Fruta Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/fruta/ East Coast South America Maritime and Logistics News and Analysis Fri, 27 Mar 2026 21:24:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://datamarnews.com/wp-content/uploads/2021/04/cropped-DTNews_favcom-32x32.png Fruta Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/fruta/ 32 32 Entressafra ‘alivia’ efeitos da guerra sobre exportações de frutas https://datamarnews.com/pt/noticias/entressafra-alivia-efeitos-da-guerra-sobre-exportacoes-de-frutas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=entressafra-alivia-efeitos-da-guerra-sobre-exportacoes-de-frutas https://datamarnews.com/pt/noticias/entressafra-alivia-efeitos-da-guerra-sobre-exportacoes-de-frutas/#respond Fri, 27 Mar 2026 21:24:01 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68789 Ao menos por enquanto, a entressafra tem ajudado a limitar os impactos imediatos da guerra no Oriente Médio sobre as exportações brasileiras de frutas. O conflito encareceu o petróleo, elevando o custo do transporte no comércio internacional. Ainda assim, como os embarques da fruticultura nacional se concentram no segundo semestre, a maioria dos exportadores tem passado ao largo do aumento do frete.

“Para a maioria dos exportadores de frutas, a guerra ‘não pontuou’”, disse Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). Ele conversou com o Valor durante a Fruit Attraction, feira realizada em São Paulo e encerrada na quinta-feira (26/3). Na segunda-feira (30/3), Coelho deixará o cargo, e o empresário Waldyr Promicia assumirá a presidência.

Cerca de 60% das exportações brasileiras de frutas ocorrem no segundo semestre, especialmente entre setembro e dezembro, segundo dados da Abrafrutas. A maior parte dos embarques de manga e melão — as duas frutas mais relevantes nas exportações do segmento — ocorre nesse período.

Confira o gráfico a seguir e confira as tendências de movimentação de frutas no sentido exportação ao longo dos últimos três anos:

Exportação de Frutas | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Os embarques da nova safra costumam começar no fim de julho, afirma Leandro Perna, gerente de logística de cargas refrigeradas da Maersk. No entanto, o volume ganha força a partir da “semana 34”. Segundo ele, muitos agentes consideram esse período, em meados de agosto, um termômetro das exportações. “Se as coisas vão bem nessa semana, a tendência é que o resultado seja positivo até o fim da safra”.

Perna estima que, após o início da guerra no Oriente Médio, o custo do frete marítimo subiu entre US$ 300 e US$ 600 por contêiner — cerca de 10%, a depender da carga e do destino.

A tendência é de aumento mais intenso no transporte aéreo. Em painel na Fruit Attraction, Patrícia Bello, diretora-geral da GolLog, afirmou que o preço do querosene de aviação (QAV) deve subir 54% em abril. A GolLog não atua no transporte internacional de frutas.

A Gold Fruit, de Petrolina (PE), que produz manga, uva e melão no Vale do São Francisco, ainda não iniciou os embarques de duas das três variedades de manga que exporta. A exceção é a variedade palmer, enviada ao exterior ao longo de todo o ano.

Mario Otsuka, presidente executivo da Gold Fruit, afirma que a empresa negocia antecipadamente o frete para o primeiro e o segundo semestre. “O pessoal já está começando a chiar”, diz, referindo-se à tentativa de operadores logísticos de antecipar reajustes. A Europa é o principal destino das exportações da companhia.

A Sebastião da Manga, também de Petrolina, atua na exportação e importação de frutas por diferentes modais. No transporte rodoviário, o custo de uma carreta subiu de R$ 28 mil para R$ 32 mil após o início da guerra, afirma o diretor executivo Robson Araújo. “Se a guerra se estender muito, vai complicar demais para o setor”, diz.

Fonte: Globo Rural

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Uva tem alíquota zerada em maio com vigência do acordo UE-Mercosul https://datamarnews.com/pt/noticias/uva-tem-aliquota-zerada-em-maio-com-vigencia-do-acordo-ue-mercosul/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=uva-tem-aliquota-zerada-em-maio-com-vigencia-do-acordo-ue-mercosul https://datamarnews.com/pt/noticias/uva-tem-aliquota-zerada-em-maio-com-vigencia-do-acordo-ue-mercosul/#respond Wed, 25 Mar 2026 20:44:51 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68735 A alíquota de 11% sobre os embarques de uva para Europa será zerada a partir de 1º de maio, quando o acordo provisório entre os blocos Mercosul e União Europeia passa a valer. Com a confirmação da vigência do acordo pelo Governo Federal, a fruta é destaque frente às reduções tarifárias que incidem progressivamente para produtos brasileiros.

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Incerteza sobre tarifas dos EUA afeta planejamento das exportações brasileiras de frutas https://datamarnews.com/pt/noticias/incerteza-sobre-tarifas-dos-eua-afeta-planejamento-das-exportacoes-brasileiras-de-frutas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=incerteza-sobre-tarifas-dos-eua-afeta-planejamento-das-exportacoes-brasileiras-de-frutas https://datamarnews.com/pt/noticias/incerteza-sobre-tarifas-dos-eua-afeta-planejamento-das-exportacoes-brasileiras-de-frutas/#respond Thu, 19 Mar 2026 20:55:01 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68497 Exportadores brasileiros de frutas estão avaliando os possíveis impactos de uma tarifa proposta sobre produtos importados pelos Estados Unidos, com a incerteza afetando o planejamento dos embarques antes da próxima janela de exportação.

De acordo com o portal Valor Internacional, o governo dos Estados Unidos sinalizou uma possível tarifa de 15%. No entanto, a ausência de uma definição oficial e as mudanças contínuas nos anúncios comerciais têm gerado incerteza para os exportadores que estão planejando seus embarques.

Para os fornecedores brasileiros de frutas, a competitividade continua sendo uma preocupação, especialmente em comparação com países que exportam para os EUA sob barreiras tarifárias mais baixas. Mesmo que as tarifas sejam reduzidas em relação a cenários anteriores, exportadores relatam que as condições comerciais permanecem desafiadoras, particularmente para produtos impactados por custos logísticos e tributários.

O Brasil exporta uma variedade de frutas para os Estados Unidos, incluindo mangas, uvas, mamões, melões e melancias. Os efeitos de mudanças tarifárias podem variar dependendo do produto e da estrutura de custos de cada cadeia de suprimentos.

Dados da plataforma DataLiner, desenvolvida e operada pela Datamar, mostram que o Brasil exportou 4.513 TEUs de frutas aos Estados Unidos ao longo de 2025. Comparado ao mesmo período do ano anterior, essa cifra representa uma queda de 19% no volume operado.

Em janeiro de 2026, as exportações de frutas ao país norte-americano totalizaram 62 TEUs. Confira a seguir um panorama geral dos volumes mensais registrados nas exportações mensais de frutas ao EUA:

Exportação de Frutas aos EUA | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Exportadores relatam que a falta de clareza sobre o nível final da tarifa está afetando a tomada de decisões em toda a cadeia exportadora. A incerteza é particularmente relevante porque o pico das exportações brasileiras de frutas normalmente ocorre no segundo semestre do ano.

Durante esse período, exportadores precisam garantir contratos internacionais e coordenar previamente os cronogramas logísticos. A ausência de condições comerciais claras dificulta essas preparações.

Diante do cenário atual, exportadores estão conduzindo negociações internacionais com cautela. Algumas empresas estão priorizando vendas no mercado doméstico, enquanto outras consideram redirecionar volumes de exportação para destinos alternativos até que haja maior clareza sobre as regras de acesso ao mercado dos Estados Unidos.

Fonte: HFBrasil

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Exportação de melão 2025/26 está 6% acima da safra passada; RN deve dobrar embarques na temporada https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacao-de-melao-2025-26-esta-6-acima-da-safra-passada-rn-deve-dobrar-embarques-na-temporada/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacao-de-melao-2025-26-esta-6-acima-da-safra-passada-rn-deve-dobrar-embarques-na-temporada https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacao-de-melao-2025-26-esta-6-acima-da-safra-passada-rn-deve-dobrar-embarques-na-temporada/#respond Wed, 04 Mar 2026 20:53:02 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68196 Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 o Brasil exportou mais de 194 mil toneladas de melão, volume que é 6% superior as 183 mil acumuladas entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, consolidando boas perspectivas para a safra 2025/26.

De acordo com informações dos colaboradores do Cepea, produtores do Rio Grande do Norte e Ceará anteciparam as colheitas com receio do período mais chuvoso (janeiro a março), o que ajudou a impulsionar os embarques dessa primeira metade da temporada.

Entre os principais destinos do melão brasileiro neste período estão Países Baixos (43,34%), Espanha (24,88%), Reino Unido (23,16%) e Canadá (3,27%). Os mesmos compradores também ocuparam a liderança durante o mesmo período da safra passada.

Veja a seguir os volumes mensais de exportação de melões do Brasil, contabilizados desde janeiro de 2023. Os dados são da plataforma DataLiner da Datamar:

Exportação de Melões | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

RIO GRANDE DO NORTE

O Rio Grande do Norte é atualmente o segundo colocado entre os estados que mais exportam frutas do Brasil. Segundo dados da Secex, em todo 2025 o estado exportou US$ 269,5 milhões, atrás apenas de Pernambuco, e valor 33% superior ao registrado em 2024, quando o estado foi o terceiro colocado no ranking (atrás de Pernambuco e Bahia).

Já nesta safra 2025/26 as expectativas são ainda maiores, com a capacidade do estado exportar até 300 mil toneladas de frutas frescas via porto de Natal, volume que é o dobro da quantidade exportada na safra anterior e consolidaria o terminal potiguar como o principal polo nacional de exportação de frutas.

O movimento é sustentado por massivos investimentos realizados no terminal portuário. Em agosto de 2025, durante a realização da Expofruit em Mossoró/RN, a Governadora Fátima Bezerra anunciou a disponibilização de R$ 130 milhões por parte do Governo Federal para melhorias de infraestrutura.

“Isso foi uma demanda trazida, principalmente, pelo setor de frutas de Mossoró e de Baraúna. Agora as obras já estão em curso, desde a dragagem do porto, as defesas da ponte, a questão das defesas do cais e a reforma dos galpões que estão em curso, inclusive com a instalação de uma usina fotovoltaica. O que isso significa? Esses investimentos de cerca de R$ 130 milhões, significam melhorar a logística, a capacidade de navegação para que a gente possa fazer crescer cada vez mais as nossas exportações, principalmente no setor de frutas, porque hoje, infelizmente, parte está indo pelo Porto de Pecém (CE), outra parte para Suape (PE) e agora até Cabedelo (PB)”, disse a Governadora na ocasião.

Em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, Carlo Porro, CEO da Agrícola Famosa, maior exportadora potiguar do setor, destaca as vantagens competitivas do porto e do modal dedicado: “As vantagens de ter um porto dedicado e, principalmente, um navio dedicado, são a qualidade da fruta e o tempo de viagem. O navio não para em outros portos, a fruta chega mais rápido e no padrão ideal. Isso ajuda muito na qualidade da fruta”, explica.

Atualmente, o Porto de Natal movimenta cerca de 10 mil toneladas semanais de frutas, principalmente de melão. Porém, a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) busca ampliar o atendimento e a diversidade de cargas, incluindo a possibilidade de exportar minério de ferro, açúcar e gado vivo nos próximos anos, com expectativa de iniciar a movimentação do minério já em 2027.

NOVOS MERCADOS

Outra aposta do setor é para a ampliação de mercados para além do continente europeu, que atualmente absorve cerca de 90% das frutas exportadas pelo Rio Grande do Norte.

“Mandamos quase 90% de toda a nossa fruta produzida no estado do Rio Grande do Norte para a comunidade europeia, entretanto, é uma região que tem 500 milhões de habitantes. Hoje nós estamos com o pé já dentro da China, um país de 1,5 bilhão de habitantes. Estivemos em Xangai agora esse ano, buscando estreitar relacionamento com grandes importadores, inclusive trouxemos para a nossa Expofrut importador da China para desenvolver essa negociação, porque nós estamos visando aquele mercado. Apesar da distância, apesar da dificuldade de logística para colocar a fruta lá, mas a gente está cada vez mais alcançando essa possibilidade. Durante cinco anos, o melão da região de Mossoró era a única fruta aceita do Brasil no mercado chinês, agora já tem a uva de Petrolina. E a cada incremento de produtos que o mercado chinês aceita, nós aumentamos a chance de termos volume suficiente para termos linhas marítimas dedicadas para a fruta”, aponta Fábio Queiroga, presidente do COEX/RN.

CONCORRÊNCIA

Apesar de todas essas boas expectativas, para o restante dessa temporada (fevereiro até julho), o aumento da concorrência internacional, especialmente da América Central, pode atrapalhar os embarques brasileiros.

Segundo informações do site internacional Fresh Plaza, as exportações centro-americanas já começaram e devem ser impulsionadas pelo aumento de áreas produtivas em partes da Costa Rica, com expectativas de melhor produção ao longo da temporada e volumes elevados exportados também pela Guatemala.

“O aumento de exportações na América Central, que tem expectativas de uma melhor safra quando comparadas com os anos anteriores, podem atrapalhar os envios durante a entressafra brasileira, que ocorre de abril a junho, que vem de dois anos com volumes acima da média enviados”, explicam os pesquisadores do Cepea.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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Como os produtores de melancia trabalham para quintuplicar as exportações até 2030 https://datamarnews.com/pt/noticias/como-os-produtores-de-melancia-trabalham-para-quintuplicar-as-exportacoes-ate-2030/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=como-os-produtores-de-melancia-trabalham-para-quintuplicar-as-exportacoes-ate-2030 https://datamarnews.com/pt/noticias/como-os-produtores-de-melancia-trabalham-para-quintuplicar-as-exportacoes-ate-2030/#respond Mon, 02 Mar 2026 21:15:22 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68096 Os exportadores de melancia enxergam uma oportunidade para até quintuplicar suas exportações até 2030. A equação envolve novas variedades da fruta e a construção do hábito de consumo durante o inverno no hemisfério norte.

Já no ano passado, a melancia foi a fruta com o maior crescimento tanto em volume (39,9%) quanto em receita (57,2%) nas exportações entre as cinco principais variedades. Os dados compilados pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) indicam que a melancia é a quinta fruta mais exportada pelo país.

O nicho faturou US$ 115,6 milhões e embarcou 185,5 mil toneladas para o mercado externo no ano passado. “É possível quintuplicar o volume exportado nos próximos cinco anos”, afirma Luiz Roberto Barcelos, sócio da Agrícola Famosa, a maior exportadora de melancia do país.

Segundo ele, que também é diretor da Abrafrutas, o alvo principal alvo é o mercado europeu, no qual o consumo ainda é baixo, mas tem muito potencial.

“Estamos criando uma cultura de consumo fora da estação tradicional. Hoje, a janela brasileira vai de setembro a abril, exatamente durante o inverno europeu, antes da colheita de países mediterrâneos”, conta.

As frutas exportadas têm características específicas. Elas são menores, entre 1,5 kg e 3 kg, e predominantemente sem semente ou com microsementes, além de características de paladar e sensoriais diferenciadas.

“No passado, essas variedades tinham menor vida útil, sabor inferior e menos resistência de polpa. Ao longo dos anos, houve evolução genética e melhora significativa na experiência sensorial”, afirma Barcelos.

A Agrícola Famosa cultiva cerca de 2 mil hectares e é uma das principais exportadoras brasileiras de melancia. A empresa embarca aproximadamente 300 mil toneladas de frutas de diferentes variedades por ano, o equivalente a cerca de 12 mil contêineres.

Veja a seguir como foi a performance mensal das exportações de melancia do Brasil desde janeiro de 2022, segundos dados da Datamar:

Exportações de Melancia | Jan 2022 – Dec 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Sem concorrentes

Atualmente, o Brasil cultiva cerca de 110 mil hectares de melancia, mas apenas 5 mil hectares são destinados à exportação de variedades especiais, voltadas principalmente à União Europeia (UE).

A competitividade brasileira se apoia em uma combinação de janela climática favorável e ganho de eficiência produtiva seja em produtividade como em custos. Outros produtores aparecem em desvantagem sob diferentes aspectos.

Israel, por exemplo, praticamente não concorre por custo, enquanto a Espanha — principal concorrente — não produz no inverno europeu. Já países da América Central também atuam no mercado, mas com maior foco na América do Norte.

Para Max de Aquino, diretor no Brasil do Grupo CMR, o avanço brasileiro é resultado direto da profissionalização do campo. Ele lidera o grupo de capital espanhol que investiu na produção de melancias e melões no Rio Grande do Norte.

“O Brasil vem batendo recordes sucessivos graças a muito trabalho. Isso é consequência da profissionalização, não apenas em insumos, mas principalmente em manejo”, afirma.

Dadas às vantagens competitivas do Brasil, o Grupo CMR iniciou a produção em Jandaíra (RN), em 2008, e cultiva atualmente cerca de 2 mil hectares. A produção está na faixa de 13 mil a 14 mil toneladas de melão e melancia por ano. Deste total, 1,3 mil toneladas são de melancia.

Segundo Aquino, a produtividade evoluiu de forma consistente na última década. “Em boas condições, alcançamos entre 45 e 50 toneladas por hectare. Um bom padrão produtivo gira entre 33 e 35 toneladas. Há dez anos, esses números eram bem menores.”

A exportação da empresa também tem como destino principal a Europa, via Espanha e porto de Roterdã.

Exigências crescentes
O mercado europeu impõe critérios cada vez mais rigorosos, especialmente em relação a garantias fitossanitárias e redução do uso de defensivos. Por isso, as empresas investem em bioinsumos, rastreabilidade, automação e uso de drones para monitoramento, entre outras novas tecnologias.

“Quanto à automação na lavoura e no packing house, sempre buscamos maior eficiência e menor a margem de erro”, afirma Aquino. Ainda assim, a colheita da melancia permanece majoritariamente manual.

Além da segurança alimentar, entram na conta exigências ambientais, como licenças e outorga de água, e responsabilidade social, incluindo condições adequadas de trabalho e alojamento. “Essas exigências acabam retornando em eficiência de gestão e produtividade”, finaliza Barcelos.

Fonte: Globo Rural

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Açaí amplia exportações e fortalece indústria na região amazônica https://datamarnews.com/pt/noticias/acai-amplia-exportacoes-e-fortalece-industria-na-regiao-amazonica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=acai-amplia-exportacoes-e-fortalece-industria-na-regiao-amazonica https://datamarnews.com/pt/noticias/acai-amplia-exportacoes-e-fortalece-industria-na-regiao-amazonica/#respond Mon, 02 Mar 2026 20:30:00 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68097 O açaí deixou de ser um produto regional para se transformar em uma das principais commodities da bioeconomia brasileira. Impulsionada por demanda externa crescente, agregação de valor e expansão de áreas cultivadas, a cadeia produtiva do fruto movimenta bilhões de reais e amplia sua relevância na balança comercial.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produz anualmente cerca de 1,6 milhão de toneladas de açaí, considerando extrativismo e cultivo. O Pará responde por aproximadamente 85% desse volume, consolidando-se como maior produtor nacional. Amazonas e Amapá aparecem na sequência, com produção majoritariamente extrativista, enquanto estados como Roraima e Acre ampliam áreas plantadas em sistema irrigado.

De acordo com estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras de açaí — incluindo polpa e preparações — superaram US$ 200 milhões em 2024, mantendo trajetória de alta nos últimos anos. O principal destino é os Estados Unidos, que concentram mais da metade das compras externas. União Europeia e Japão também figuram entre os mercados relevantes.

O crescimento das vendas externas reflete a consolidação do açaí como produto associado a alimentação saudável e alto valor nutricional. A demanda internacional é puxada sobretudo por polpas congeladas e concentrados utilizados na indústria de bebidas, suplementos e alimentos funcionais.

Na balança comercial, o açaí mantém saldo amplamente positivo, uma vez que o Brasil praticamente não importa o produto. O superávit reforça a importância do fruto na pauta de exportações da bioeconomia amazônica.

Se o Pará lidera em volume, novos polos apostam na industrialização para capturar margens maiores. Em Roraima, produtores têm investido em sistemas irrigados no lavrado — áreas de savana — que permitem colheita ao longo de todo o ano, reduzindo a sazonalidade típica da região amazônica.

No município do Cantá, agricultores passaram a integrar produção e beneficiamento. O modelo inclui seleção dos frutos, lavagem, branqueamento — etapa essencial para eliminar microrganismos e reduzir riscos sanitários — e extração da polpa antes da comercialização.

O avanço da industrialização local busca ampliar renda e reduzir dependência da venda in natura, tradicionalmente mais sujeita a oscilações de preço. Pequenas agroindústrias surgem como alternativa de diversificação econômica, sobretudo para produtores familiares.

A expansão do consumo trouxe também maior rigor sanitário. O branqueamento do fruto — tratamento térmico que elimina possíveis contaminantes — tornou-se prática recomendada por órgãos de vigilância sanitária para evitar casos de contaminação por Trypanosoma cruzi, parasita associado à doença de Chagas.

Estados produtores têm reforçado campanhas de capacitação e controle de qualidade. No Pará, referência nacional, a cadeia produtiva consolidou protocolos que servem de modelo para outras regiões.

Embora a produção ainda seja majoritariamente extrativista na região amazônica, o cultivo irrigado ganha espaço, principalmente em áreas adaptadas fora da várzea tradicional. A tecnologia permite maior previsibilidade de oferta, padronização do fruto e contratos de fornecimento contínuo para indústrias e exportadores.

Especialistas apontam que o desafio da próxima década será equilibrar expansão produtiva com preservação ambiental, já que o açaizeiro é nativo da Amazônia e desempenha papel ecológico relevante.

O mercado global de produtos à base de açaí mantém perspectiva de crescimento, impulsionado por tendências de alimentação natural e rastreabilidade. A ampliação da capacidade industrial no Norte pode aumentar a participação brasileira em segmentos de maior valor agregado, como extratos concentrados e ingredientes para a indústria farmacêutica e cosmética.

Para estados emergentes como Roraima, a aposta na verticalização representa oportunidade de inserção mais qualificada na cadeia da bioeconomia. Para o País, o fruto reforça a estratégia de transformar biodiversidade em ativo econômico, com impacto direto na geração de renda e no saldo comercial.

O desempenho do açaí ilustra como produtos regionais podem ganhar escala global quando combinam produção, tecnologia e acesso a mercados internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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Banana/CEPEA: exportações de janeiro recuam na comparação mensal, mas seguem bem acima dos níveis de um ano atrás https://datamarnews.com/pt/noticias/banana-cepea-exportacoes-de-janeiro-recuam-na-comparacao-mensal-mas-seguem-bem-acima-dos-niveis-de-um-ano-atras/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=banana-cepea-exportacoes-de-janeiro-recuam-na-comparacao-mensal-mas-seguem-bem-acima-dos-niveis-de-um-ano-atras https://datamarnews.com/pt/noticias/banana-cepea-exportacoes-de-janeiro-recuam-na-comparacao-mensal-mas-seguem-bem-acima-dos-niveis-de-um-ano-atras/#respond Thu, 19 Feb 2026 19:14:58 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67773 Após um desempenho robusto em 2025, a temporada de exportações de banana do Brasil iniciou 2026 em bases sólidas. Restrições de oferta em origens concorrentes — como Paraguai, Bolívia, Colômbia e Peru — combinadas com o aumento da produção doméstica de banana nanica, principal variedade exportada pelo país, especialmente no norte de Santa Catarina, sustentaram embarques elevados ao longo do ano passado e mantiveram o ritmo em janeiro.

Dados disponíveis na plataforma DataLiner da Datamar mostram que, ao longo de 2025, o Brasil exportou 1.192 TEUs de bananas – um aumento de quase 200% ano-a-ano. Confira a seguir a evolução histórica das exportações de bananas segundo dados do DataLiner.

Exportações de Bananas | Jan 2022 – Dez 2025 | TEUs 

Source: DataLiner (click here to request a demo)

Segundo dados do Comex Stat, o Brasil exportou cerca de 6 mil toneladas de bananas em janeiro de 2026, volume 6,3% inferior ao de dezembro. A receita das exportações (FOB) caiu 13,7% no mesmo período, totalizando US$ 22,8 milhões. Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea destacam que os primeiros meses do ano costumam ser mais fracos para as exportações, já que o consumo de frutas diminui durante o período de festas e férias escolares.

Os embarques de Santa Catarina também têm enfrentado maior concorrência de Colômbia, Equador e Paraguai, cujas frutas costumam ser consideradas mais competitivas em termos de aparência, preços e logística. Apesar da melhora na qualidade, dos preços atrativos e do aumento da oferta no Brasil, a recuperação dos bananais avançou mais lentamente do que o esperado após o inverno mais longo e rigoroso de 2025.

Em janeiro, o Uruguai respondeu por 42% das exportações brasileiras de banana, seguido por Argentina (33,5%), Países Baixos (11,7%) e Espanha (6,9%), de acordo com o Comex Stat.

Mesmo com a retração mensal, as exportações de janeiro ficaram 118,3% acima do volume registrado no mesmo mês de 2025, evidenciando o forte crescimento na comparação anual. O veículo português TRT  informou que enchentes severas afetaram recentemente cerca de 40 mil hectares no norte da Colômbia, o que pode reduzir a produção nos próximos meses e abrir espaço adicional para a fruta brasileira.

Fevereiro, no entanto, pode trazer novos desafios. As colheitas no Paraguai e na Bolívia costumam ganhar ritmo nesta época do ano, enquanto a Argentina — um dos principais destinos da banana brasileira — ainda permanece em período de férias, o que tende a enfraquecer a demanda. Agentes de mercado esperam uma retomada dos embarques após o Carnaval, apoiada por projeções de maior produção doméstica em março.

Fontes: Hfbrasil.org.br e Comex Stat

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Porto de Itajaí mobiliza força-tarefa para garantir abertura de mercado para a banana catarinense à Europa https://datamarnews.com/pt/noticias/porto-de-itajai-mobiliza-forca-tarefa-para-garantir-abertura-de-mercado-para-a-banana-catarinense-a-europa/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=porto-de-itajai-mobiliza-forca-tarefa-para-garantir-abertura-de-mercado-para-a-banana-catarinense-a-europa https://datamarnews.com/pt/noticias/porto-de-itajai-mobiliza-forca-tarefa-para-garantir-abertura-de-mercado-para-a-banana-catarinense-a-europa/#respond Tue, 03 Feb 2026 21:05:03 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67414

Com foco na diversificação das exportações e no fortalecimento da cadeia produtiva da bananicultura, o Porto de Itajaí lidera uma força-tarefa que articula governo federal, prefeitos, produtores, entidades representativas e associações do setor para viabilizar o acesso da banana catarinense ao mercado europeu, com destaque para a Itália.

A articulação foi debatida nesta terça-feira, durante reunião realizada no Porto de Itajaí, com a participação de prefeitos de municípios produtores, produtores rurais, associações, da Febanana (Federação dos Bananicultores de Santa Catarina), além de representantes do governo federal e lideranças políticas. O encontro marca um avanço concreto nas tratativas para ampliar os destinos da banana catarinense, reduzindo a dependência de mercados tradicionais do Mercosul.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, destacou que as tratativas já apresentam resultados práticos.

“Na tarde de hoje tivemos uma reunião extremamente produtiva para levar produtos brasileiros ao exterior. Recebemos recentemente uma encomenda de bananas para a região da Calábria. Agora vamos realizar uma visita técnica e, junto com a Apex, o Sebrae, os produtores, os prefeitos, a Febanana e as associações, estamos estruturando um projeto para a exportação da nossa valiosa banana para o território europeu.”

Representando o Ministério da Agricultura, o superintendente de Agricultura e Pecuária em Santa Catarina (SFA-SC), Ivanor Boing, ressaltou o papel do governo federal na abertura de novos mercados.

“Essa aproximação entre o Porto de Itajaí, o Ministério da Agricultura e os produtores cria o alinhamento necessário para abrir um novo mercado para a banana brasileira e, de modo especial, para a produção de Santa Catarina.”

Representando os produtores, a presidente da Associação dos Bananicultores de Corupá, Eliane Cristina Müller, enfatizou o reconhecimento internacional da banana catarinense e o papel das entidades do setor.

“Sempre foi um grande sonho dos produtores catarinenses abrir novos mercados. Hoje, cerca de 15% da nossa produção é exportada para o Uruguai e a Argentina. A possibilidade de exportar para a Itália nos deixa muito esperançosos, ainda mais porque a banana catarinense possui indicações geográficas, muito valorizadas no mercado europeu.”

A reunião reforça o papel estratégico do Porto de Itajaí como plataforma logística para a exportação de produtos catarinenses, conectando a produção regional a mercados de alto valor agregado e impulsionando o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

BOX | BANANICULTURA CATARINENSE

• Santa Catarina é um dos principais polos produtores de banana do Brasil, com forte presença da agricultura familiar.
• Principais regiões produtoras: Norte e Nordeste catarinense, Alto Vale do Itajaí e Vale do Rio Tijucas.
• Exportações atuais: cerca de 15% da produção catarinense é destinada ao mercado externo, principalmente Uruguai e Argentina.
• Novo mercado em articulação: Europa, com destaque para a Itália, ampliando fronteiras comerciais e reduzindo a dependência do Mercosul.
• Diferencial competitivo: a banana catarinense possui Indicações Geográficas (Denominação de Origem e Indicação de Procedência), atributos altamente valorizados no mercado europeu.
• Valor agregado: além da fruta in natura, a cadeia produtiva conta com diversos subprodutos, como banana passa, biomassa, farinha de banana e outros derivados.

Fonte: Porto de Itajaí

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Exportação de melão atinge receita recorde de US$ 231 milhões em 2025, mas cenário projeta desaceleração https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacao-de-melao-atinge-receita-recorde-de-us-231-milhoes-em-2025-mas-cenario-projeta-desaceleracao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacao-de-melao-atinge-receita-recorde-de-us-231-milhoes-em-2025-mas-cenario-projeta-desaceleracao https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacao-de-melao-atinge-receita-recorde-de-us-231-milhoes-em-2025-mas-cenario-projeta-desaceleracao/#respond Fri, 30 Jan 2026 21:29:13 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67364 As exportações brasileiras de melão encerraram o ano de 2025 com o melhor desempenho de sua série histórica, iniciada em 1997. De acordo com dados do Comex Stat analisados pelo Cepea, o setor acumulou um faturamento de US$ 231 milhões, o que representa um salto de 25% na receita em comparação ao ano anterior. Em termos de volume, o Brasil embarcou 283 mil toneladas da fruta, consolidando um crescimento de 16% no período.

Este resultado histórico foi sustentado por uma combinação de demanda europeia aquecida e problemas produtivos em mercados concorrentes. No primeiro semestre, entraves climáticos na América Central reduziram a oferta dos principais competidores do Brasil, enquanto a diminuição das áreas de plantio na Espanha manteve o mercado internacional aberto para o produto brasileiro mesmo durante a entressafra.

Confira a seguir como se comportaram as exportações, registradas mensalmente, em contêineres, de melancias, melões e papaias do Brasil. Os dados são do DataLiner:

Exportação de Melancias, Melões e Papaias | Jan – Nov | 2022 – 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

A logística interna também desempenhou um papel determinante na estratégia dos produtores do polo Rio Grande do Norte/Ceará. Com a implementação das novas regras da ANTT e o consequente aumento dos custos de frete rodoviário no mercado doméstico, o setor intensificou o escoamento para o exterior como forma de preservar as margens de lucro. A parcial da atual safra 2025/26, iniciada em agosto, já reflete essa tendência, com 161 mil toneladas enviadas até dezembro — volume 14% superior ao ciclo passado — e faturamento de US$ 138 milhões (FOB).

Entretanto, analistas do Hortifrúti/Cepea apontam para uma redução gradual no ritmo de embarques a partir de fevereiro. Além do encerramento natural da safra em março, o setor enfrenta riscos climáticos imediatos. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas abaixo da média para os próximos meses na região produtora, e relatos de campo já indicam que poços em algumas propriedades começaram a secar. Embora o impacto ainda não seja generalizado, a restrição na irrigação pode aumentar a incidência de frutos de menor calibre, que não atendem ao rigoroso padrão exigido pelo mercado europeu.

A competitividade brasileira também deve ser testada pela retomada da produção na América Central. Países como a Costa Rica preveem safras mais robustas em 2026, favorecidas por condições meteorológicas estáveis, o que elevará a oferta global durante a entressafra brasileira. Diante desse panorama, a manutenção da rentabilidade do polo potiguar e cearense no encerramento desta temporada dependerá da gestão eficiente dos recursos hídricos e da capacidade de competir em preço com a volta dos volumes centro-americanos.

Fonte: HF Brasil

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Chile fecha 2025 com exportações recordes acima de US$ 107 bilhões https://datamarnews.com/pt/noticias/chile-fecha-2025-com-exportacoes-recordes-acima-de-us-107-bilhoes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=chile-fecha-2025-com-exportacoes-recordes-acima-de-us-107-bilhoes https://datamarnews.com/pt/noticias/chile-fecha-2025-com-exportacoes-recordes-acima-de-us-107-bilhoes/#respond Tue, 20 Jan 2026 20:54:28 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67167 Em 2025, o comércio exterior do Chile totalizou US$ 199.667 milhões, registrando um aumento de 8,9% em relação ao ano de 2024 (+US$ 16.240 milhões), crescimento impulsionado tanto pelo dinamismo das exportações quanto das importações, de acordo com o Relatório de Comércio Exterior do Chile, da Direção de Estudos da Subsecretaria de Relações Económicas Internacionais (SUBREI), elaborado com dados do Banco Central e do Serviço Nacional de Alfândegas.

Em 2025, as exportações do país subiram para US$ 107.004 milhões, registrando um aumento de 7,9% em relação a 2024 (+US$ 7.839 milhões) e marcando, ao mesmo tempo, o maior valor exportado pelo país desde que existem registros, apresentando valores recordes tanto para as exportações tradicionais quanto para as não tradicionais.

Cabe destacar que, somente em dezembro de 2025, as exportações do país totalizaram US$ 11,285 bilhões, o maior nível de vendas ao exterior para um único mês desde que existem registros.

A mineração obteve retornos de US$ 63.253 milhões, registrando um aumento de 12,6% em comparação com o ano de 2024, alcançando seu próprio recorde de vendas para o exterior. O dinamismo exibido pelos embarques mineiros foi sustentado em grande parte pelo aumento dos concentrados de cobre, com retornos de US$ 36,278 milhões, valor que reflete um aumento de 19,3%. Seguem-se em importância o crescimento das vendas externas de ouro, concentrado de molibdénio e carbonato de lítio. No total, a mineração encerra o ano respondendo sozinha por 59,1% das exportações nacionais de bens.

O setor frutícola registou exportações recorde de US$ 8,630 milhões, marcando um aumento de 1,3% em relação a 2024. As cerejas frescas atingiram US$ 3,380 milhões, posicionando-se como a principal fruta de exportação do país, representando 39% das exportações do setor. Além disso, o dinamismo do setor foi liderado por avelãs, nozes, abacates, limões, kiwis, mirtilos, maçãs, amêndoas, nectarinas, clementinas, castanhas, zarzaparrillas, romãs, tangerinas e cranberries.

As vendas externas da indústria alimentícia mantêm seu impulso ascendente, atingindo US$ 13,610 milhões em 2025, o que significou um crescimento de 6,1%, exibindo seu nível anual máximo. Isso se deve às exportações de 600 tipos diferentes de alimentos que o Chile exportou em 2025, entre os quais se destacam: salmónidos, cavala congelada, filés de choco congelados, mirtilos congelados, leite em pó, ameixas desidratadas, suco de maçã, passas, leite condensado e queijo gouda.

Os alimentos orgânicos registraram retornos históricos de US$ 397 milhões, apresentando um aumento de 19,6% em relação a 2024. O crescimento do setor é explicado pelo dinamismo nas vendas externas de frutas vermelhas, mel, rosa mosqueta e vinhos engarrafados das variedades Chardonnay e rosados, entre outros.

A indústria florestal encerra o ano com embarques no valor de US$ 5,873 milhões, registrando uma queda de 8,8% em relação ao ano de 2024, devido à redução nos embarques de celulose e aparas de madeira. No entanto, o setor registou um forte crescimento nas exportações de papel para bobinas, blanks, camas, sacos de papel, painéis laminados colados (edge glue panels), cartão ondulado, portas, caixas de cartão, toalhas de papel e embalagens, entre outros produtos da indústria.

Por último, os produtos metálicos, máquinas e equipamentos de transporte somaram embarques para o mundo no valor de US$ 2,606 milhões, registrando um aumento de 14,5%, devido ao aumento das remessas de bolas para moinhos, condutores elétricos, máquinas para a indústria mineira, caixas de câmbio, fogões e congeladores verticais.

Enquanto isso, as exportações de vinhos engarrafados totalizaram US$ 1,298 bilhão, registrando uma queda de 3,7% em relação a 2024.

Exportações de bens tradicionais e não tradicionais

No final do ano de 2025, as exportações de bens tradicionais representaram 56% do total exportado. Por sua vez, as remessas não tradicionais foram equivalentes a 44%.

As exportações não tradicionais do país encerraram o ano com remessas recordes, somando receitas de US$ 47,044 milhões, registrando um aumento de 7,1% (+US$ 3,123 milhões) em relação a 2024. Mais detalhadamente, o aumento nas remessas não tradicionais foi liderado por avelãs, filés de salmão congelados, iodo, abacates, nozes, cavala, lulas, mirtilos congelados, entre outros.

Fonte: Marca Chile 

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