Petróleo e Gás Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/petroleoegas/ East Coast South America Maritime and Logistics News and Analysis Thu, 09 Apr 2026 21:05:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://datamarnews.com/wp-content/uploads/2021/04/cropped-DTNews_favcom-32x32.png Petróleo e Gás Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/petroleoegas/ 32 32 Brasil vai recorrer de decisão judicial que suspendeu imposto sobre exportação de petróleo, diz ministro https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-vai-recorrer-de-decisao-judicial-que-suspendeu-imposto-sobre-exportacao-de-petroleo-diz-ministro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasil-vai-recorrer-de-decisao-judicial-que-suspendeu-imposto-sobre-exportacao-de-petroleo-diz-ministro https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-vai-recorrer-de-decisao-judicial-que-suspendeu-imposto-sobre-exportacao-de-petroleo-diz-ministro/#respond Thu, 09 Apr 2026 21:05:33 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69124 O governo brasileiro vai recorrer da decisão judicial que suspendeu a cobrança do imposto sobre exportação de petróleo para algumas empresas, disse à Reuters em 9 de março o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

No início desta semana, uma decisão da Justiça apontou que a alíquota de 12%, instituída há cerca de um mês, quando os preços do petróleo dispararam em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, pode ser inconstitucional. Ainda não há, no entanto, uma decisão definitiva sobre o caso.

A decisão judicial isentou TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal, da Galp, Shell e Equinor da cobrança do imposto sobre as exportações de petróleo bruto. A Petrobras, estatal brasileira e maior exportadora de petróleo do país, não foi afetada pela medida.

“Naturalmente, vamos recorrer dessa decisão”, afirmou Silveira.

A alíquota de 12% foi adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte de um pacote destinado a amenizar o impacto, sobre o consumidor brasileiro, da forte alta dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier para a Reuters

]]>
https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-vai-recorrer-de-decisao-judicial-que-suspendeu-imposto-sobre-exportacao-de-petroleo-diz-ministro/feed/ 0
Exportações de petróleo saltam 70% enquanto superávit comercial do Brasil se amplia https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-petroleo-saltam-70-enquanto-superavit-comercial-do-brasil-se-amplia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-de-petroleo-saltam-70-enquanto-superavit-comercial-do-brasil-se-amplia https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-petroleo-saltam-70-enquanto-superavit-comercial-do-brasil-se-amplia/#respond Wed, 08 Apr 2026 20:34:41 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69064 O Brasil registrou superávit comercial em março, com as exportações crescendo 10%, embora as importações tenham avançado ao dobro desse ritmo. O aumento da receita de exportações foi impulsionado pelo petróleo, que respondeu por 68,5% da alta das vendas externas em relação ao mesmo mês de 2025.

Os volumes exportados da commodity aumentaram, o que, segundo analistas, reflete parcialmente o impacto da guerra no Oriente Médio, já que embarques previamente contratados foram antecipados.

Entre os principais destinos do Brasil, as exportações cresceram para China e União Europeia. Já para Argentina e Estados Unidos, dois mercados tradicionais para produtos manufaturados brasileiros, houve queda. No caso dos EUA, a retração também está ligada aos efeitos da política tarifária do presidente Donald Trump.

O Brasil encerrou março de 2026 com superávit comercial de US$ 6,4 bilhões, com exportações de US$ 31,6 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. No primeiro trimestre, o superávit alcançou US$ 14,2 bilhões, com exportações de US$ 82,3 bilhões e importações de US$ 68,2 bilhões, altas de 7,1% e 1,3%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025.

As exportações totais do Brasil no mês foram US$ 2,88 bilhões superiores às de março de 2025, um aumento de 10%. Já os embarques de petróleo cresceram em ritmo muito mais acelerado, com alta de 70,4%, impulsionada principalmente por um aumento de 75,9% no volume.

Os preços médios de exportação caíram 3,1%, embora os preços internacionais do petróleo tenham subido durante o mês após o início da guerra no Oriente Médio. A receita com exportações de petróleo somou US$ 4,77 bilhões em março, ante US$ 2,8 bilhões no mesmo mês de 2025, um aumento de US$ 1,97 bilhão.

Com esse desempenho, a participação do petróleo na receita de exportações do Brasil subiu para 15,1%, ante 9,7% um ano antes. Ainda assim, a soja permaneceu como o principal produto exportado pelo país no mês, com US$ 5,92 bilhões, alta de 4,3% frente a março de 2025, respondendo por 18,7% da receita total.

“O conflito no Oriente Médio deixou uma marca direta nos números de março, e isso aparece no lado das exportações”, afirmou Ariane Benedito, economista-chefe do banco digital PicPay. “O Brasil aproveitou uma janela de maior demanda de países importadores de petróleo, que buscavam diversificar fornecedores diante da instabilidade no Estreito de Ormuz, mas os contratos já assinados ainda não refletiam totalmente o prêmio de risco geopolítico.”

O efeito líquido do petróleo na balança comercial do mês foi positivo em US$ 1,85 bilhão, destacou Benedito. Sem esse impacto, o superávit de março teria sido de apenas US$ 4,55 bilhões. “Isso mostra o quanto o resultado de março foi não recorrente e dependente de um fator externo específico: o redirecionamento de cargas de petróleo em uma janela de curto prazo moldada pela geopolítica.”

Demanda chinesa

Dados do governo mostram que a China respondeu por US$ 1,6 bilhão dos US$ 1,9 bilhão de aumento nas exportações brasileiras de petróleo bruto em março. Os embarques para o país somaram US$ 3,1 bilhões no mês, ou 64,6% de todas as exportações brasileiras de petróleo, um salto de 111,2%. Os Estados Unidos foram o segundo maior mercado, com participação de 6,8%.

Considerando os destinos de exportação de forma mais ampla, André Valério, economista-chefe do Inter, destacou o aumento do valor das exportações para China e União Europeia, com altas de 17,8% e 7,3%, respectivamente.

As exportações para os Estados Unidos e Argentina, no entanto, caíram 9,1% e 5,9%, respectivamente, em relação a março de 2025. Mesmo antes da guerra, segundo ele, já se esperava que o fluxo comercial com os EUA não se recuperaria imediatamente, mesmo após a reversão das chamadas tarifas elevadas, que chegaram a impor taxas de até 50% sobre produtos brasileiros.

“Quando uma rede comercial é interrompida, ela não se recompõe facilmente. Esse enfraquecimento já era esperado”, afirmou.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, disse que os dados mostram como o país tem se tornado cada vez mais dependente do mercado chinês, que já absorve a maior parte das exportações brasileiras de soja e minério de ferro.

Na avaliação dele, apesar das incertezas em torno da guerra no Oriente Médio, as exportações de petróleo do Brasil devem se concentrar ainda mais na China, dado o volume que o país asiático consegue absorver.

Lucas Barbosa, economista da gestora AZ Quest, destacou que o Brasil já vinha registrando forte crescimento na produção de petróleo ao longo do último ano. “Existe um cenário em que a balança comercial de petróleo e derivados pode superar US$ 50 bilhões neste ano. E o petróleo acima de US$ 100 por barril deve sustentar a balança comercial e a atividade econômica no curto prazo. Infelizmente, do lado da inflação, como importamos parte dos combustíveis, não estamos totalmente protegidos desse choque.”

Importações também aceleram

As exportações, segundo Valério, devem ser impulsionadas em 2026 pelo petróleo como consequência da guerra, e esse efeito deve ser maior para a balança comercial do que o impacto do aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes sobre as importações.

“Vemos um viés de alta para o superávit comercial no fim do ano em relação à nossa projeção pré-guerra”, afirmou. A estimativa do Inter para o superávit de 2026, antes próxima de US$ 73 bilhões ou US$ 74 bilhões, agora tende para algo mais próximo de US$ 80 bilhões.

Do lado das importações, Herlon Brandão, diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior da Secex, disse que o volume de importações de diesel caiu 20% em março, mas alertou que ainda é cedo para relacionar diretamente esse movimento ao conflito no Oriente Médio.

“Estamos analisando registros documentais. Essas operações levam tempo para serem desembaraçadas, e combustíveis têm essa característica. Podemos estar olhando para cargas liberadas em março, mas que chegaram em meses anteriores.”

As importações de óleos combustíveis de petróleo, categoria que inclui o diesel, somaram US$ 1,38 bilhão em março, alta de 20,5% em valor. Os preços subiram 21,3%, enquanto o volume caiu 0,6% em relação ao mesmo mês de 2025.

Os dados também mostram que as importações de fertilizantes totalizaram US$ 1,31 bilhão, um aumento de 61% na comparação anual. O volume importado subiu 31,1% e os preços médios avançaram 22,8%.

Barbosa destacou ainda a alta generalizada das importações em março, tanto em valor quanto em volume, com avanços de 20,1% e 18,9%, respectivamente. Segundo ele, o número difere do observado até fevereiro, quando as compras externas ainda indicavam estabilidade, sugerindo desaceleração da atividade econômica.

Um dado que chamou atenção foi o das importações de automóveis de passageiros, que atingiram US$ 1,13 bilhão em março, alta de 204% frente ao mesmo mês de 2025.

Apesar disso, Barbosa ressaltou que o aumento do volume importado ocorreu em diversos itens, o que “acende um sinal de alerta”.

“Precisamos de mais dados para saber se isso representa uma reaceleração da atividade ou um dado pontual. É necessário analisar outros indicadores de atividade”, concluiu.

Fonte: Valor Internacional

]]>
https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-petroleo-saltam-70-enquanto-superavit-comercial-do-brasil-se-amplia/feed/ 0
Produção de petróleo e gás natural do Brasil bate recorde em fevereiro https://datamarnews.com/pt/noticias/producao-de-petroleo-e-gas-natural-do-brasil-bate-recorde-em-fevereiro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=producao-de-petroleo-e-gas-natural-do-brasil-bate-recorde-em-fevereiro https://datamarnews.com/pt/noticias/producao-de-petroleo-e-gas-natural-do-brasil-bate-recorde-em-fevereiro/#respond Thu, 02 Apr 2026 19:18:00 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68952 A produção de petróleo e gás natural no país bateu recorde em fevereiro de 2026, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Foram produzidos 5,304 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), medida que abrange tanto o petróleo quanto o gás natural. O recorde anterior foi registrado em outubro de 2025, com 5,255 milhões de boe/d.

Considerando apenas o petróleo, foram extraídos 4,061 milhões de barris por dia (bbl/d) ─ uma variação positiva de 2,7% na comparação com o mês anterior e um aumento de 16,4% em relação ao mesmo mês de 2025.

Já a produção de gás natural em fevereiro foi de 197,63 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). Nesse caso, houve crescimento de 2,3% frente a janeiro, e de 24,5% na comparação com fevereiro de 2025.

A produção foi obtida em 6.079 poços, sendo 582 marítimos e 5.497 terrestres. Os campos marítimos produziram 98% do petróleo e 87,8% do gás natural do país.

Os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 89,46% do total produzido.

Pré-sal

O pré-sal respondeu por 80,2% da produção brasileira, com um total de 4,243 milhões de boe/d em fevereiro. Houve crescimento de 2,3% em relação ao mês anterior e de 20,1% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Foram extraídos 3,264 milhões de bbl/d de petróleo e 155,56 milhões de m³/d de gás natural de 181 poços no pré-sal.

O Campo de Tupi, na Bacia de Santos, foi o maior produtor do país tanto para o petróleo quanto para o gás natural, com 865,98 mil barris por dia e 42,87 milhões de m³/d.

Já as instalações com as maiores produções foram o navio-plataforma FPSO Almirante Tamandaré, no Campo de Búzios, para o petróleo, com 197.903 bbl/d; e o navio-plataforma Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, para o gás natural, com 12,37 milhões de m³/d.

Fonte: Agência Brasil

]]>
https://datamarnews.com/pt/noticias/producao-de-petroleo-e-gas-natural-do-brasil-bate-recorde-em-fevereiro/feed/ 0
Vast realiza primeira operação de transbordo de petróleo da ExxonMobil no Brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/vast-realiza-primeira-operacao-de-transbordo-de-petroleo-da-exxonmobil-no-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=vast-realiza-primeira-operacao-de-transbordo-de-petroleo-da-exxonmobil-no-brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/vast-realiza-primeira-operacao-de-transbordo-de-petroleo-da-exxonmobil-no-brasil/#respond Thu, 02 Apr 2026 18:42:32 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68943 A Vast Infraestrutura realizou, no último sábado (28), a primeira operação de transbordo de petróleo da ExxonMobil no Brasil, movimentando um milhão de barris do Campo de Bacalhau no Terminal de Petróleo da Vast (T-Oil), no Porto do Açu, no norte do estado do Rio de Janeiro, com destino ao mercado internacional.

A operação envolveu dois navios-tanque da classe Suezmax – o petroleiro Primeway e o aliviador Windsor Knutsen – e integra a logística de escoamento da produção do campo, localizado na Bacia de Santos.

“Essa movimentação demonstra a capacidade do T-Oil de atender projetos de grande porte do pré-sal com segurança, eficiência e confiabilidade”, afirma Victor Snabaitis Bomfim, CEO da Vast.

O projeto de Bacalhau marcou a primeira produção da ExxonMobil no Brasil após mais de um século de presença no país. O campo é operado pela Equinor (40%) em parceria com a ExxonMobil Brasil (40%) e Petrogal Brasil (20%), sob regime de partilha de produção, com a PPSA como gestora do contrato.

Atualmente, a Vast atende uma carteira de 13 clientes no total, incluindo as operações do Terminal de Líquidos do Açu (TLA). A ExxonMobil é o cliente mais recente a integrar a carteira.

O T-Oil é o único terminal privado do Brasil autorizado a operar navios da classe VLCC (Very Large Crude Carrier) e possui licença para movimentar até 1,2 milhão de barris por dia. Em 2025, a Vast movimentou 30,6 milhões de toneladas de petróleo destinadas ao mercado externo. Com esse volume, o terminal respondeu por 48% do petróleo bruto embarcado via terminais no país para exportação, mantendo a liderança nesse segmento.

Fonte: Vast

]]>
https://datamarnews.com/pt/noticias/vast-realiza-primeira-operacao-de-transbordo-de-petroleo-da-exxonmobil-no-brasil/feed/ 0
Porto Central obtém aval do Fundo da Marinha Mercante para financiamento da fase inicial https://datamarnews.com/pt/noticias/porto-central-obtem-aval-do-fundo-da-marinha-mercante-para-financiamento-da-fase-inicial/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=porto-central-obtem-aval-do-fundo-da-marinha-mercante-para-financiamento-da-fase-inicial https://datamarnews.com/pt/noticias/porto-central-obtem-aval-do-fundo-da-marinha-mercante-para-financiamento-da-fase-inicial/#respond Tue, 31 Mar 2026 15:41:00 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68855 O Porto Central, complexo portuário de águas profundas em implantação no litoral sul do Espírito Santo, recebeu aprovação do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) para financiamento do projeto, em decisão tomada na 62ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada em 18 de março de 2026.

A aprovação representa um passo relevante para o avanço da primeira fase do empreendimento, embora a liberação dos recursos ainda dependa das etapas regulatórias previstas até a contratação da operação. Segundo o projeto, o apoio do fundo deve reforçar a estrutura de capital e ampliar a previsibilidade financeira da implantação.

De acordo com a administração do Porto Central, o financiamento aprovado pelo FMM se insere como complemento à estrutura financeira já em andamento. A empresa afirma que o cronograma de implantação não depende da liberação integral desses recursos, uma vez que o projeto já conta com capital próprio alocado.

O Fundo da Marinha Mercante é um instrumento de política pública voltado ao desenvolvimento da indústria naval e da infraestrutura portuária e aquaviária no Brasil. As operações são conduzidas por instituições credenciadas, como BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, e seguem trâmites próprios até a assinatura dos contratos.

Pelas regras do programa, a definição do banco operador ocorre na fase de contratação, dentro do prazo regulamentar de até 450 dias após a aprovação, com possibilidade de prorrogação por mais 180 dias. A liberação dos recursos costuma ocorrer de forma parcelada, conforme o avanço físico do projeto e o cumprimento de marcos contratuais.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o Porto Central foi o maior projeto individual aprovado na reunião do conselho. Em manifestação sobre a decisão, o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que empreendimentos dessa escala ampliam a capacidade de movimentação de cargas, atraem novos negócios e reforçam a integração logística do país.

Com a área terrestre já preparada e a pedreira em operação para fornecimento de rochas, o projeto prevê como próxima etapa o início das intervenções marítimas, incluindo a dragagem do canal de acesso e da área portuária, além da construção do quebra-mar sul.

A primeira fase do Porto Central foi desenhada para viabilizar operações de exportação de petróleo por meio de transbordo entre navios, modelo conhecido como ship-to-ship. A proposta é permitir a transferência de carga para embarcações de maior porte e posicionar o terminal como alternativa logística para o escoamento da produção nacional.

Segundo o empreendimento, já há contratos firmados com Petrobras, Equinor, CNOOC e Repsol Sinopec, o que deve garantir a demanda inicial do terminal de granéis líquidos previsto para essa etapa.

Em perspectiva mais ampla, o plano diretor do Porto Central prevê a formação de um hub multipropósito voltado às cadeias de petróleo, gás natural, novas energias, agronegócio, mineração, carga geral e indústria, além da previsão de um terminal de contêineres.

Com mais de 20 milhões de metros quadrados, o complexo está entre os maiores projetos portuários em desenvolvimento no país. Segundo seus idealizadores, o terminal terá profundidade de até 25 metros, o que permitiria receber embarcações de grande porte e operar cargas como petróleo bruto, gás, grãos, fertilizantes, minérios, contêineres e carga geral.

Fonte: Porto Central

]]>
https://datamarnews.com/pt/noticias/porto-central-obtem-aval-do-fundo-da-marinha-mercante-para-financiamento-da-fase-inicial/feed/ 0
Petróleo do Oriente Médio se torna o mais caro do mundo com guerra na região https://datamarnews.com/pt/noticias/petroleo-do-oriente-medio-se-torna-o-mais-caro-do-mundo-com-guerra-na-regiao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=petroleo-do-oriente-medio-se-torna-o-mais-caro-do-mundo-com-guerra-na-regiao https://datamarnews.com/pt/noticias/petroleo-do-oriente-medio-se-torna-o-mais-caro-do-mundo-com-guerra-na-regiao/#respond Wed, 18 Mar 2026 20:11:36 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68506 Os índices de referência do petróleo bruto do Oriente Médio atingiram recordes históricos, tornando-se os mais caros do mundo, mesmo com a queda da comercialização devido à guerra no Irã e alguns traders argumentando que os “benchmarks” perderam relevância devido às interrupções do fornecimento.

O aumento nos índices de referência, usados para precificar milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio destinados à Ásia, está aumentando os custos para as refinarias asiáticas, forçando-as a buscar alternativas ou a reduzir ainda mais a produção nos próximos meses.

O preço do petróleo Dubai foi avaliado em um recorde de US$ 157,66 (R$ 824,56) por barril na terça-feira (17) para cargas de carregamento de maio, informou a S&P Global Platts, superando o recorde histórico dos futuros do barril Brent, referência mundial, de US$ 147,50 em 2008.

Isso elevou o prêmio de Dubai para swaps a US$ 60,82 por barril na segunda-feira (16), contra uma média de US$ 0,90 em fevereiro, segundo dados da Reuters.

Da mesma forma, os futuros do petróleo bruto de Omã atingiram um recorde de US$ 152,58 (R$ 797,99) por barril, elevando seu prêmio para os swaps de Dubai a US$ 55,74 por barril, em comparação com apenas US$ 0,75 em média em fevereiro.

Os preços de Dubai estão distorcidos devido à grande diferença de preço em relação aos futuros de Murban, que se estabeleceram em US$ 114,03 (R$ 596,38) por barril na terça-feira, segundo três fontes comerciais.

As exportações de petróleo bruto do Oriente Médio para a Ásia caíram para 11,66 milhões de barris por dia (bpd) em março, contra quase 19 milhões de bpd em fevereiro, e reduziram aproximadamente 32% em relação aos níveis de março de 2025, já que a guerra interrompeu o transporte pelo estreito de Hormuz, mostraram dados da empresa de análise Kpler.

Várias refinarias asiáticas reduziram suas taxas operacionais.

OFERTA REDUZIDA

Algumas pessoas do setor de refino atribuíram a alta de preços à redução da oferta disponível para entrega durante o processo do Platts Market on Close, depois que a agência retirou três tipos de petróleo bruto que transitam pelo estreito.

Uma das pessoas ouvidas disse que a precificação foi injusta porque os tipos restantes —Omã e Murban— não são representativos da referência usada para precificar os barris do Oriente Médio e também alguns barris russos.

Outra fonte do setor de refino disse que o comércio de petróleo bruto do Oriente Médio para carregamento em maio foi paralisado porque as referências de Dubai e Omã estão desajustadas. As fontes não quiseram ser identificadas, pois falaram sob condição de anonimato.

“O Platts Dubai continua a refletir o valor da comercialização de petróleo azedo do Oriente Médio no mercado spot”, comentou um porta-voz da S&P Global Energy, acrescentando que a atividade durante o Platts MOC foi robusta este mês, com várias cargas entregues.

No entanto, traders disseram que a TotalEnergies tem sido a principal compradora a receber cargas na janela da Platts. A empresa francesa adquiriu 42 cargas de petróleo bruto de Omã e Murban, ou 21 milhões de barris, este mês, segundo dados comerciais. A TotalEnergies não quis comentar.

A Platts disse na segunda-feira que está buscando feedback imediato sobre a capacidade de entrega do petróleo do Oriente Médio e sobre a metodologia de referência do petróleo de Dubai da Platts.

Fonte: Folha de São Paulo

]]>
https://datamarnews.com/pt/noticias/petroleo-do-oriente-medio-se-torna-o-mais-caro-do-mundo-com-guerra-na-regiao/feed/ 0
Preços do petróleo caem enquanto petroleiro indiano sai do Estreito de Ormuz https://datamarnews.com/pt/noticias/precos-do-petroleo-caem-enquanto-petroleiro-indiano-sai-do-estreito-de-ormuz/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=precos-do-petroleo-caem-enquanto-petroleiro-indiano-sai-do-estreito-de-ormuz https://datamarnews.com/pt/noticias/precos-do-petroleo-caem-enquanto-petroleiro-indiano-sai-do-estreito-de-ormuz/#respond Fri, 13 Mar 2026 15:13:50 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68433 Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira (13 de março) após um petroleiro indiano sair do Estreito de Ormuz e os Estados Unidos anunciarem medidas para tentar aliviar preocupações com o abastecimento. Ainda assim, os contratos caminham para ganhos semanais, já que as interrupções no Golfo decorrentes do conflito no Oriente Médio continuam de forma generalizada.

Os contratos futuros do Brent para maio caíram 63 centavos, ou 0,6%, para US$ 99,83 por barril às 11h24 GMT, mas seguem a caminho de um aumento semanal de 8%. Já o West Texas Intermediate (WTI) para abril recuou US$ 1,29, ou 1,4%, para US$ 94,44 por barril, com previsão de alta de 4% na semana.

Um petroleiro com bandeira da Índia saiu do lado leste do Estreito de Ormuz transportando gasolina com destino à África, informou um funcionário do governo indiano nesta sexta-feira.

“Algum petróleo está passando pelo estreito, mas isso não significa que ele será reaberto”, disse Tamas Varga, analista de petróleo da corretora PVM. “Essa queda deve ser vista como temporária.”

Os Estados Unidos emitiram uma licença de 30 dias para que países comprem petróleo e derivados russos que estavam retidos no mar. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que a medida busca estabilizar os mercados globais de energia afetados pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

A medida afetará cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo, volume equivalente a quase um dia da produção global, segundo o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev.

“O petróleo russo já estava sendo vendido a compradores; isso não traz barris adicionais ao mercado, mas reduz algumas fricções”, disse Bjarne Schieldrop, analista-chefe de commodities do SEB.

“O mercado começa a ficar muito preocupado de que essa guerra dure mais tempo. O grande temor é que ocorram danos severos à infraestrutura petrolífera, o que representaria uma perda duradoura de oferta.”

O anúncio sobre o petróleo russo ocorreu um dia depois de o Departamento de Energia dos EUA afirmar que Washington liberará 172 milhões de barris de petróleo de sua Reserva Estratégica de Petróleo para ajudar a conter a disparada dos preços.

O plano foi coordenado com a Agência Internacional de Energia (IEA), que concordou em liberar um recorde de 400 milhões de barris de petróleo de estoques estratégicos, incluindo a contribuição dos Estados Unidos.

No entanto, o alívio momentâneo gerado pelo anúncio da IEA foi rapidamente abalado por uma nova escalada dos riscos no Oriente Médio, disse o analista da IG, Tony Sycamore, em nota.

O novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que o país continuará lutando e manterá o Estreito de Ormuz fechado como instrumento de pressão contra os Estados Unidos e Israel.

Dois petroleiros de combustível em águas iraquianas foram atingidos por embarcações iranianas carregadas de explosivos, informaram autoridades de segurança do Iraque na quinta-feira. Um funcionário iraquiano disse à mídia estatal que os portos petrolíferos do país suspenderam completamente as operações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que o país poderia lucrar significativamente com os preços elevados do petróleo, impulsionados pela guerra com o Irã. No entanto, impedir que o Irã obtenha armas nucleares é muito mais importante, disse ele.

Ambos os contratos de referência do petróleo subiram mais de 9% na quinta-feira e atingiram os níveis mais altos desde agosto de 2022.

O Goldman Sachs previu nesta sexta-feira que o Brent deverá ter média acima de US$ 100 por barril em março e US$ 85 em abril, já que os preços da energia permanecem voláteis devido à guerra com o Irã, aos danos à infraestrutura energética do Oriente Médio e às interrupções no Estreito de Ormuz.

O Brent está mais sustentado que o WTI porque a Europa é mais vulnerável a questões de segurança energética, enquanto os Estados Unidos conseguem reduzir sua exposição graças à produção doméstica, disse Emril Jamil, analista sênior da LSEG.

Em outro sinal de que as interrupções podem durar, fontes disseram à Reuters que o Irã instalou cerca de uma dúzia de minas no estreito, medida que provavelmente dificultará a reabertura dessa via marítima crítica.

Enquanto isso, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Sky News que a Marinha dos Estados Unidos, possivelmente com uma coalizão internacional, escoltará navios pelo Estreito de Ormuz quando isso for militarmente possível.

Reportagem de Anna Hirtenstein, para a Reuters

]]>
https://datamarnews.com/pt/noticias/precos-do-petroleo-caem-enquanto-petroleiro-indiano-sai-do-estreito-de-ormuz/feed/ 0
Da soja ao café: Brasil responde pela maior parte do comércio de LatAm com o Irã https://datamarnews.com/pt/noticias/da-soja-ao-cafe-brasil-responde-pela-maior-parte-do-comercio-de-latam-com-o-ira/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=da-soja-ao-cafe-brasil-responde-pela-maior-parte-do-comercio-de-latam-com-o-ira https://datamarnews.com/pt/noticias/da-soja-ao-cafe-brasil-responde-pela-maior-parte-do-comercio-de-latam-com-o-ira/#respond Thu, 12 Mar 2026 20:02:02 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68389 O comércio entre o Irã e a América Latina é limitado e tem no Brasil seu principal elo.

Embora as exportações iranianas para a região sejam marginais, a maior economia latino-americana concentra a maior parte dos embarques de alimentos destinados ao mercado iraniano.

“A relação comercial do Irã com a América Latina é mínima. Em termos de exportações, é o continente com o qual tem menos relações”, disse à Bloomberg Línea Ángel Saz Carranza, diretor do centro de pensamento e pesquisa Esade Center for Global Economy and Geopolitics (EsadeGeo).

Ele explicou que, do total das exportações do Irã para o mundo, apenas US$ 15,4 milhões tiveram como destino a América do Sul em 2024, principalmente o Brasil. No sentido inverso, o principal fornecedor latino-americano do Irã também é o Brasil.

As relações diplomáticas entre Brasil e Irã foram estabelecidas em 1903.

O Irã é membro pleno do bloco BRICS, originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O grupo também inclui Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Indonésia.

O peso do Brasil no comércio com o Irã

O comércio bilateral entre Brasil e Irã concentra-se sobretudo na agroindústria, com o país sul-americano exportando produtos como soja (19,3% do total) e milho (cerca de 68%).

Confira a seguir o detalhamento das exportações de milho para o Irã entre janeiro de 2022 e dezembro de 2025. Os dados são provenientes da Datamar:

Exportações de Milho para o Irã | Jan 2022 – Dez 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Em menor escala, também são vendidos outros produtos agroindustriais, como óleo e farelo de soja, café, açúcar, carne bovina e aves. As exportações brasileiras para o Irã somam cerca de US$ 3 bilhões e representam aproximadamente 13% das importações iranianas.

O Irã é considerado o quinto principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio.

Segundo o professor de Relações Econômicas Internacionais da Universidade Santa Cecília, Francisco Américo Cassano, além do Brasil o Irã mantém uma parceria estratégica na área de energia com a Venezuela.

Cassano destacou que um eventual conflito entre Irã e Estados Unidos poderia ter algum impacto na safra brasileira, já que o país do Oriente Médio é fornecedor de fertilizantes para o Brasil.

Ele também alertou que uma eventual redução das exportações para o Irã poderia gerar excedentes de milho e soja, que o Brasil teria de redirecionar para outros mercados.

Ainda assim, “para o Brasil, essas exportações representam 0,85% do total. Em suma, o Irã, de forma direta, é irrelevante para a América Latina”, afirmou Ángel Saz Carranza.

Principais destinos das exportações do Irã

Dados do Observatório de Complexidade Econômica (OEC) indicam que, em 2024, os principais destinos das exportações do Irã na América do Sul foram:

  • Brasil*: US$ 10,1 milhões
  • Chile: US$ 1,51 milhão
  • Peru: US$ 1,21 milhões
  • Argentina: US$ 988.000
  • Equador: US$ 569.000
  • Colômbia: US$ 545.000
  • Bolívia: US$ 292.000

Segundo a OEC, os principais produtos exportados pelo Irã para o mundo em 2024 foram polímeros de etileno (US$ 1,88 bilhão), minério de ferro (US$ 1,13 bilhão) e derivados de álcoois acíclicos (US$ 1,05 bilhão).

Na sequência aparecem outras frutas secas (US$ 777 milhões) e gás liquefeito de petróleo (GLP), com US$ 765 milhões.

Leia também: Novo ‘cisne negro’? Mercados podem viver choque similar à pandemia com guerra no Irã

“Os principais destinos foram China (US$ 4,44 bilhões), Turquia (US$ 2,45 bilhões), Paquistão (US$ 1,2 bilhão), Índia (US$ 1,06 bilhão) e Azerbaijão (US$ 633 milhões)”, aponta a OEC.

Relações políticas

Carolina Pavese, doutora em Relações Internacionais pela London School of Economics, disse à Bloomberg Línea que o Irã mantém relações políticas relevantes na América Latina, especialmente com a Venezuela, considerada seu principal aliado na região.

Segundo ela, países como Equador e Bolívia também mantiveram proximidade política com Teerã no passado, embora mudanças de governo nesses países tenham levado a uma reorientação dessas relações.

Pavese, que leciona na FIA Business School e no Instituto Mauá de Tecnologia, no Brasil, ressaltou que essas afinidades políticas não necessariamente se refletem no volume de comércio.

Ela acrescentou que eventuais efeitos de um conflito envolvendo o Irã seriam sentidos na América Latina sobretudo de forma indireta, por meio de fatores como inflação e preços do petróleo.

A instabilidade também poderia pressionar moedas da região, sobretudo as mais frágeis, que tendem a enfrentar maior risco de desvalorização em cenários de turbulência externa.

Crise do petróleo

Diante de um comércio marginal, a principal via de impacto do conflito no Oriente Médio para a América Latina tem sido, até o momento, o estreitamento do fluxo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

“Na América Latina, o impacto é assimétrico: exportadores líquidos de petróleo tendem a melhorar os termos de troca e a arrecadação, embora enfrentem tensões políticas sobre a distribuição de renda e subsídios”, analisou Ángel Saz Carranza em nota.

Já os importadores líquidos, especialmente no Caribe, costumam enfrentar deterioração da conta corrente e pressões inflacionárias, “com dilemas fiscais se tentarem amortecer o impacto por meio de subsídios aos combustíveis ou à eletricidade”.

*Para 2025, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estima que o Brasil comprou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos, principalmente fertilizantes, que representaram 79% do total.

Por Daniel Salazar Castellanos para Bloomberg Linea

]]>
https://datamarnews.com/pt/noticias/da-soja-ao-cafe-brasil-responde-pela-maior-parte-do-comercio-de-latam-com-o-ira/feed/ 0
Plano quinquenal da China reforça foco em minerais críticos, segurança alimentar e transição energética https://datamarnews.com/pt/noticias/plano-quinquenal-da-china-reforca-foco-em-minerais-criticos-seguranca-alimentar-e-transicao-energetica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=plano-quinquenal-da-china-reforca-foco-em-minerais-criticos-seguranca-alimentar-e-transicao-energetica https://datamarnews.com/pt/noticias/plano-quinquenal-da-china-reforca-foco-em-minerais-criticos-seguranca-alimentar-e-transicao-energetica/#respond Thu, 05 Mar 2026 19:32:26 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68229 A China apresentou seu 15º plano quinquenal durante a sessão anual do Parlamento, documento que estabelece as principais diretrizes econômicas e industriais do país para os próximos anos. O plano destaca setores estratégicos que devem receber apoio político e investimentos, com implicações relevantes para os mercados globais de commodities.

Entre as prioridades estão minerais críticos, metais industriais, segurança energética e produção agrícola, além de medidas voltadas à redução da intensidade de carbono da economia.

Metais e minerais críticos

Pela primeira vez, o plano destaca explicitamente a vantagem competitiva da China na produção de terras raras, recursos essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética. O governo afirmou que pretende manter a liderança global no setor e modernizar a cadeia produtiva.

Pequim também indicou que pretende aperfeiçoar seu sistema de controle de exportações, mecanismo que nos últimos anos contribuiu para restrições no fornecimento global de minerais críticos.

A expansão da infraestrutura energética e da rede elétrica, impulsionada pela transição para energias limpas, deve sustentar a demanda por cobre e alumínio. Ao mesmo tempo, o governo sinalizou que buscará ampliar a exploração e mineração domésticas de recursos como minério de ferro e cobre, dos quais o país ainda depende fortemente de importações.

Capacidade industrial e transição climática

O plano reafirma o compromisso de enfrentar o problema de excesso de capacidade industrial em setores intensivos em recursos, como siderurgia, petroquímica e fundição de cobre. No entanto, o governo não definiu metas concretas de redução de produção.

No campo climático, a China pretende reduzir a intensidade de carbono da economia em 17% nos próximos cinco anos. O indicador mede a quantidade de emissões por unidade de atividade econômica e, embora sinalize avanços em eficiência energética, não impede que as emissões totais continuem aumentando com o crescimento econômico.

O documento também prevê que o consumo de carvão atinja seu pico ao longo do período, mas sem mencionar explicitamente uma redução gradual posterior. Em paralelo, Pequim estabeleceu a meta de que 25% da energia consumida no país venha de fontes não fósseis até 2030.

Petróleo, gás e segurança energética

Na área de energia, o plano prevê manter a produção doméstica de petróleo em cerca de 200 milhões de toneladas por ano, além de ampliar a produção de gás natural e expandir os estoques estratégicos de petróleo.

O governo também indicou que avançará nos estudos preliminares do gasoduto Power of Siberia 2, projeto que ligaria a Rússia à China, embora negociações sobre preços tenham atrasado sua implementação.

Outra diretriz mantida é a expansão da indústria de carvão para líquidos, processo que transforma carvão em combustíveis e petroquímicos.

Agricultura e segurança alimentar

Na agricultura, a China pretende elevar a produção anual de grãos para 725 milhões de toneladas até 2030, com base no aumento de produtividade e no uso de novas tecnologias, já que a expansão de áreas agrícolas é limitada.

O plano também reafirma a estratégia de garantir suprimentos externos para alimentos que o país continua importando em grande escala.

Além disso, o governo pretende regular o excesso de capacidade na indústria suína e fortalecer os setores de laticínios e carne bovina, que recentemente receberam medidas de proteção tarifária.

Fonte: Reuters

]]>
https://datamarnews.com/pt/noticias/plano-quinquenal-da-china-reforca-foco-em-minerais-criticos-seguranca-alimentar-e-transicao-energetica/feed/ 0
Conflito no Irã eleva preço do petróleo e acentua defasagem do diesel e da gasolina no Brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/conflito-no-ira-eleva-preco-do-petroleo-e-acentua-defasagem-do-diesel-e-da-gasolina-no-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conflito-no-ira-eleva-preco-do-petroleo-e-acentua-defasagem-do-diesel-e-da-gasolina-no-brasil https://datamarnews.com/pt/noticias/conflito-no-ira-eleva-preco-do-petroleo-e-acentua-defasagem-do-diesel-e-da-gasolina-no-brasil/#respond Wed, 04 Mar 2026 21:08:42 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68182 A intensificação dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã ampliou as diferenças entre os preços de combustíveis praticados no Brasil e no mercado internacional. Cálculos de analistas ouvidos pela reportagem apontam para diferenças de mais de 20% no diesel nesta terça-feira (3). Desde os primeiros ataques, no sábado (28), a defasagem da gasolina também se aproxima da casa de 20%.

Especialistas afirmam que a guerra está apenas no estágio inicial e, por isso, não é possível afirmar se as cotações devem se firmar em patamares mais altos. Há dúvidas, porém, se os aumentos serão repassados pela Petrobras no curto prazo.

Antes dos ataques, na sexta-feira (27), o diesel da Petrobras estava R$ 0,12 abaixo do produto importado, segundo a StoneX. Já no fechamento de ontem (3), a StoneX calcula que a defasagem do produto da Petrobras subiu para R$ 0,94 abaixo da média do PPI mínimo, ou 29,2%, e R$ 1,10 abaixo da média do Golfo do México, ou 35,9%. No caso da gasolina, a defasagem foi de R$ 0,50, ou 19,5%.

Os produtos estão sendo reprecificados com base nas novas cotações, segundo Thiago Vetter, analista da StoneX. “As transportadoras apontam na terça-feira um aumento de R$ 0,20 no preço do diesel B, já pronto para consumo, em relação a segunda-feira”, diz.

Para o analista, ainda não é esperado que a Petrobras aumente o preço do diesel para acompanhar a cotação internacional. A companhia costuma esperar as cotações se estabilizarem antes de realizar alguma mudança, evitando repassar a volatilidade internacional ao mercado doméstico. Procurada, a Petrobras não respondeu.

Vetter, da StoneX, acredita que a petroleira possa esperar até abril para mudar o preço do diesel. “A Petrobras não deve fazer movimentação em momento de volatilidade”, diz. “Pode ser que a empresa enfrente alguma pressão por parte dos acionistas para se aproximar do preço importado. Mas, em se tratando de ano de eleição, a companhia deve esperar mais para aumentar o preço.”

Para a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel da Petrobras saiu de um patamar de 12% abaixo do importado na sexta, ou R$ 0,39, para uma defasagem de R$ 1,31 na terça-feira, ou 40%.

Ontem, o petróleo tipo Brent fechou a US$ 81,40 por barril, alta de 4,7%. Desde sexta-feira (27), a commodity acumula avanço de 12,31%. No ano, o aumento chega a 33,77%. As cotações aceleraram depois que o Irã ameaçou a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, por onde circula 20% do petróleo transacionado no mundo.

“Se a crise se prolongar, o barril vai a US$ 100. A Petrobras vai ser forçada a reajustar os preços”, afirma Marcus D’Elia.

Relatório de ontem do Itaú BBA aponta que o conflito no Oriente Médio ampliou o abismo entre os preços praticados no Brasil e no exterior. “Em comparação com a terça-feira passada (24), os preços de paridade de importação e exportação da gasolina e do diesel aumentaram acentuadamente, deixando o PPI [Preço de Paridade de Importação] 18% acima dos preços domésticos da gasolina e 23% acima dos preços domésticos do diesel.”

Segundo o presidente da Abicom, Sergio Araujo, o consumidor ainda deve sofrer por um tempo com preços de combustíveis mais altos. “O preço do petróleo deve ficar flutuando acima dos US$ 80 por barril. Com isso, a pressão de preço dos derivados aqui no Brasil deve acompanhar.”

A Abicom acredita que as refinarias privadas vão repassar os aumentos dos preços aos clientes, em cerca de 30% no caso do diesel e de 10% na gasolina, com variações a depender da região. “Nas regiões que são supridas majoritariamente por refinarias da Petrobras, esse aumento de preço ainda não vai ser sentido. Mas naquelas onde o consumidor depende de derivados de refinarias privadas ou importados, vai haver impacto do aumento do preço”, disse Araujo.

Marcus D’Elia, sócio da Leggio, ressalta que, nas contas da consultoria, a gasolina não era vendida com defasagem antes da eclosão da guerra. O diesel, por outro lado, tinha defasagem de cerca de R$ 0,30 por litro. Agora, ambos estão defasados, principalmente o diesel, vendido R$ 0,80 por litro mais barato no Brasil.

A expectativa do especialista é que o preço do barril de petróleo se estabilize ao redor de US$ 80 se a guerra levar a uma interrupção de apenas dez dias no Estreito de Ormuz. “Se a crise se prolongar, o barril vai a US$ 100. A Petrobras vai ser forçada a reajustar os preços.”

Amance Boutin, gerente de desenvolvimento de negócios da Argus, destaca que, no mercado internacional, um navio carregado com diesel russo e com previsão de entrega nos próximos 30 dias tem a carga avaliada em R$ 4,23 por litro no porto de Itaqui, no Maranhão. “Isso se compara com um valor cobrado pela Petrobras de R$ 3,17 por litro”, afirma Boutin.

No caso da gasolina importada, o preço está em R$ 2,89 por litro, comparado aos R$ 2,75 por litro cobrados pela Petrobras. “Olhando para o padrão dos últimos anos, é provável que ela [Petrobras] espere a tensão geopolítica cair ou se concretizar como uma nova realidade de mercado antes de tomar uma decisão de reajuste.”

Para Pedro Rodrigues, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), é difícil prever os próximos capítulos em um cenário de alta volatilidade. “Como a Petrobras não segue mais o PPI, é impossível dizer se ela vai reajustar o preço daqui a uma semana ou dez dias. Sempre que o preço tem que ser reajustado para baixo, a velocidade do reajuste é alta. Quando tem que reajustar para cima, a velocidade é baixa”, critica.

Antes do ataque, na sexta-feira (27), a defasagem do diesel e da gasolina estava em 12,08% e 4,96%, respectivamente, segundo o CBIE. Agora, a gasolina vendida pela Petrobras tem defasagem de 22,94%, ou R$ 0,7761 por litro, segundo o CBIE. O diesel tem defasagem de 27,08%, ou R$ 1,2240 por litro.

Fonte: Valor Econômico

]]>
https://datamarnews.com/pt/noticias/conflito-no-ira-eleva-preco-do-petroleo-e-acentua-defasagem-do-diesel-e-da-gasolina-no-brasil/feed/ 0