Peixe Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/peixe/ East Coast South America Maritime and Logistics News and Analysis Mon, 06 Apr 2026 20:40:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://datamarnews.com/wp-content/uploads/2021/04/cropped-DTNews_favcom-32x32.png Peixe Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/peixe/ 32 32 Setor pesqueiro brasileiro adia grandes investimentos em meio à guerra e à incerteza econômica https://datamarnews.com/pt/noticias/setor-pesqueiro-brasileiro-adia-grandes-investimentos-em-meio-a-guerra-e-a-incerteza-economica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=setor-pesqueiro-brasileiro-adia-grandes-investimentos-em-meio-a-guerra-e-a-incerteza-economica https://datamarnews.com/pt/noticias/setor-pesqueiro-brasileiro-adia-grandes-investimentos-em-meio-a-guerra-e-a-incerteza-economica/#respond Mon, 06 Apr 2026 20:40:41 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68989 O setor pesqueiro brasileiro deve adiar ao menos R$ 500 milhões em investimentos planejados para 2026 diante da guerra no Oriente Médio, da alta dos custos de produção e logística e do avanço da incerteza econômica. A avaliação é de Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), em entrevista ao Valor.

Após a retomada das exportações regulares para os Estados Unidos, com a revogação da alta tarifária, empresas do setor pesqueiro brasileiro se preparavam para acelerar expansões industriais, construir novas plantas e hatcheries e ampliar sua infraestrutura tecnológica. Esses planos, no entanto, foram colocados em compasso de espera.

“Em janeiro e fevereiro, todos os empresários estavam dispostos a recorrer a qualquer tipo de reserva, fazer qualquer tipo de sacrifício, formular e realizar novos investimentos. Hoje, todos estão em compasso de espera porque não sabem o que vai acontecer”, disse Lobo. Segundo ele, a carteira de investimentos represados soma cerca de R$ 500 milhões.

Além do conflito no Oriente Médio, o cenário eleitoral e os sinais moderados de recessão econômica reforçam a cautela no setor pesqueiro brasileiro. A guerra já afetou diretamente mercados relevantes no mundo árabe, onde o turismo tem papel importante no consumo de pescado brasileiro.

“A guerra já afetou diretamente um mercado importante, que é o mercado árabe, onde o setor de turismo é o principal consumidor de pescado brasileiro, e ele colapsou. Praticamente não existe neste momento”, afirmou Lobo.

Confira a seguir a performance das exportações de peixes congelados do setor pesqueiro do Brasil entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2026. Os dados estão disponíveis na plataforma DataLiner da Datamar:

Exportação de Peixes | Jan 2023 – Fev 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

No campo logístico, o setor pesqueiro brasileiro já projeta aumento de até 40% nos custos de frete em razão da alta do diesel. As exportações por via aérea também ficaram mais caras com o avanço do combustível de aviação, pressionando ainda mais as margens de uma cadeia já sensível a custos.

O diesel usado pelas embarcações responde por cerca de 40% do custo do pescado adquirido pelas indústrias. O impacto é especialmente relevante em uma atividade que depende de uma frota artesanal numerosa, estimada em cerca de 20 mil embarcações de pequeno porte no Brasil.

Para Lobo, a duração do conflito será determinante para medir os efeitos sobre os preços ao consumidor. Segundo ele, os brasileiros podem começar a sentir repasses a partir de maio. Até agora, o consumo de peixe durante os 45 dias da Quaresma e na Semana Santa foi preservado de aumentos porque o abastecimento havia sido planejado antes do agravamento do cenário externo.

“Isso vai impactar o custo de aquisição e tornar nosso produto mais caro. Podemos perder competitividade no mercado internacional de produtos extrativos e, no mercado interno, o pescado pode chegar mais caro à mesa do consumidor a partir de maio. Isso é muito ruim, porque inibe diretamente o consumo”, disse.

De acordo com Lobo, a formação antecipada de estoques garantiu estabilidade de preços até o fim de abril. “Nos antecipamos para evitar impactos nos preços durante a Semana Santa. Vamos ver os reflexos na reposição dos estoques”, afirmou.

Ao mesmo tempo, o setor pesqueiro brasileiro ainda enfrenta o desafio estrutural de ampliar o consumo doméstico. Lobo observou que, em um ambiente de renda pressionada, o pescado perde espaço para proteínas mais baratas.

“A recessão é sentida de forma moderada na economia brasileira. Como é uma proteína especial, que não é a mais barata do mercado, alguns segmentos da população gostariam de consumir mais peixe, mas acabam consumindo menos, não por escolha, mas pelo custo”, disse.

Por outro lado, alguns itens importados, como salmão, pescada e bacalhau, estão mais baratos do que na Quaresma do ano passado, favorecidos pela queda do dólar.

No mercado externo, o setor pesqueiro brasileiro precisou redirecionar sua estratégia comercial depois de perder espaço nos Estados Unidos em 2025. Sem acesso ao seu principal destino, a indústria buscou novos compradores e ampliou sua presença na Ásia. A China respondeu por 67% dos embarques brasileiros no ano passado, enquanto Taiwan, Hong Kong e Singapura também avançaram.

A Austrália surgiu como novo mercado, e alguns países africanos mantiveram compras regulares. Já destinos importantes do Oriente Médio, como Dubai, Abu Dhabi e Catar, ficaram comprometidos pela guerra.

“Esses mercados absorveram parte da produção que ia para os Estados Unidos, a preços mais baixos, mas é o início de um novo mercado consumidor”, afirmou Lobo.

Segundo a Abipesca, o Brasil deixou de exportar cerca de US$ 100 milhões em produtos de pescado para os Estados Unidos por causa da alta tarifária do ano passado. Agora, com tarifa de 10%, no mesmo patamar dos concorrentes, a expectativa do setor pesqueiro brasileiro é ampliar as vendas e alcançar US$ 550 milhões em exportações para o mercado americano.

Lobo também citou como sinal positivo a ida do ex-ministro da Pesca, André de Paula, para o Ministério da Agricultura. Na avaliação dele, a mudança ampliou o peso político do setor pesqueiro brasileiro dentro do governo federal.

A principal aposta do setor, porém, segue sendo a auditoria da União Europeia no Brasil, aguardada há sete anos. Caso avance, ela poderá reabrir um mercado estratégico para o pescado brasileiro. Segundo Lobo, há uma possibilidade real de retomada das relações comerciais e das exportações para o bloco.

Fonte: Valor International

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América Latina ganha espaço como alternativa estratégica para exportações de tilápia brasileira https://datamarnews.com/pt/noticias/america-latina-ganha-espaco-como-alternativa-estrategica-para-exportacoes-de-tilapia-brasileira/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=america-latina-ganha-espaco-como-alternativa-estrategica-para-exportacoes-de-tilapia-brasileira https://datamarnews.com/pt/noticias/america-latina-ganha-espaco-como-alternativa-estrategica-para-exportacoes-de-tilapia-brasileira/#respond Thu, 26 Mar 2026 21:20:55 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68755 Diante de um cenário internacional mais desafiador, a piscicultura brasileira começa a redesenhar sua estratégia de exportação. Altamente dependente dos Estados Unidos, destino de cerca de 92% das exportações de tilápia brasileira, o setor agora busca diversificar mercados e reduzir riscos, com foco crescente na América Latina.

A mudança ocorre em meio a novas barreiras comerciais e ao aumento da concorrência global. Ainda assim, especialistas avaliam que o momento é de oportunidade. Segundo lideranças do setor, a tilapicultura nacional entra em uma fase promissora, marcada por expansão e necessidade de adaptação.

Apesar da forte concentração no mercado norte-americano, os números recentes indicam resiliência. As exportações de tilápia brasileira cresceram cerca de 2% no último ano, mesmo após a implementação de tarifas a partir de agosto. O desempenho reforça a competitividade do produto brasileiro, embora acenda um alerta sobre a dependência de um único destino.

De acordo com dados de movimentação de contêineres obtidos pelo time de inteligência de mercado da Datamar, o Brasil exportou 8 TEUs de tilápias em janeiro de 2026 – incluindo peças inteiras ou filés congelados, frescos, ou refrigerados – enquanto as importações totalizaram 112 TEUs.

Confira a seguir o detalhamento completo do volume das importações brasileiras de tilápias (peças inteiras ou cortes) desde janeiro de 2023:

Importações de Tilápias | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Nesse contexto, países latino-americanos passam a ocupar posição estratégica. O México surge como um dos principais alvos: o país importa aproximadamente 92 mil toneladas de tilápia por ano, mais da metade do volume adquirido pelos Estados Unidos. Ainda assim, a participação brasileira nesse mercado segue limitada, indicando espaço para expansão.

Outros países da região, como Colômbia e Peru, também aparecem como oportunidades relevantes. Além da demanda expressiva, a proximidade geográfica pode favorecer o Brasil em termos logísticos, especialmente frente a concorrentes asiáticos.

Desafio industrial limita avanço

Embora a produção nacional seja considerada robusta, o principal gargalo para ampliar presença internacional está no perfil do produto exportado. Atualmente, o Brasil comercializa majoritariamente filé fresco um item de maior valor agregado, porém com menor escala.

No mercado global, o cenário é diferente. O consumo é dominado por produtos congelados, mais acessíveis e ofertados em grande volume por países como China e Vietnã. Essa diferença tem limitado a competitividade brasileira em mercados de maior escala.

A expectativa do setor é que ajustes regulatórios e maior eficiência industrial permitam ampliar a produção de filé congelado, reposicionando o país no comércio internacional. Especialistas avaliam que mudanças nesse campo podem gerar resultados mais rápidos do que avanços na produção, que demandam mais tempo e investimento.

Além disso, entraves comerciais seguem no radar. O mercado europeu permanece fechado para o pescado brasileiro desde 2017, e sua reabertura depende de negociações diplomáticas e adequações sanitárias fatores que vão além do controle direto dos produtores.

Coordenação e inteligência de mercado ganham força

Com um ambiente mais competitivo, cresce a importância da articulação entre indústria, associações e centros de pesquisa. A troca de informações e a identificação de tendências têm sido fundamentais para orientar empresas na busca por novos mercados.

A estratégia inclui não apenas a expansão internacional, mas também o fortalecimento do mercado interno. Nesse sentido, espécies nativas, como o tambaqui, surgem como alternativas promissoras para diversificação da produção.

A perspectiva para os próximos anos é de transformação. A ampliação de mercados dentro e fora do país deve marcar a próxima fase da tilapicultura brasileira, com maior inserção internacional e pressão crescente por competitividade.

Fonte: Peixe BR, adaptado pela Feed & Food.

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Abipesca: exportação de pescados do Brasil deve somar US$ 600 mi após alívio tarifário dos EUA https://datamarnews.com/pt/noticias/abipesca-exportacao-de-pescados-do-brasil-deve-somar-us-600-mi-apos-alivio-tarifario-dos-eua/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=abipesca-exportacao-de-pescados-do-brasil-deve-somar-us-600-mi-apos-alivio-tarifario-dos-eua https://datamarnews.com/pt/noticias/abipesca-exportacao-de-pescados-do-brasil-deve-somar-us-600-mi-apos-alivio-tarifario-dos-eua/#respond Tue, 24 Feb 2026 18:39:46 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67909 A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) projeta que as exportações brasileiras de pescados alcancem cerca de US$ 600 milhões no mercado global, após a Suprema Corte dos Estados Unidos suspender as tarifas sobre a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Mesmo diante da possibilidade de manutenção de uma taxação em torno de 15%, a avaliação é a de que o Brasil volta a reunir condições para competir no mercado norte-americano.

Dados disponibilizados pela Datamar, através da plataforma DataLiner, revelam que o Brasil exportou 1.495 TEUs de produtos da indústria pesqueira, incluindo carnes congeladas e preparados processados, para os EUA. Esse volume representa uma queda de 10,5% em relação a acumulado do ano de 2024.

Veja a seguir a comparação dos embarques mensais de carne de peixes e produtos da indústria pesqueira para os EUA entre janeiro de 2022 e dezembro de 2025.

Exportação de Peixes | Jan 2022 – Dez 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

A entidade espera que a normalização parcial das condições comerciais permita a retomada do crescimento já ao longo de 2026, com a recuperação estimada de mais de 5 mil postos de trabalho e recomposição da capacidade produtiva do setor. Entre os itens a serem exportadores, a tilápia – principal pescado embarcado para os EUA – está entre os destaques, segundo a Abipesca.

O presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, afirma que as tarifas de até 50% impostas pelo governo Donald Trump em 2025 provocaram forte impacto sobre a competitividade das exportações brasileiras, resultando na perda de contratos internacionais, redução da produção, retração da atividade na piscicultura e diminuição de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva.

Para a Abipesca, o novo ambiente comercial – a partir de sexta-feira (20) com a decisão da Suprema Corte dos EUA – inaugura um ciclo mais positivo para a indústria nacional, ainda que o momento exija prudência diante das incertezas do comércio internacional. “É um ano que começa de forma promissora para o setor, mas sempre com responsabilidade, cautela e perspectiva e objetivo de taxa zero”, acrescenta Lobo.

O presidente da entidade também ressaltou o esforço que o ministérios da Agricultura e da Pesca fizeram na abertura de novos mercados. “Sem esse esforço e a abertura de novos mercados, o prejuízo teria sido ainda maior”, afirma.

Fonte: Jornal do Comércio 

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Exportações da piscicultura nacional se mantêm estáveis, mesmo com tarifaço dos Estados Unidos https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-da-piscicultura-nacional-se-mantem-estaveis-mesmo-com-tarifaco-dos-estados-unidos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-da-piscicultura-nacional-se-mantem-estaveis-mesmo-com-tarifaco-dos-estados-unidos https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-da-piscicultura-nacional-se-mantem-estaveis-mesmo-com-tarifaco-dos-estados-unidos/#respond Wed, 28 Jan 2026 20:41:21 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=67303 O ano de 2025 teve pequenas alterações em relação ao anterior no que se refere às exportações brasileiras no setor de piscicultura. Ao mesmo tempo, houve leve aumento de 2% na movimentação financeira, que foi maior que U$ 60 milhões em 2025, e queda de 1% na quantidade exportada, que foi de quase 13,7 mil toneladas no ano passado. Portanto, o sentimento final foi de estabilidade. Tudo isso num cenário que, por conta do tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos, mostrava-se negativo.

No entanto, o impacto real foi menor que o esperado. Quem explica é Manoel Pedroza, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO): “o tarifaço começou a valer no mês de agosto e isso impactou as exportações do terceiro e do quarto trimestres de 2025, que caíram respectivamente 28% e 34% comparadas com 2024. Ainda assim, no acumulado de 2025 as exportações totais aumentaram 2% em valor devido ao bom desempenho verificado entre os meses de janeiro e julho”.

A principal categoria de produtos exportados, formada por filés frescos ou refrigerados, teve aumento de 12% em volume financeiro entre os dois anos, evoluindo de U$ 36,6 milhões em 2024 para U$ 41,1 milhões no ano passado. Já a categoria formada por peixes inteiros congelados, a segunda mais importante, caiu 27% em volume financeiro, indo de U$ 17,6 milhões em 2024 para U$ 12,9 em 2025. As demais quatro categorias apresentaram volumes menores. Mesmo assim, chama a atenção o crescimento de 245% no volume da categoria de filés congelados, que passou de U$ 3 milhões em 2025.

Abaixo, apresentamos uma comparação mensal ano a ano das exportações brasileiras de peixe congelado em contêineres (jan/2022 – nov/2025). Dados fornecidos pela plataforma DataLiner, da Datamar.

Exportação de Peixe Congelado | 2023 – 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Destaques

Manoel aponta a queda das exportações de tilápia brasileira para os Estados Unidos como o principal destaque do ano passado. “Isso levou as empresas a buscarem novos mercados, destacando-se o aumento dos embarques de tilápia para o Canadá (+108%) e a retomada das vendas de tilápia para o México”, explica. E continua dizendo que “o crescimento das exportações de filés congelados de tilápia (+421%) foi outro destaque, o que indica uma possível estratégia para acessar novos mercados voltados a esse produto”.

O pesquisador ainda destaca “as importações de filé de tilápia vindas do Vietnã, que atingiram US$ 1,5 milhão (374 toneladas), sendo a terceira espécie da piscicultura mais importada pelo Brasil, após o salmão e o pangasius”. Com relação ao destino das exportações, os Estados Unidos continuaram na liderança, com 87% do peixe que o Brasil comercializou em 2025. Foram mais de U$ 52,1 milhões. Valores bem acima dos comercializados com o Canadá, segundo principal destino: menos de U$ 2,4 milhões no ano passado.

Essas e outras informações estão disponíveis gratuitamente no Informativo de Comércio Exterior da Piscicultura, que pode ser acessado neste link. A edição 24, que acaba de ser publicada, refere-se a 2025. O informativo tem periodicidade trimestral e a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) é parceira na elaboração. O boletim é resultado do projeto BRS Aqua, coordenado pela Embrapa.

Para este ano, Manoel entende que “caso o tarifaço dos Estados Unidos se mantenha, é provável que haja uma redução nas exportações da piscicultura comparadas com 2025. Apesar dos exportadores já estarem buscando novos mercados, é muito difícil encontrar no curto prazo outros países importadores que absorvam o mesmo volume dos EUA”.

Segundo ele, “o mercado europeu seria uma alternativa, porém ainda não há uma perspectiva concreta de reabertura das exportações do Brasil. O recente acordo comercial assinado entre o Mercosul e a União Europeia prevê zerar os impostos sobre os pescados exportados para a Europa, o que trará mais competitividade aos produtos da piscicultura do Brasil quando as exportações forem retomadas”.

Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura

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Exportações brasileiras de tilápia registraram queda em 2025; ouça o comentário https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-brasileiras-de-tilapia-registraram-queda-em-2025-ouca-o-comentario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-brasileiras-de-tilapia-registraram-queda-em-2025-ouca-o-comentario https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-brasileiras-de-tilapia-registraram-queda-em-2025-ouca-o-comentario/#respond Mon, 12 Jan 2026 20:51:59 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=66990 As exportações brasileiras de tilápia e produtos secundários caíram em 2025, o que está atrelado sobretudo às taxações impostas pelos Estados Unidos, importante destino da tilápia nacional.

Os dados mostram que, de janeiro a dezembro, as exportações somaram 15,1 mil toneladas, volume 8,5% abaixo do embarcado em 2024. A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Source: Globo Rural

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Exportações de peixe tra do Vietnã devem se aproximar de US$ 2,2 bilhões em 2025, com o Brasil como protagonista do crescimento https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-peixe-tra-do-vietna-devem-se-aproximar-de-us-22-bilhoes-em-2025-com-o-brasil-como-protagonista-do-crescimento/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-de-peixe-tra-do-vietna-devem-se-aproximar-de-us-22-bilhoes-em-2025-com-o-brasil-como-protagonista-do-crescimento https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-peixe-tra-do-vietna-devem-se-aproximar-de-us-22-bilhoes-em-2025-com-o-brasil-como-protagonista-do-crescimento/#respond Tue, 30 Dec 2025 20:36:53 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=66728 As exportações vietnamitas de peixe tra (pangasius) devem se aproximar de US$ 2,2 bilhões em 2025, refletindo uma expansão consistente em vários mercados importantes. A avaliação foi apresentada por participantes de uma conferência que analisou o desempenho do setor neste ano e definiu prioridades para 2026, segundo a Agência de Notícias do Vietnã.

O Brasil destacou-se como o mercado de melhor desempenho para o setor de peixe tra do Vietnã em 2025, registrando crescimento anual de 35% e respondendo por cerca de 8% do valor total exportado pelo país. De acordo com To Thi Tuong Lan, secretária-geral adjunta da Associação Vietnamita de Exportadores e Produtores de Frutos do Mar (VASEP), o país sul-americano tornou-se um destino cada vez mais importante à medida que a demanda continua a crescer.

A China manteve-se como o maior mercado individual do setor, com participação de aproximadamente 27%. No entanto, o crescimento das exportações para a China ficou abaixo das expectativas, avançando cerca de 2,3% em relação ao ano anterior, observou Lan.

As exportações para os mercados abrangidos pelo Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP) também registraram crescimento robusto. O bloco de 11 países respondeu por 17% das exportações de peixe tra do Vietnã, avaliadas em cerca de US$ 340 milhões, o que representa um expressivo aumento anual de 37%.

Enquanto isso, os Estados Unidos representaram aproximadamente 15% do total exportado, embora os embarques para esse mercado tenham recuado 3,3%. A União Europeia respondeu por cerca de 8% das exportações, participação que se manteve praticamente inalterada nos últimos três anos, indicando demanda estável, porém moderada.

Do lado da oferta, a produção vietnamita de peixe tra em 2025 é estimada em cerca de 1,67 milhão de toneladas. Representantes do setor afirmaram que esforços contínuos para diversificar mercados, melhorar a qualidade dos produtos e fortalecer as cadeias de valor serão fundamentais para sustentar o crescimento das exportações no próximo ano.

Fonte: International Business Times

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MPA habilita novas embarcações de pesca para exportação https://datamarnews.com/pt/noticias/mpa-habilita-novas-embarcacoes-de-pesca-para-exportacao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mpa-habilita-novas-embarcacoes-de-pesca-para-exportacao https://datamarnews.com/pt/noticias/mpa-habilita-novas-embarcacoes-de-pesca-para-exportacao/#respond Fri, 26 Dec 2025 19:01:56 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=66668 O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) avançou na qualificação da frota pesqueira nacional apta à exportação. Neste fim de ano, três embarcações concluíram com êxito o processo de Certificação Oficial de Conformidade, passando a integrar a lista de barcos habilitados a fornecer pescado para mercados internacionais exigentes, como a União Europeia e o Reino Unido.

A certificação foi conduzida pelo Departamento da Indústria do Pescado (DIP/SNPI), em conformidade com a Portaria MPA nº 75, de 26 de maio de 2023, alterada pela Portaria MPA nº 340, de 26 de agosto de 2024. Os processos tiveram início no segundo semestre de 2025 e seguiram um rigoroso rito técnico, com apoio da Plataforma Nacional da Indústria do Pescado (PNIP).

Durante a etapa inicial, foram identificadas não conformidades, o que resultou na elaboração de planos de ação por parte das embarcações. As adequações realizadas foram posteriormente comprovadas por meio de evidências apresentadas pelos técnicos responsáveis. O uso do aplicativo da PNIP garantiu mais agilidade e confiabilidade às verificações iniciais in loco, realizadas pela equipe técnica do DIP/SNPI.

Após a correção das pendências, a área técnica do MPA analisou os processos, deferiu os pedidos e emitiu as certificações. Com a atualização, o número de embarcações primárias habilitadas para integrar a cadeia de exportação para a União Europeia e o Reino Unido passou de sete para dez.

Segundo o diretor do Departamento da Indústria do Pescado, José Luis Vargas, as novas certificações refletem o comprometimento do setor produtivo com os requisitos internacionais. “Em 2026, o Brasil passará por auditoria da União Europeia, e somente embarcações certificadas poderão fornecer pescado para esse mercado. As tratativas com o Reino Unido seguem em andamento, e esperamos avanços em breve”, afirmou.

Vargas destacou ainda que a meta do MPA para 2026 é ampliar o número de embarcações habilitadas. “O Ministério convoca o setor produtivo a iniciar suas agendas de certificação. É fundamental que as embarcações possuam o Certificado Oficial de Boas Práticas Higiênico-Sanitárias a Bordo, conforme estabelece a Portaria SAP-MAPA nº 310, de 2020”, concluiu.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Governo libera JBS a operar importação de tilápia do Vietnã https://datamarnews.com/pt/noticias/governo-libera-jbs-a-operar-importacao-de-tilapia-do-vietna/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=governo-libera-jbs-a-operar-importacao-de-tilapia-do-vietna https://datamarnews.com/pt/noticias/governo-libera-jbs-a-operar-importacao-de-tilapia-do-vietna/#respond Tue, 18 Nov 2025 23:47:21 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=65884 A chegada ao Brasil de 700 toneladas de tilápia já está em andamento. Enquanto o governo Lula incluiu a tilápia na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, o país autorizou a importação do peixe direto do Vietnã. A operação é da JBS.

Serão 32 contêineres no total, e o primeiro foi despachado em 6 de novembro, com desembarque previsto no Porto de Santos para 17 de dezembro.

A liberação das importações, formalizada pelo Ministério da Agricultura em abril no Despacho Decisório nº 379, retoma um fluxo suspenso desde 2024. O envio atual integra os compromissos firmados entre Lula e o primeiro-ministro Pham Minh Chinh durante a Cúpula Ampliada do Brics, que envolveram a entrada de tilápia, tra e basa vietnamitas no Brasil e a ampliação da compra de carne bovina brasileira pelo Vietnã.

Ao comentar a operação, o embaixador Bui Van Nghi destacou que o embarque reforça a cooperação econômica e consolida o país asiático como fornecedor de produtos agrícolas e aquícolas na América Latina.

A simultânea inclusão da tilápia na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, porém, gerou apreensão entre representantes da aquicultura local, que temem insegurança jurídica e obstáculos ao licenciamento. O Ministério do Meio Ambiente afirma que a classificação é técnica e não interfere na produção comercial.

A embaixada vietnamita informou ainda que seguirá apoiando empresas interessadas em ampliar o comércio bilateral e inserir novos produtos sul-americanos no mercado do Vietnã.

Fonte: Pleno News

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União Europeia fará auditoria para possível reabertura de pescados brasileiros https://datamarnews.com/pt/noticias/uniao-europeia-fara-auditoria-para-possivel-reabertura-de-pescados-brasileiros/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=uniao-europeia-fara-auditoria-para-possivel-reabertura-de-pescados-brasileiros https://datamarnews.com/pt/noticias/uniao-europeia-fara-auditoria-para-possivel-reabertura-de-pescados-brasileiros/#respond Thu, 06 Nov 2025 04:46:59 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=65611 O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta terça-feira (4/11) que a União Europeia fará uma auditoria no sistema sanitário brasileiro no primeiro semestre de 2026 para possível reabertura do mercado de pescados. As exportações para lá estão suspensas desde 2017.

“Tivemos a confirmação de auditoria por parte da União Europeia nas plantas frigoríficas de pescados brasileiros. Com isso, nos primeiros meses de 2026, nós temos a oportunidade de, imediatamente, ter o tão sonhado mercado dos pescados brasileiros para a Europa ser aberto”, disse Fávaro a jornalistas após o encerramento do segundo dia da Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas, em um hotel em Brasília.

A previsão da equipe técnica da Pasta é que a visita da UE ocorra entre maio e junho. Apesar de o ministro ter dito que a auditoria é em plantas frigoríficas, a missão é focada no sistema sanitário.

Os europeus também comunicaram o Brasil sobre a aceitação do sistema de pré-listing para exportação de ovos para a União Europeia. “Todas as agroindústrias produtoras de ovos do Brasil que cumprirem os protocolos sanitários terão a oportunidade de exportar ovos brasileiros para a Europa”, comemorou Fávaro. Há 11 dias, o bloco europeu já havia informado que aceitará o pré-listing para exportação de carnes de aves do Brasil.

Fávaro afirmou ainda que o Suriname abriu seu mercado para a exportação de carne suína do Brasil. “Na semana que vem vamos formalizar o protocolo e formalizar a abertura de mercado”, concluiu.

Fonte: Globo Rural

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Com tarifaço, cooperativa “está pagando para exportar tilápia” aos Estados Unidos https://datamarnews.com/pt/noticias/com-tarifaco-cooperativa-esta-pagando-para-exportar-tilapia-aos-estados-unidos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=com-tarifaco-cooperativa-esta-pagando-para-exportar-tilapia-aos-estados-unidos https://datamarnews.com/pt/noticias/com-tarifaco-cooperativa-esta-pagando-para-exportar-tilapia-aos-estados-unidos/#respond Mon, 13 Oct 2025 22:48:12 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=65013 Em meio aos efeitos do tarifaço de Donald Trump, a C.Vale, com sede no Paraná, “está pagando para exportar tilápia” para os Estados Unidos, afirma o gerente comercial de aves e peixes da cooperativa, Fernando Aguiar.

Em setembro, a C.Vale embarcou 378 toneladas, uma redução de 44% em relação às 670,4 toneladas do mesmo mês de 2024. A receita caiu 49%: de US$ 3,31 milhões para US$ 1,69 milhão.

“A cooperativa optou por manter a parceria com o importador americano acreditando em uma solução negociada para as tarifas”, diz Aguiar.

Desde janeiro, a C.Vale exportou 4.355 toneladas para os americanos, entre filés congelados e frescos. Em 2024, os embarques somaram 6,9 mil toneladas ante as 4 mil do ano anterior.

Apesar do tarifaço, a produção de 230 mil filés por dia nos dois frigoríficos, em Palotina e em Nova Prata do Sul, não foi reduzida. O volume que não foi absorvido pelo mercado externo ficou para o mercado interno. Além do Paraná, a tilápia da cooperativa é comercializada em 17 Estados.

No ano passado, a C.Vale se tornou a primeira cooperativa do Brasil a obter certificação ASC (Aquaculture Stewardship Council) para a produção de tilápia em tanques escavados, o que elevou suas credenciais para exportação. Estão na mira mercados do Canadá, Colômbia e Emirados Árabes Unidos.

Redução
De forma geral, indústrias de tilápias relatam uma queda de 20% a 80% nas exportações do peixe para os Estados Unidos em setembro, segundo mês de vigência do tarifaço.

Mesmo com a taxa de 50%, os Estados Unidos se mantêm como principal e quase único destino das exportações da tilápia brasileira, com mais de 90%. Dados de setembro do Sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), confirmam que a queda foi brutal.

Houve uma redução em volume de 56,87%, na comparação com o mesmo mês de 2024. Foram embarcadas 538,5 toneladas para o mercado premium americano ante as 1.248,6 toneladas de setembro de 2024. Na receita, a diminuição foi um pouco menor, 46,6%, fechando com US$ 3,075 milhões.

No trimestre de julho a setembro, a queda em volume foi de 29,17% e de 27,66% em receita. Por outro lado, considerando os embarques totais do ano, houve um aumento de 23,64%, totalizando 8.845,9 toneladas.

Isso porque as exportações para os EUA do principal item da piscicultura nacional cresceram no primeiro semestre e, diante da ameaça do tarifaço, houve uma aceleração de embarques em junho e julho. Em 2024, o Brasil exportou 10,8 mil toneladas e no ano anterior, 5,06 mil toneladas.

Nos últimos anos, as indústrias aumentaram seus embarques para os EUA de filés frescos, que seguem por via aérea, e também iniciaram exportações de filés congelados, embarcados em navios, favorecidas pela maior qualidade do produto brasileiro na comparação com outros países.

Indústrias
Juliano Kubitza, diretor da Fider, uma das maiores exportadoras de filé de tilápia para os americanos, disse que, após o tarifaço, os embarques da empresa caíram 80%. Houve um pequeno crescimento de exportações para outros países, mas na média, a empresa que tem fazenda e frigorífico em Rifaina, no interior paulista, está exportando metade do volume de antes.

No ano passado, exportou cerca de 50% da produção de 9.600 toneladas. Agora, o excedente tem sido canalizado para o mercado interno.

“O Brasil exportava apenas 4% de sua produção. É uma tonelagem importante, mas não é impossível de ser absorvida em mercados locais com maior estímulo ao consumo. O triste é ficarmos de fora de um mercado tão grande e importante quanto o americano.”

Segundo Kubitza, alguns clientes da Fider nos EUA passaram a comprar tilápia da Colômbia, pagando mais caro do que pagavam pelo peixe brasileiro antes do tarifaço. “Muito triste ver que um mercado que construímos com tanto esforço caiu no colo dos colombianos. E eles nem têm todo o peixe para suprir a demanda, o que gerou preços mais altos.”

Ramon Amaral, CEO da Brazilian Fish, de Santa Fé do Sul (SP), disse que a empresa continua exportando tilápia para os americanos, mas o volume já caiu 20%. A empresa exportava uma média de 70 toneladas de filé de tilápia fresco por mês, via aérea, para Miami, e eventualmente enviava também contêineres de filé congelado.

“Zeramos a margem e até trabalhamos em alguns embarques com margem negativa para manter a janela aberta, o cliente ativo. Como a gente é brasileiro, não desiste nunca, mas estamos rezando para que esse tarifaço caia logo. Enquanto isso, estamos prospectando mercados da China, Canadá e América do Sul, tentando encontrar uma saída.”

Quanto o tarifaço foi anunciado, a Brazilian Fish tinha acabado de investir R$ 100 milhões para aumentar a capacidade de seus dois frigoríficos em Santa Fé de 60 toneladas por dia para 100 toneladas, visando elevar a exportação de filés para os Estados Unidos, que representavam de 18% a 20% do faturamento.

Para amenizar o prejuízo, Ramon reduziu a produção e aproveitou o aumento da sua capacidade de estocagem de produtos prontos, com a intenção de manter os filés congelados por um ou dois anos enquanto a situação com os EUA não se define ou até conseguir abrir novos mercados.

A Fider, por sua vez, já tinha autorização da União para investir em uma nova fazenda na represa de Pedregulho visando dobrar a produção de tilápia, focando nas exportações, que representavam 50% do faturamento. O plano foi paralisado, por enquanto. Além de filés frescos para os EUA via aérea, a empresa embarca farinha, pele e escama para países asiáticos.

Alternativas
O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, diz que as exportadoras brasileiras de tilápia seguem buscando alternativas para manter os contratos com os clientes americanos, mesmo levando prejuízo, como relatou a Brazilian Fish e a CVale.

Segundo ele, o Brasil tem poucas oportunidades no mercado mundial de filé de tilápia, que é dominado pela China e pelo Vietnã, países que adotam procedimentos na indústria que são vetados no Brasil e, com isso, conseguem um preço mais competitivo para o seu peixe.

“O que nos resta é o mercado premium dos Estados Unidos e do Canadá, onde os consumidores estão dispostos a pagar mais por um produto de qualidade”.

Medeiros acrescenta que as empresas brasileiras seguem trabalhando junto aos parceiros nos Estados Unidos em busca de formas de contornar os efeitos do tarifaço.

“A posição do setor desde o primeiro momento foi para que o governo brasileiro fosse aos Estados Unidos negociar, o que acabou não acontecendo, mas acreditamos que esta negociação do governo americano com o Brasil deve em algum momento evoluir para a redução desta taxa e tornar nossa operação competitiva novamente”.

Fonte: Globo Rural

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