda oferece oportunidades. Os Estados Unidos, por exemplo, devem importar cerca de 2,5 milhões de toneladas em 2026, mantendo forte demanda pela carne brasileira.

Outros mercados também seguem em crescimento, como Chile, Rússia, Egito, Emirados Árabes, México e Arábia Saudita. Além disso, há expectativa de abertura e consolidação de mercados como Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul.

Ainda assim, fatores externos como conflitos internacionais podem impactar custos logísticos. Mesmo assim, o Oriente Médio representa uma fatia relativamente pequena das exportações brasileiras, limitando os efeitos negativos.

Para Lygia Pimentel, a competitividade brasileira segue como trunfo. “A competitividade do Brasil se dará enquanto o seu preço estiver mais baixo em relação aos concorrentes. Projetamos que seguirá assim ainda ao longo de 2026. E, claro, fatores como padronização, protocolos sanitários (que respeitamos à risca) e um bom marketing para levar nossa mensagem aos clientes.”

O que o pecuarista deve observar

Diante desse cenário, o produtor rural deve ficar atento à volatilidade e às oportunidades de proteção de preços. O mercado futuro pode ser uma ferramenta importante para garantir previsibilidade.

Fernando Henrique Iglesias destaca esse ponto. “Tem que ter muita atenção essa volatilidade que essa medida de salvaguardada que a China está colocando sobre o mercado pode causar. Ela pode trazer muitas instabilidades no nível de preços na B3. Hoje, por exemplo, ele é interessante e possibilita uma boa condição de travamento.”

Para ele, esse ambiente pode favorecer o planejamento. “Dá uma boa perspectiva para você travar preço pra você fazer um HEDGE bem feito e vai dar uma condição bem interessante ao pecuarista, pra ele trabalhar dentro desse mercado e ter previsibilidade em relação ao fluxo de caixa.”

No fim das contas, 2026 deve ser marcado por um mercado mais dinâmico e sensível a fatores externos. Entre o risco de um “vazio” nas exportações e a expectativa de retomada forte no fim do ano, a palavra-chave para o pecuarista será gestão.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Chile suspende exportações de frango após gripe aviária em granja comercial https://datamarnews.com/pt/noticias/chile-suspende-exportacoes-de-frango-apos-gripe-aviaria-em-granja-comercial/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=chile-suspende-exportacoes-de-frango-apos-gripe-aviaria-em-granja-comercial https://datamarnews.com/pt/noticias/chile-suspende-exportacoes-de-frango-apos-gripe-aviaria-em-granja-comercial/#respond Wed, 01 Apr 2026 20:37:20 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68923 O Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) do Chile anunciou a suspensão das suas exportações de produtos avícolas após a conformação de um caso de gripe aviária (H5N1) em uma granja de postura localizada na região de El Monte, que fica próxima de Santigado. A unidade afetada abriga cerca de 600 mil aves.

A suspensão segue um protocolo padrão de biosseguridade, assim como ocorreu na Argentina, que regitrou casos da doença no início do ano, e visa proteger os acordos comerciais e evitar a disseminação do vírus para outros países parceiros. O Chile é um player estratégico no mercado de aves, exportando para destinos exigentes como a União Europeia, China e Estados Unidos.

O Chile é um dos grandes consumidores de proteína animal da região e também um importante comprador da carne de frango brasileira. Em 2025, o mercado chileno esteve entre os dez principais destinos das exportações do Brasil. Para o consumidor local, as autoridades chilenas reforçam que não há risco.

O consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, desde que os alimentos sejam bem cozidos. O foco agora é a regionalização, uma estratégia para tentar liberar as exportações de áreas que não foram afetadas pelo vírus. “Estamos trabalhando intensamente na contenção. O objetivo agora é negociar com os parceiros internacionais para que aceitem o protocolo de zonificação. Isso permitiria que regiões sem casos ativos voltem a exportar”, destaca o comunicado oficial do órgão sanitário chileno.

Fonte: Band.com

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Como o Brasil ficou a um passo de ultrapassar os EUA como maior exportador do agro https://datamarnews.com/pt/noticias/como-o-brasil-ficou-a-um-passo-de-ultrapassar-os-eua-como-maior-exportador-do-agro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=como-o-brasil-ficou-a-um-passo-de-ultrapassar-os-eua-como-maior-exportador-do-agro https://datamarnews.com/pt/noticias/como-o-brasil-ficou-a-um-passo-de-ultrapassar-os-eua-como-maior-exportador-do-agro/#respond Tue, 31 Mar 2026 21:01:14 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68882 O Brasil esteve perto de superar os Estados Unidos no posto de maior exportador global de produtos do agro em 2025. Nesse período, o agronegócio brasileiro exportou um recorde de US$ 169,2 bilhões em produtos do setor, contra US$ 171,3 bilhões dos americanos.

Os números oficiais são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda).

“Sem sombra de dúvida poderíamos considerar os resultados como um empate técnico”, avalia o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados.

A diferença ficou em US$ 2,1 bilhões (1,2%) em favor dos estadunidenses, ou o equivalente a apenas 4,5 dias de exportações do Brasil. De acordo com o economista, o Brasil ainda vive uma tendência de crescimento, ao contrário dos Estados Unidos.

Líder em commodities

Para Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócios, o Brasil já é o líder em exportações de commodities agrícolas em geral. Segundo ele, as metodologias utilizadas pelo Usda e pelo Mdic são diferentes, e incluem um escopo maior de produtos na lista americana.

Sob o rótulo “Especialidades do Agro”, o órgão estadunidense conta alimentos preparados, além de vinhos, cervejas e produtos industrializados diversos.

“Quando as matrizes são iguais, o Brasil já lideraria desde 2024, ao menos em commodities. O mais importante, no entanto, é a tendência. Muito em breve vamos assumir a liderança independente da metodologia utilizada”, afirma.

Cogo cita também a análise publicada em 2025 pelo Insper Agro Global, com título “Brasil torna-se o maior exportador de commodities agro do mundo”, que chega à mesma conclusão.

“O Brasil segue crescendo, seja em algodão, carne suína e outros produtos. O que chama a atenção é o ritmo sustentado. Entre 2000 e 2024, nosso ritmo foi de 8,6% contra 5,3% dos americanos, que caíram nos últimos dois anos”, lembra.

Dados de inteligência comercial da Datamar, disponibilizados em sua plataforma DataLiner, ressaltam que, entre janeiro e fevereiro de 2026, o Brasil exportou 47.242 TEUs de produtos da indústria algodoeira.

Exportação de Algodão | Jan 2023 – Fev 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Tarifaço

O Brasil alcançou o maior faturamento com exportações do agro em 2025, com alta de 3% em relação ao ano anterior.

“O país bateu recorde nas exportações do agro em 2025, mesmo com um cenário externo bastante desafiador”, pontua Luis Rua, secretário de Comércio Exterior e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Por exemplo, as políticas comerciais do governo de Donald Trump prejudicaram o comércio entre os dois países. Com 110 dias de “tarifaço”, as exportações do Brasil ao mercado dos Estados Unidos caíram de US$ 12,08 bilhões em 2024 para US$ 11,40 bilhões em 2025.

No total, uma redução de US$ 677,65 milhões ou queda de 5,6%. Isoladamente, esse montante não colocaria o Brasil na liderança, mas aproximaria ainda mais os resultados.

Histórico

A comparação entre Brasil e Estados Unidos nas exportações agrícolas segue uma tendência estrutural de mudança. Entre 2020 e 2025, a vantagem dos americanos caiu de US$ 50 bilhões para os atuais US$ 2,1 bilhões.

“A agricultura americana é madura, tocada por produtores mais velhos, e tem sofrido com a competição estratégica com a China, especialmente durante o governo Trump”, argumenta Mendonça de Barros.

O histórico da Organização Mundial de Comércio (OMC) deixa o cenário ainda mais evidente. Em 2005, os Estados Unidos faturaram 137% mais do que o Brasil com exportações de produtos agrícolas, contra apenas 1,2% em 2025.

No topo?

O cenário geopolítico de 2026 pode favorecer a “ultrapassagem” do Brasil sobre os Estados Unidos no faturamento com exportações agropecuárias. Mendonça de Barros aponta a eclosão da guerra no Oriente Médio e a deterioração das relações entre Estados Unidos e China como os principais fatores.

“O Brasil mantém um relacionamento construtivo com a China e, também, com a Ásia em geral. Seguimos diversificando mercados, inclusive na Europa, com o recente Acordo Mercosul-União Europeia”, cita.

Já no caso dos Estados Unidos, as mesmas relações parecem cada vez mais difíceis, com interesses econômicos e geopolíticos contraditórios.

“Mais do que tudo, pesa o efeito da China. O acordo entre China e Estados Unidos para compra de 25 milhões de toneladas de grãos foi frustrado. Os dados mostram que a China comprou apenas 8 milhões”, revela.

O quadro, inclusive, poderia forçar a agricultura americana a diminuir a concorrência no mercado internacional.

“Existe pressão pelo aumento dos mandatos de biocombustíveis. Nossa hipótese é que se voltem mais para o mercado doméstico para dar destino aos grãos”, finaliza.

Já para o representante do Mapa, a abertura de 548 mercados nos últimos três anos reforça a tendência.

“Dos mais de 550 mercados abertos nos últimos três anos, ao menos 200 já estão importando. Isso tende a aumentar as nossas exportações do agro”, finaliza Rua.

Fonte: Globo Rural

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