Minérios Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/minerios/ East Coast South America Maritime and Logistics News and Analysis Fri, 13 Mar 2026 20:03:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://datamarnews.com/wp-content/uploads/2021/04/cropped-DTNews_favcom-32x32.png Minérios Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/minerios/ 32 32 Porto de Itaguaí receberá investimento previsto em R$ 400 milhões https://datamarnews.com/pt/noticias/porto-de-itaguai-recebera-investimento-previsto-em-r-400-milhoes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=porto-de-itaguai-recebera-investimento-previsto-em-r-400-milhoes https://datamarnews.com/pt/noticias/porto-de-itaguai-recebera-investimento-previsto-em-r-400-milhoes/#respond Fri, 13 Mar 2026 20:03:19 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68428 A Prefeitura de Itaguaí, na Baixada Fluminense, anunciou que a CSN Mineração vai investir um valor estimado em cerca de R$ 400 milhões na ampliação e modernização do píer do TECAR, um terminal de granéis sólidos localizado no Porto de Itaguaí.

A obra está prevista para começar em agosto, tem duração estimada em oito anos e deve gerar cerca de 600 empregos. A expectativa na cidade é de que moradores do município sejam contratados para a obra e, posteriormente, para as futuras instalações.

O terminal portuário é utilizado para a exportação de minério de ferro. Com a ampliação e modernização do espaço, a capacidade operacional será aumentada, o que deve elevar o volume de movimentação de cargas e a arrecadação do município.

Fonte: Tupi FM

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Plano quinquenal da China reforça foco em minerais críticos, segurança alimentar e transição energética https://datamarnews.com/pt/noticias/plano-quinquenal-da-china-reforca-foco-em-minerais-criticos-seguranca-alimentar-e-transicao-energetica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=plano-quinquenal-da-china-reforca-foco-em-minerais-criticos-seguranca-alimentar-e-transicao-energetica https://datamarnews.com/pt/noticias/plano-quinquenal-da-china-reforca-foco-em-minerais-criticos-seguranca-alimentar-e-transicao-energetica/#respond Thu, 05 Mar 2026 19:32:26 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68229 A China apresentou seu 15º plano quinquenal durante a sessão anual do Parlamento, documento que estabelece as principais diretrizes econômicas e industriais do país para os próximos anos. O plano destaca setores estratégicos que devem receber apoio político e investimentos, com implicações relevantes para os mercados globais de commodities.

Entre as prioridades estão minerais críticos, metais industriais, segurança energética e produção agrícola, além de medidas voltadas à redução da intensidade de carbono da economia.

Metais e minerais críticos

Pela primeira vez, o plano destaca explicitamente a vantagem competitiva da China na produção de terras raras, recursos essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética. O governo afirmou que pretende manter a liderança global no setor e modernizar a cadeia produtiva.

Pequim também indicou que pretende aperfeiçoar seu sistema de controle de exportações, mecanismo que nos últimos anos contribuiu para restrições no fornecimento global de minerais críticos.

A expansão da infraestrutura energética e da rede elétrica, impulsionada pela transição para energias limpas, deve sustentar a demanda por cobre e alumínio. Ao mesmo tempo, o governo sinalizou que buscará ampliar a exploração e mineração domésticas de recursos como minério de ferro e cobre, dos quais o país ainda depende fortemente de importações.

Capacidade industrial e transição climática

O plano reafirma o compromisso de enfrentar o problema de excesso de capacidade industrial em setores intensivos em recursos, como siderurgia, petroquímica e fundição de cobre. No entanto, o governo não definiu metas concretas de redução de produção.

No campo climático, a China pretende reduzir a intensidade de carbono da economia em 17% nos próximos cinco anos. O indicador mede a quantidade de emissões por unidade de atividade econômica e, embora sinalize avanços em eficiência energética, não impede que as emissões totais continuem aumentando com o crescimento econômico.

O documento também prevê que o consumo de carvão atinja seu pico ao longo do período, mas sem mencionar explicitamente uma redução gradual posterior. Em paralelo, Pequim estabeleceu a meta de que 25% da energia consumida no país venha de fontes não fósseis até 2030.

Petróleo, gás e segurança energética

Na área de energia, o plano prevê manter a produção doméstica de petróleo em cerca de 200 milhões de toneladas por ano, além de ampliar a produção de gás natural e expandir os estoques estratégicos de petróleo.

O governo também indicou que avançará nos estudos preliminares do gasoduto Power of Siberia 2, projeto que ligaria a Rússia à China, embora negociações sobre preços tenham atrasado sua implementação.

Outra diretriz mantida é a expansão da indústria de carvão para líquidos, processo que transforma carvão em combustíveis e petroquímicos.

Agricultura e segurança alimentar

Na agricultura, a China pretende elevar a produção anual de grãos para 725 milhões de toneladas até 2030, com base no aumento de produtividade e no uso de novas tecnologias, já que a expansão de áreas agrícolas é limitada.

O plano também reafirma a estratégia de garantir suprimentos externos para alimentos que o país continua importando em grande escala.

Além disso, o governo pretende regular o excesso de capacidade na indústria suína e fortalecer os setores de laticínios e carne bovina, que recentemente receberam medidas de proteção tarifária.

Fonte: Reuters

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Argentina e EUA firmam acordo para impulsionar cadeias de suprimentos de minerais críticos https://datamarnews.com/pt/noticias/argentina-e-eua-firmam-acordo-para-impulsionar-cadeias-de-suprimentos-de-minerais-criticos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=argentina-e-eua-firmam-acordo-para-impulsionar-cadeias-de-suprimentos-de-minerais-criticos https://datamarnews.com/pt/noticias/argentina-e-eua-firmam-acordo-para-impulsionar-cadeias-de-suprimentos-de-minerais-criticos/#respond Thu, 05 Feb 2026 21:20:37 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67487 A Argentina e os Estados Unidos formalizaram em Washington um “instrumento marco” voltado ao fortalecimento e à diversificação das cadeias de valor de minerais críticos. O acordo foi selado durante uma reunião estratégica convocada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, com o objetivo de consolidar a Argentina como um fornecedor confiável para a transição energética global.

O pacto ocorre em um momento de forte expansão do setor mineral argentino, que registrou um aumento de 30% nas exportações em 2025, totalizando US$ 6,03 bilhões. Para os operadores de logística e comércio exterior, o acordo sinaliza uma aceleração em projetos de infraestrutura, uma vez que o texto prevê o uso de ferramentas de financiamento público e privado e a simplificação de processos de licenciamento, facilitando o aporte de capital estrangeiro em terminais e minas.

Pilares do acordo e impacto logístico

O memorando de entendimento abrange áreas técnicas e operacionais que devem impactar diretamente o fluxo de carga e a eficiência do setor. Entre os principais pontos estão a cooperação em geologia e gestão de materiais, além de ações conjuntas para promover mercados mais transparentes e posicionar a Argentina em cadeias de suprimentos de alto valor estratégico. Embora o país não produza cobre em escala comercial desde 2018, o governo aposta no desenvolvimento de projetos de classe mundial, mantendo o lítio como o principal motor da mineração atual.

Projeções de exportação e comércio exterior

A Chancelaria argentina projeta um salto significativo na balança comercial, com a expectativa de que as exportações totais do país se aproximem de US$ 100 bilhões nos próximos sete anos. Nesse cenário, a mineração assumirá um papel protagonista, com previsões de atingir US$ 20 bilhões anuais em exportações no médio prazo e potencial para superar os US$ 30 bilhões até o final da próxima década.

Para os players logísticos, esse crescimento demandará uma modernização robusta nos terminais portuários e nas conexões ferroviárias, especialmente no noroeste argentino, para escoar o volume crescente de minérios. A consolidação da mineração, ao lado da energia e da agroindústria, reafirma o país como um polo de atração de investimentos em infraestrutura portuária e transporte de carga pesada, exigindo uma integração eficiente entre os modais de transporte para suportar a nova demanda global.

Fonte: DF Sud 

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Mineração brasileira aumenta faturamento, investimentos e participação no saldo da balança comercial em 2025 https://datamarnews.com/pt/noticias/mineracao-brasileira-aumenta-faturamento-investimentos-e-participacao-no-saldo-da-balanca-comercial-em-2025/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mineracao-brasileira-aumenta-faturamento-investimentos-e-participacao-no-saldo-da-balanca-comercial-em-2025 https://datamarnews.com/pt/noticias/mineracao-brasileira-aumenta-faturamento-investimentos-e-participacao-no-saldo-da-balanca-comercial-em-2025/#respond Wed, 04 Feb 2026 20:50:34 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67456 O desempenho da indústria da mineração brasileira em 2025 confirmou a relevância do setor para a economia nacional, segundo dados consolidados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). As informações foram apresentadas em entrevista coletiva online à imprensa, realizada em 03/02/2026, que foi conduzida pelo vice-presidente Fernando Azevedo e pelo diretor de Assuntos Minerários, Julio Nery.

O faturamento do setor somou R$ 298,8 bilhões em 2025, crescimento de 10,3% em relação a 2024. O minério de ferro respondeu por R$ 157,2 bilhões, equivalente a 52,6% do faturamento total, apesar de queda de 2,2% no valor faturado com essa substância. Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o faturamento do setor no ano, com participações de 39,9%, 34,5% e 4,5%, respectivamente, confirmando a concentração regional da atividade mineral no País.

Confira a seguir uma comparação mensal das exportações brasileiras de minério de ferro entre janeiro e novembro dos últimos 4 anos, segundo os dados da plataforma DataLiner, da empresa Datamar. Vale lembrar que a Vale é a principal dona e agenciadora dessas cargas.

Exportação de Minério de Ferro | Jan-Nov | 2022-2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Comércio exterior

No comércio exterior, o setor exportou cerca de 431 milhões de toneladas de produtos minerais, alta de 7,1% em volume, que resultou em receitas de aproximadamente US$ 46 bilhões, aumento de 6,2% em dólares frente a 2024. O minério de ferro respondeu por 62,8% do total exportado.

As importações minerais somaram US$ 8,5 bilhões em 2025, com leve aumento de 0,1% em valor e queda de 1,3% em toneladas, refletindo menor dependência externa em alguns insumos estratégicos.

O saldo da balança comercial mineral alcançou US$ 37,6 bilhões no ano, montante equivalente a 55% do saldo total da balança comercial brasileira, que fechou em US$ 68,3 bilhões. O resultado reforça o papel do setor mineral como um dos principais pilares do comércio exterior do País. Em 2024 essa participação no saldo da balança havia sido de 47%.

Arrecadação de tributos

A contribuição fiscal da mineração também avançou. A arrecadação total de tributos e encargos do setor cresceu cerca de 10% em 2025, alcançando R$ 103 bilhões. Desse total, a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) somou R$ 7,9 bilhões. Em 2024 o setor havia recolhido R$ 93,4 bilhões em tributos e encargos.

No mercado de trabalho, a indústria extrativa mineral registrou 229.312 empregos diretos em novembro de 2025, excluídos petróleo e gás. Entre janeiro e novembro, foram criadas 8.330 novas vagas formais no setor.

As perspectivas de médio prazo indicam expansão dos investimentos. A estimativa para projetos do setor mineral no período de 2026 a 2030 é de US$ 76,9 bilhões, valor 12,5% superior ao previsto no ciclo anterior.

Os minerais críticos e estratégicos concentram parte relevante desse movimento. A previsão de investimentos para essas substâncias alcança US$ 21,3 bilhões até 2030, crescimento de 15,2% em relação à projeção anterior, sinalizando o alinhamento do setor às demandas da transição energética e da reindustrialização global.

Anteriormente, o valor total de investimentos em mineração, no caso para o período 2025-2029, era de US$ 68,4 bilhões, ressalta o IBRAM.

Fonte: IBRAM

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Queda nas commodities abala os mercados globais https://datamarnews.com/pt/noticias/queda-nas-commodities-abala-os-mercados-globais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=queda-nas-commodities-abala-os-mercados-globais https://datamarnews.com/pt/noticias/queda-nas-commodities-abala-os-mercados-globais/#respond Mon, 02 Feb 2026 20:50:45 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67398 Os mercados de commodities recuaram na segunda-feira, liderados por fortes perdas em ouro, prata, petróleo e metais industriais, após uma onda de vendas desencadeada pela escolha do presidente Donald Trump de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, o que derrubou os metais preciosos pelo segundo pregão consecutivo.

O ouro e a prata haviam subido 30% e 71%, respectivamente, atingindo máximas históricas em janeiro, antes de começarem a cair.

As perdas se espalharam para os mercados acionários, já que investidores venderam outros ativos para cobrir prejuízos com metais preciosos. As ações globais caíram pelo terceiro dia seguido, lideradas por fortes quedas na Ásia e na Europa, onde empresas de recursos básicos foram particularmente afetadas.

O índice All-World da MSCI recuava 0,5% no dia, acumulando queda de 1,5% desde o recorde de 27 de janeiro. O nervosismo dos investidores também apareceu na alta renovada do índice de volatilidade VIX, que se aproximou do nível 20, visto por muitos como sinal de maior tensão nos mercados.

O ouro caiu 5%, atingindo o menor nível em mais de duas semanas, enquanto a prata recuou mais de 7%.

O petróleo caiu quase 5%, afastando-se das máximas de vários meses, e o cobre na London Metal Exchange recuou 3%.

Na sexta-feira, Trump indicou Warsh, ex-governador do Fed, para suceder Jerome Powell no comando do banco central em maio. A escolha provocou vendas generalizadas nos mercados financeiros.

Wall Street abriu em baixa na segunda-feira. Às 14h30 GMT, o Dow Jones caía 0,14%, o S&P 500 perdia 0,22% e o Nasdaq recuava 0,4%.

A escolha de Warsh desfez a expectativa de que o sucessor de Powell defenderia um forte afrouxamento monetário e fortaleceu o dólar. Quando o dólar sobe, as commodities ficam mais caras para compradores que usam outras moedas, reduzindo a demanda.

Embora atualmente defenda juros mais baixos, Warsh tinha reputação de ser rígido no combate à inflação em sua passagem anterior pelo Fed.

“A decisão dos mercados de vender metais preciosos junto com as ações dos EUA sugere que os investidores veem Warsh como mais duro na política monetária”, disse Vivek Dhar, estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia.

Um Fed mais rígido sinaliza juros elevados por mais tempo, sustentando o dólar e aumentando o custo de oportunidade de manter ouro e prata, o que reduz sua atratividade.

“Um dólar mais forte também está pressionando metais preciosos e outras commodities, incluindo petróleo e metais básicos”, acrescentou Dhar, que ainda mantém previsão de o ouro atingir US$ 6.000 no quarto trimestre.

Venda de metais preciosos acelera com alta de margens

A queda começou na sexta-feira, com o maior recuo diário do ouro à vista desde 1983, superior a 9%, enquanto a prata despencou 27%, sua maior queda diária já registrada.

As vendas se intensificaram após o CME Group elevar as exigências de margem para contratos futuros de metais, com efeito a partir do fechamento de segunda-feira.

O aumento das margens geralmente é negativo para esses contratos, pois exige mais capital, reduz a participação especulativa, diminui a liquidez e força traders a encerrar posições.

“A dimensão do movimento de saída do ouro hoje é algo que não via desde os dias sombrios da crise financeira global de 2008”, afirmou Tony Sycamore, analista da IG.

Enquanto isso, os preços de energia também ficaram sob pressão com sinais de diminuição das tensões entre EUA e Irã, após comentários de Trump no fim de semana de que o Irã estava “negociando seriamente” com Washington, reduzindo temores de conflito com um membro da OPEP.

Relatos de que as forças navais da Guarda Revolucionária iraniana não planejavam exercícios com munição real no Estreito de Hormuz também indicaram desescalada.

Os mercados de cobre e minério de ferro enfrentaram dificuldades devido a estoques elevados e demanda fraca antes do feriado do Ano Novo Lunar na China, maior compradora mundial de metais industriais.

A demanda final e as transações devem permanecer lentas antes do feriado, que começa em 15 de fevereiro, segundo analistas.

Entre outras commodities, a borracha em Tóquio caiu quase 3%, enquanto trigo e soja em Chicago recuaram cerca de 1%.

“A principal questão é se isso marca o início de uma queda estrutural nos preços das commodities ou apenas uma correção”, disse Dhar.

“Vemos isso como uma correção e uma oportunidade de compra, e não como uma mudança fundamental.”

Fonte: Reuters

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Mineração argentina atinge recorde histórico com exportações de US$ 6 bilhões em 2025 https://datamarnews.com/pt/noticias/mineracao-argentina-atinge-recorde-historico-com-exportacoes-de-us-6-bilhoes-em-2025/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mineracao-argentina-atinge-recorde-historico-com-exportacoes-de-us-6-bilhoes-em-2025 https://datamarnews.com/pt/noticias/mineracao-argentina-atinge-recorde-historico-com-exportacoes-de-us-6-bilhoes-em-2025/#respond Thu, 29 Jan 2026 20:04:27 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67336 O setor mineral da Argentina encerrou o ciclo de 2025 com o melhor desempenho de sua história. De acordo com dados oficiais do governo nacional, as exportações do setor totalizaram US$ 6,03 bilhões entre janeiro e dezembro, consolidando um crescimento de 29,2% em comparação ao ano anterior.

O resultado reflete a maturação de investimentos estruturantes e a entrada em operação de novas frentes extrativas, especialmente nos segmentos de metais preciosos e minerais críticos para a transição energética.

Os minerais metalíferos continuam sendo o principal motor da pauta exportadora do setor, respondendo por 82% do faturamento total, com US$ 4,94 bilhões. O ouro foi o grande protagonista do ano, atingindo a marca histórica de US$ 4,07 bilhões em embarques.

A Ascensão do Lítio: Expansão da Capacidade Produtiva

O segmento de lítio consolidou-se como o segundo pilar da mineração argentina, alcançando US$ 905 milhões em exportações (15% do total do setor). Este recorde é resultado direto da expansão da fronteira produtiva no país: entre 2024 e 2025, quatro novos projetos iniciaram suas operações, elevando para sete o número de minas de lítio em fase de produção ativa.

Os demais minerais industriais e rochas de aplicação somaram US$ 184 milhões, completando os 3% restantes da balança setorial.

Perspectivas Logísticas e o Efeito RIGI

A performance histórica é atribuída a uma combinação de preços internacionais favoráveis e à consolidação de operações de larga escala. No entanto, o mercado projeta um crescimento ainda mais acentuado para os próximos anos, impulsionado pelo RIGI (Regime de Incentivo aos Grandes Investimentos).

O regime de incentivos tem atraído novos aportes em infraestrutura e logística de escoamento, fundamentais para escoar a produção das províncias mineiras em direção aos portos. Com a entrada de novos capitais e a estabilização da produção de lítio, a expectativa é que a mineração amplie significativamente sua participação no superávit comercial argentino no curto e médio prazo.

Fonte: Governo da Argentina

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Vale supera guidance e tem maior produção de minério de ferro desde 2019 https://datamarnews.com/pt/noticias/vale-supera-guidance-e-tem-maior-producao-de-minerio-de-ferro-desde-2019/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=vale-supera-guidance-e-tem-maior-producao-de-minerio-de-ferro-desde-2019 https://datamarnews.com/pt/noticias/vale-supera-guidance-e-tem-maior-producao-de-minerio-de-ferro-desde-2019/#respond Wed, 28 Jan 2026 20:41:31 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67326 A Vale, uma das maiores fornecedoras de minério de ferro do mundo, produziu mais do insumo para a fabricação de aço no ano passado do que em qualquer outro momento desde que o desastre em uma barragem de rejeitos de Brumadinho em 2019 levou a restrições à produção em unidades-chave.

A empresa entregou 336,1 milhões de toneladas métricas de minério de ferro em 2025, informou em documento regulatório divulgado na noite de terça-feira (27). A produção recorde da Vale havia ocorrido em 2018, antes do desastre.

A empresa superou os guidances de produção estabelecidos no início do ano passado para minério de ferro, cobre e níquel.

As ações da mineradora (VALE3) subiam mais de 2% no começo da tarde de quarta-feira (28) na B3.

A Vale produziu 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro no quarto trimestre. Isso se compara à estimativa média de 89,1 milhões de toneladas de analistas consultados pela Bloomberg.

A produção caiu em relação ao trimestre passado, mas superou o mesmo período do ano anterior, auxiliada pelo aumento da produção em algumas minas no Sudeste.

Confira a seguir uma comparação mensal das exportações brasileiras de minério de ferro entre janeiro e novembro dos últimos 4 anos, segundo os dados da plataforma DataLiner, da empresa Datamar. Vale lembrar que a Vale é a principal dona e agenciadora dessas cargas.

Exportação de Minério de Ferro | Jan-Nov | 2022-2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

A Vale obtém a maior parte de seus lucros com o negócio de minério de ferro, sendo a China seu maior cliente. A Rio Tinto é sua principal concorrente entre os produtores desse insumo básico para a siderurgia.

Na semana passada, a Rio Tinto relatou produção anual de 327,3 milhões em 2025, em base 100%.

Os números gerais da Vale incluem compras de terceiros, minério bruto — minério extraído que está pronto para processamento — e matéria-prima para usinas de pelotização.

Os números são divulgados enquanto a Vale investiga transbordamentos de água em duas de suas minas em Minas Gerais, em meio à estação chuvosa no país. A Vale disse que a produção de minério de ferro não será afetada.

O guidance de produção anual da Vale para 2026, de 335 milhões a 345 milhões de toneladas, permaneceu inalterado.

Em dezembro, a Vale cortou a previsão anual em meio a preocupações com o excesso de oferta e a desaceleração da demanda da China, o maior consumidor mundial de minério de ferro, durante uma prolongada crise imobiliária no país asiático.

Metais básicos

A produção de cobre da Vale subiu 6,2% no quarto trimestre, atingindo um total de 382.400 toneladas em 2025 — o nível anual mais alto desde 2018.

A empresa tem afirmado estar focada em acelerar o desenvolvimento de seus ativos no Brasil e no Canadá, em vez de participar da recente onda de fusões no mercado de cobre.

A Vale deve divulgar o balanço do quarto trimestre em 12 de fevereiro.

Fonte: Bloomberg Linea

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UE deve anunciar investimentos em 5 mineradoras com operação no Brasil em março https://datamarnews.com/pt/noticias/ue-deve-anunciar-investimentos-em-5-mineradoras-com-operacao-no-brasil-em-marco/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ue-deve-anunciar-investimentos-em-5-mineradoras-com-operacao-no-brasil-em-marco https://datamarnews.com/pt/noticias/ue-deve-anunciar-investimentos-em-5-mineradoras-com-operacao-no-brasil-em-marco/#respond Fri, 23 Jan 2026 20:21:09 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67238 O governo brasileiro espera que no final de março investidores ligados à União Europeia anunciem aportes em cinco mineradoras com operação no Brasil. O anúncio já fará parte do interesse da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em assinar um acordo com o país para garantir o fornecimento de minerais críticos para a Europa.

Segundo Ana Paula Repezza, diretora de negócios da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o interesse inicial dos europeus é por mineradoras de terras raras, níquel, lítio e manganês, todos essenciais para a fabricação de carros elétricos –principal ferramenta da UE para descarbonizar o setor de transportes.

O anúncio, segundo ela, é esperado para acontecer no dia 24 de março, durante um fórum na Apex sobre investimentos envolvendo o Brasil e o bloco europeu. Ela não quis nomear quais empresas receberão os aportes.

Conforme a Folha apurou, uma dessas empresas é a Viridis, que tem capital aberto na Bolsa de Sydney, mas tem um fundo brasileiro como principal acionista. A mineradora tem planos de extrair elementos de terras raras no sul de Minas Gerais a partir de 2028, e já mantém conversas frequentes com investidores europeus —o banco de exportação do governo francês, por exemplo, é responsável por metade da dívida contraída pela mineradora para avançar seu projeto.

Os investimentos também podem ser alocados na Brazilian Nickel, com planos de operar no Piauí, e na AMG Lithium, que já extrai lítio em Minas Gerais –ambas participaram de eventos organizados pela Apex recentemente com os europeus. Essa última, aliás, já tem uma planta de processamento de lítio na Alemanha e, em dezembro, recebeu 36 milhões de euros vindos de um fundo do governo alemão para ampliar suas operações no país europeu.

Repezza diz que que, em todos os casos, há interesse da União Europeia de que o beneficiamento e o refino desses minerais seja feito no Brasil, como defende o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não haverá, no entanto, entraves legais que exigem que isso aconteça; segundo ela, as exigências vêm do próprio mercado.

“Faz sentido para a UE apoiar e investir no beneficiamento de minerais críticos no Brasil, porque todo o processo de extração e processamento mineral consome muita energia, e o Brasil tem a matriz elétrica mais limpa do mundo e, consequentemente, a menor pegada de carbono”, afirma Repezza.

As negociações entre Brasil e União Europeia sobre o tema seguem rumos diferentes da estratégia do governo dos Estados Unidos sobre minerais críticos. Quando lidam com governos estrangeiros, autoridades americanas costumam negociar, em contratos, termos que garantem o fornecimento e o acesso prioritários de minerais críticos para os EUA. Como a Folha mostrou, os americanos também optam, em alguns casos, por entrar em contato diretamente com as mineradoras.

Já no caso europeu, a participação governamental passa apenas pela coordenação dos trabalhos. De acordo com Repezza, o papel do governo brasileiro nessas discussões foi direcionar o investimento a projetos considerados estratégicos para o país. “Estamos levando em conta não só o estágio do projeto, mas a questão do desenvolvimento regional”, afirma.

O objetivo, no caso, é evitar que as negociações sejam feitas sem qualquer crivo do governo brasileiro. “Estamos fazendo um processo de aceleração de investimento com a UE, tendo em vista o respeito das políticas públicas para o adensamento da cadeia e industrialização do Brasil”, diz Repezza.

Participam também das discussões os ministérios de Minas e Energia; da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

O processo também deve ser facilitado pelo acordo comercial entre o bloco europeu e o Mercosul, que reduzirá as tarifas de importação de alguns desses minerais críticos, seja na forma bruta ou processada —o tratado foi assinado no sábado (17), mas o Parlamento Europeu aprovou sua revisão jurídica na quarta (21).

Von der Leyen aproveitou seu discurso de celebração do acordo comercial na sexta (16) para ressaltar o interesse da UE pelos minerais do Brasil. “Europa e Brasil estão caminhando para um acordo político muito importante em minerais críticos, que vai definir os termos de nossa cooperação em investimentos conjuntos em lítio, níquel e terras raras. Isso é chave para nossas transições energética e digital”, afirmou.

A estratégia europeia passa pela iniciativa ReSourceEU, que visa reduzir a dependência europeia por minerais críticos em até 50% até 2029. Para isso, os europeus estão dispostos a desembolsar 3 bilhões de euros até o final deste ano. Em documentos de apresentação do plano, um acordo com o Brasil é geralmente tratado como uma das principais ferramentas para atingir o objetivo.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Chile fecha 2025 com exportações recordes acima de US$ 107 bilhões https://datamarnews.com/pt/noticias/chile-fecha-2025-com-exportacoes-recordes-acima-de-us-107-bilhoes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=chile-fecha-2025-com-exportacoes-recordes-acima-de-us-107-bilhoes https://datamarnews.com/pt/noticias/chile-fecha-2025-com-exportacoes-recordes-acima-de-us-107-bilhoes/#respond Tue, 20 Jan 2026 20:54:28 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67167 Em 2025, o comércio exterior do Chile totalizou US$ 199.667 milhões, registrando um aumento de 8,9% em relação ao ano de 2024 (+US$ 16.240 milhões), crescimento impulsionado tanto pelo dinamismo das exportações quanto das importações, de acordo com o Relatório de Comércio Exterior do Chile, da Direção de Estudos da Subsecretaria de Relações Económicas Internacionais (SUBREI), elaborado com dados do Banco Central e do Serviço Nacional de Alfândegas.

Em 2025, as exportações do país subiram para US$ 107.004 milhões, registrando um aumento de 7,9% em relação a 2024 (+US$ 7.839 milhões) e marcando, ao mesmo tempo, o maior valor exportado pelo país desde que existem registros, apresentando valores recordes tanto para as exportações tradicionais quanto para as não tradicionais.

Cabe destacar que, somente em dezembro de 2025, as exportações do país totalizaram US$ 11,285 bilhões, o maior nível de vendas ao exterior para um único mês desde que existem registros.

A mineração obteve retornos de US$ 63.253 milhões, registrando um aumento de 12,6% em comparação com o ano de 2024, alcançando seu próprio recorde de vendas para o exterior. O dinamismo exibido pelos embarques mineiros foi sustentado em grande parte pelo aumento dos concentrados de cobre, com retornos de US$ 36,278 milhões, valor que reflete um aumento de 19,3%. Seguem-se em importância o crescimento das vendas externas de ouro, concentrado de molibdénio e carbonato de lítio. No total, a mineração encerra o ano respondendo sozinha por 59,1% das exportações nacionais de bens.

O setor frutícola registou exportações recorde de US$ 8,630 milhões, marcando um aumento de 1,3% em relação a 2024. As cerejas frescas atingiram US$ 3,380 milhões, posicionando-se como a principal fruta de exportação do país, representando 39% das exportações do setor. Além disso, o dinamismo do setor foi liderado por avelãs, nozes, abacates, limões, kiwis, mirtilos, maçãs, amêndoas, nectarinas, clementinas, castanhas, zarzaparrillas, romãs, tangerinas e cranberries.

As vendas externas da indústria alimentícia mantêm seu impulso ascendente, atingindo US$ 13,610 milhões em 2025, o que significou um crescimento de 6,1%, exibindo seu nível anual máximo. Isso se deve às exportações de 600 tipos diferentes de alimentos que o Chile exportou em 2025, entre os quais se destacam: salmónidos, cavala congelada, filés de choco congelados, mirtilos congelados, leite em pó, ameixas desidratadas, suco de maçã, passas, leite condensado e queijo gouda.

Os alimentos orgânicos registraram retornos históricos de US$ 397 milhões, apresentando um aumento de 19,6% em relação a 2024. O crescimento do setor é explicado pelo dinamismo nas vendas externas de frutas vermelhas, mel, rosa mosqueta e vinhos engarrafados das variedades Chardonnay e rosados, entre outros.

A indústria florestal encerra o ano com embarques no valor de US$ 5,873 milhões, registrando uma queda de 8,8% em relação ao ano de 2024, devido à redução nos embarques de celulose e aparas de madeira. No entanto, o setor registou um forte crescimento nas exportações de papel para bobinas, blanks, camas, sacos de papel, painéis laminados colados (edge glue panels), cartão ondulado, portas, caixas de cartão, toalhas de papel e embalagens, entre outros produtos da indústria.

Por último, os produtos metálicos, máquinas e equipamentos de transporte somaram embarques para o mundo no valor de US$ 2,606 milhões, registrando um aumento de 14,5%, devido ao aumento das remessas de bolas para moinhos, condutores elétricos, máquinas para a indústria mineira, caixas de câmbio, fogões e congeladores verticais.

Enquanto isso, as exportações de vinhos engarrafados totalizaram US$ 1,298 bilhão, registrando uma queda de 3,7% em relação a 2024.

Exportações de bens tradicionais e não tradicionais

No final do ano de 2025, as exportações de bens tradicionais representaram 56% do total exportado. Por sua vez, as remessas não tradicionais foram equivalentes a 44%.

As exportações não tradicionais do país encerraram o ano com remessas recordes, somando receitas de US$ 47,044 milhões, registrando um aumento de 7,1% (+US$ 3,123 milhões) em relação a 2024. Mais detalhadamente, o aumento nas remessas não tradicionais foi liderado por avelãs, filés de salmão congelados, iodo, abacates, nozes, cavala, lulas, mirtilos congelados, entre outros.

Fonte: Marca Chile 

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Uruguai movimenta 6,65 milhões de toneladas de minério de ferro da LHG em 2025 https://datamarnews.com/pt/noticias/uruguai-movimenta-665-milhoes-de-toneladas-de-minerio-de-ferro-da-lhg-em-2025/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=uruguai-movimenta-665-milhoes-de-toneladas-de-minerio-de-ferro-da-lhg-em-2025 https://datamarnews.com/pt/noticias/uruguai-movimenta-665-milhoes-de-toneladas-de-minerio-de-ferro-da-lhg-em-2025/#respond Wed, 14 Jan 2026 20:05:39 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67023 O Uruguai movimentou um total de 6,654 milhões de toneladas de minério de ferro da LHG Mining em 2025, com embarques realizados pelo terminal da Navios South American Logistics, em Nueva Palmira, e pela área de transbordo de Punta del Arenal, ao longo do rio Uruguai.

A carga teve origem na região de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, uma das principais áreas produtoras de minério de ferro do Brasil, próxima à fronteira com a Bolívia. Do volume total, 3,98 milhões de toneladas foram embarcadas diretamente para o exterior a partir do terminal da Navios, em Nueva Palmira, enquanto as 2,674 milhões de toneladas restantes passaram por transbordo em Punta del Arenal.

Em Punta del Arenal, o minério de ferro foi transferido de barcaças fluviais para navios de longo curso nas estações de transbordo “La Isabel” e “Potiguar”. A área está localizada no quilômetro 27 do rio Uruguai e é operada pela mineradora brasileira LHG Mining. A operação permite o carregamento de grandes navios exportadores fora de terminais portuários tradicionais, uma solução logística comum ao longo do sistema hidroviário Paraná–Paraguai–Uruguai.

Quase 80% da carga teve como destino a Ásia, principalmente a China, enquanto o restante seguiu para a Europa, segundo fontes citadas pela Altamar News.

Para o ano corrente, a projeção é de que os volumes alcancem 8,6 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 33% em relação a 2025. Desse total, 4,0 milhões de toneladas devem passar pelo terminal da Navios, em Nueva Palmira, e outras 4,6 milhões de toneladas devem ser movimentadas em Punta del Arenal.

Fonte: Altamarnews

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