Outras Cargas Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/outrascargas/ East Coast South America Maritime and Logistics News and Analysis Thu, 09 Apr 2026 21:07:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://datamarnews.com/wp-content/uploads/2021/04/cropped-DTNews_favcom-32x32.png Outras Cargas Archives - DatamarNews https://datamarnews.com/pt/category/outrascargas/ 32 32 Indústria têxtil argentina opera com 24% da capacidade em meio a avanço das importações e produção menor https://datamarnews.com/pt/noticias/industria-textil-argentina-opera-com-24-da-capacidade-em-meio-a-avanco-das-importacoes-e-producao-menor/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=industria-textil-argentina-opera-com-24-da-capacidade-em-meio-a-avanco-das-importacoes-e-producao-menor https://datamarnews.com/pt/noticias/industria-textil-argentina-opera-com-24-da-capacidade-em-meio-a-avanco-das-importacoes-e-producao-menor/#respond Thu, 09 Apr 2026 21:07:49 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69123 A indústria têxtil da Argentina atravessa um de seus momentos mais fracos dos últimos anos, em meio ao avanço das importações de vestuário acabado e à forte queda da produção doméstica e do uso da capacidade instalada, segundo entidades do setor.

O índice de produção industrial têxtil recuou 23,9% em janeiro na comparação anual, atingindo o menor nível da série disponível, iniciada em 2016, de acordo com relatório de março da Federação das Indústrias Têxteis Argentinas (FITA). Segundo a entidade, a retração foi puxada por quedas superiores a 30% em segmentos como tecidos e acabamentos e fios de algodão, em contraste com uma redução mais moderada, de 3,2%, no conjunto da indústria manufatureira.

A deterioração já vinha se acumulando. Boletim econômico da Fundação Pro Tejer apontou que a produção têxtil estava 27,8% abaixo do nível de dois anos antes. O uso da capacidade instalada reforça esse quadro: em janeiro de 2026, o setor operava com apenas 24% de seu potencial produtivo, bem abaixo da média industrial da economia, de 53,6%, segundo as mesmas fontes.

As entidades também afirmam que a crise já se reflete no emprego. Os setores de têxteis, vestuário, couro e calçados eliminaram 12 mil postos formais de trabalho no último ano, somando 100 mil empregos em dezembro de 2025. Desde o fim de 2023, as perdas acumuladas superam 20 mil vagas, e a Pro Tejer disse que o segmento registrou a maior queda percentual de emprego entre os setores da economia privada argentina.

A piora do mercado interno veio acompanhada do avanço acelerado do comércio eletrônico. O mercado argentino de e-commerce cresceu 55% em 2025, acima da inflação de 31,5%, segundo dados setoriais citados nos relatórios. Mas esse crescimento passou a ser cada vez mais impulsionado por compras feitas no exterior, movimento que já alcança 47% dos consumidores online, de acordo com o mais recente estudo anual de comércio eletrônico da Câmara Argentina de Comércio Eletrônico (CACE) e da Kantar.

Nesse levantamento, a Temu apareceu como a plataforma mais utilizada entre consumidores que compram do exterior, com 41%, seguida pela Shein, com 31%, à frente de operadores mais tradicionais, como a Amazon.

Segundo fontes do setor, marcas locais já sentem essa mudança no perfil da demanda. A plataforma Tiendanube informou que o faturamento nominal do segmento de vestuário não esportivo caiu 14%, movimento que associou em grande parte ao avanço das plataformas chinesas. Já a Fundação Observatório Pyme apontou que 88% das pequenas e médias empresas do segmento citaram a queda nas vendas como seu principal problema, enquanto 68,4% disseram enfrentar uma “ameaça importadora”, o maior índice entre os setores industriais.

Importações sobem em produtos acabados e caem em insumos

Os dados de comércio exterior mostram uma divisão estrutural no setor. A FITA informou que as importações de produtos finais, especialmente roupas, cresceram 54% em volume e 27% em valor em fevereiro. Nos dois primeiros meses do ano, as compras externas de vestuário acabado saltaram 82% em toneladas e 53% em dólares, segundo a entidade.

Dados de movimentação de contêineres obtidos pela Datamar demonstram um crescimento de 39% na quantidade de TEUs importados pela Argentina, entre janeiro de fevereiro de 2026, no setor de peças de vestuário feitas de tecido. Confira mais detalhes a seguir:

Importações de Peças de Tecido | Argentina | Jan 2023 – Fev 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Ao mesmo tempo, as importações de insumos essenciais para a produção local, como fios, matérias-primas e tecidos, caíram mais de 35% em volume e mais de 50% em valor. Para a FITA, esse padrão sugere que as fábricas estão comprando menos porque estão produzindo menos, enquanto a demanda doméstica passa a ser atendida de forma crescente por mercadorias importadas.

A entidade também alertou para o avanço da subfaturação nas importações têxteis. Segundo a FITA, mais de 70% dos produtos importados foram declarados com valores muito abaixo das referências históricas e, em muitos casos, abaixo do custo da principal matéria-prima. A federação citou exemplos como camisetas de algodão importadas por menos de US$ 0,01, toalhas abaixo de US$ 0,30 por quilo e jeans por menos de US$ 1, classificando essa prática como fonte de distorções de mercado e concorrência desleal para os fabricantes locais.

A Pro Tejer afirmou que, nos primeiros dez meses do ano passado, as importações totais de têxteis e vestuário chegaram a 332.696 toneladas, alta de 89% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dentro desse total, os confeccionados avançaram 217% e as roupas, 166%, atingindo volumes recordes de importação, segundo a entidade. O Observatório Pyme acrescentou que 37% das pequenas e médias indústrias perderam participação no mercado interno para a concorrência estrangeira, o maior nível desde 2007, e disse que a China foi apontada como a principal origem da ameaça importadora por 73,3% das empresas.

Segundo as entidades, os preços não acompanharam a pressão enfrentada pelos produtores. A categoria “vestuário, couro e calçados” não registrou variação mensal em fevereiro de 2026, mas a Pro Tejer afirmou que essa desaceleração reflete rentabilidade negativa, com muitas vendas ocorrendo abaixo do custo em meio ao consumo enfraquecido e ao deslocamento da demanda para produtos importados.

Fonte: Forbes Argentina

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Brasil dobra exportações de produtos de defesa no 1º trimestre de 2026 https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-dobra-exportacoes-de-produtos-de-defesa-no-1o-trimestre-de-2026/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasil-dobra-exportacoes-de-produtos-de-defesa-no-1o-trimestre-de-2026 https://datamarnews.com/pt/noticias/brasil-dobra-exportacoes-de-produtos-de-defesa-no-1o-trimestre-de-2026/#respond Thu, 09 Apr 2026 21:06:02 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69102 O Brasil ampliou exportações de defesa e atingiu US$ 931 milhões no primeiro trimestre, consolidando presença global e ampliando mercados internacionais, informa o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O desempenho representa um avanço significativo em relação ao mesmo período do ano anterior e reforça o posicionamento do país no setor.

A indústria de defesa brasileira mais do que dobrou o volume exportado entre janeiro e março deste ano, na comparação com igual intervalo de 2025. Os dados indicam que as exportações saltaram de US$ 457 milhões no primeiro trimestre do ano passado para US$ 931 milhões em 2026. O resultado mantém a trajetória de crescimento do setor, que já havia registrado recordes consecutivos em 2024 e 2025.

Entre os principais destinos dos produtos brasileiros de defesa estão Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal. O alcance internacional do setor também chama atenção: atualmente, a indústria nacional exporta para 148 países distribuídos em todos os continentes.

O segmento é composto por cerca de 93 empresas exportadoras, que atuam em diferentes áreas da cadeia produtiva.

Fonte: Brasil 247

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Abertura de mercado para o Brasil no Peru e nas Filipinas https://datamarnews.com/pt/noticias/abertura-de-mercado-para-o-brasil-no-peru-e-nas-filipinas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=abertura-de-mercado-para-o-brasil-no-peru-e-nas-filipinas https://datamarnews.com/pt/noticias/abertura-de-mercado-para-o-brasil-no-peru-e-nas-filipinas/#respond Wed, 08 Apr 2026 20:34:17 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69068 O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Peru e para as Filipinas.

No Peru, as autoridades aprovaram a exportação de sementes de pimenta da espécie “capsicum baccatum”, que incluem variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários para o país, com destaque para produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café.

Em relação às Filipinas, a abertura de mercado contempla a exportação de grãos secos de destilaria de milho (DDG, na sua sigla em inglês), produto amplamente utilizado na alimentação animal. O país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Fonte: Mapa

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Importação de fertilizantes subiu 5,4% em janeiro https://datamarnews.com/pt/noticias/importacao-de-fertilizantes-subiu-54-em-janeiro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=importacao-de-fertilizantes-subiu-54-em-janeiro https://datamarnews.com/pt/noticias/importacao-de-fertilizantes-subiu-54-em-janeiro/#respond Mon, 06 Apr 2026 20:40:13 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=69007 O Brasil importou 3,16 milhões de toneladas de fertilizantes em janeiro, com aumento de 5,4% sobre o mesmo mês de 2025, segundo dados informados nesta segunda-feira (6) pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No mesmo mês do ano passado, as compras do produto no exterior somaram três milhões de toneladas.

Os dados ainda não refletem a guerra de Estados Unidos e Israel com o Irã, que começou no final de fevereiro e vem impactando o mercado mundial de fertilizantes. Os países do Oriente Médio estão entre os grandes fornecedores globais de adubos e seus insumos.

De acordo com a ANDA, no total, as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 3,87 milhões de toneladas em janeiro de 2026, uma alta de 5,3% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 3,67 milhões de toneladas no Brasil. O maior mercado do produto no Brasil é o estado do Mato Grosso, recebendo 29,7% das entregas totais, com 1,14 milhão de toneladas.

O gráfico a seguir compara os volumes mensais de importação de fertilizantes no Brasil desde janeiro de 2023. Os dados são do DataLiner da Datamar:

Importação de Fertilizantes | Jan 2023 – Jan 2026 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Os fertilizantes importados chegam no Brasil em sua maioria pelo Porto de Paranaguá, que fica no estado do Paraná. Por esse porto ingressaram 786 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, ou 24,8% do total. O Brasil importa quase que a totalidade do fertilizante que utiliza em sua agricultura.

Source: ANBA

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Arauco no Porto de Santos: empresa recebe autorização para assumir área e prevê investir R$ 2 bi https://datamarnews.com/pt/noticias/arauco-no-porto-de-santos-empresa-recebe-autorizacao-para-assumir-area-e-preve-investir-r-2-bi/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=arauco-no-porto-de-santos-empresa-recebe-autorizacao-para-assumir-area-e-preve-investir-r-2-bi https://datamarnews.com/pt/noticias/arauco-no-porto-de-santos-empresa-recebe-autorizacao-para-assumir-area-e-preve-investir-r-2-bi/#respond Wed, 01 Apr 2026 20:38:04 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68925 A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou a chilena Arauco a adquirir o controle da Alempor e assumir um Terminal de Uso Privado na Alemoa, no Porto de Santos. O projeto da Arauco no Porto de Santos será voltado ao escoamento da produção da fábrica de celulose de eucalipto em construção em Inocência (MS).

Para concluir a operação e realizar as adaptações necessárias, a empresa prevê investir R$ 2 bilhões em obras de dragagem, construção de berço de atracação, armazém e acesso rodoferroviário. As licenças ambientais ainda serão solicitadas. O fechamento do negócio depende da assinatura do ministro de Portos e Aeroportos, prevista para ocorrer em até 90 dias.

Segundo Alberto Pagano, diretor de logística da Arauco, a companhia avaliava alternativas desde 2022 e considerou o terminal a opção mais viável. A área tem cerca de 200 mil metros quadrados e capacidade para escoar 3,55 milhões de toneladas de celulose por ano, volume equivalente à produção estimada da fábrica. As obras devem começar no segundo semestre deste ano e durar entre 14 e 18 meses.

O projeto da Arauco no Porto de Santos faz parte de um pacote logístico mais amplo, que inclui investimento adicional de R$ 2,4 bilhões em uma ferrovia de 45 km conectando a unidade à Malha Norte, da Rumo, além de 9 km internos. A operação contará com 26 locomotivas, 721 vagões e capacidade de até 9.600 toneladas por composição.

As obras da ferrovia começaram no fim de 2025 e devem ser concluídas no segundo semestre de 2027, junto com a inauguração da fábrica. A empresa também avalia o uso do modal ferroviário para transporte de madeira e estuda a hidrovia Tietê-Paraná.

Com investimento de US$ 4,6 bilhões, o Projeto Sucuriú terá capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto, tornando-se a maior fábrica do tipo no mundo. As obras estão 42% concluídas, com previsão de entrega em 2027.

Atualmente, a Arauco produz 5,2 milhões de toneladas por ano no Chile, Argentina e Uruguai. A unidade brasileira terá volume equivalente à produção chilena da empresa.

O projeto integra uma nova onda de investimentos no setor de celulose na América Latina, incluindo iniciativas de grupos como CMPC, Bracell, Eldorado e Paracel.

Fonte: Valor Econômico

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Exportações de tabaco recuam no primeiro bimestre de 2026, mas seguem acima da média histórica https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-tabaco-recuam-no-primeiro-bimestre-de-2026-mas-seguem-acima-da-media-historica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=exportacoes-de-tabaco-recuam-no-primeiro-bimestre-de-2026-mas-seguem-acima-da-media-historica https://datamarnews.com/pt/noticias/exportacoes-de-tabaco-recuam-no-primeiro-bimestre-de-2026-mas-seguem-acima-da-media-historica/#respond Tue, 31 Mar 2026 20:59:55 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68879 As exportações brasileiras de tabaco e seus subprodutos manufaturados registraram queda expressiva no primeiro bimestre de 2026, somando US$ 373,5 milhões e 63,6 mil toneladas. O resultado representa uma retração de 36,7% em valor e 19,1% em volume em relação ao mesmo período de 2025, quando o setor havia alcançado um recorde histórico. A desaceleração interrompe o ciclo recente de forte expansão e recoloca o desempenho do setor em níveis mais próximos da média observada nos últimos anos.

Dados de movimentação de cargas obtidos pelos especialistas da Datamar mostram que as exportações de tabaco atingiram 5.988 TEUs no primeiro bimestre. Confira abaixo a relação dos volumes mensais de exportação da carga registradas nos portos brasileiros:

Exportação de Tabaco | Jan 2023 – Fev 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

A comparação com 2025 evidencia o tamanho da retração. No primeiro bimestre do ano passado, as exportações haviam atingido US$ 590,4 milhões, o maior valor de toda a série histórica iniciada em 1997. O resultado de 2026, embora ainda elevado em termos históricos, representa uma correção significativa após um período de desempenho excepcional.

A análise da série histórica mostra que o setor evoluiu de forma consistente ao longo das últimas décadas, ainda que marcado por oscilações. No final dos anos 1990, os embarques no primeiro bimestre variavam entre cerca de US$ 60 milhões e US$ 200 milhões. Ao longo dos anos 2000, houve um avanço gradual, com valores geralmente situados entre US$ 100 milhões e US$ 250 milhões, refletindo a expansão da presença brasileira no mercado internacional.

A partir da década de 2010, o setor passou a operar em um patamar mais elevado, ainda que com maior volatilidade. Houve anos de retração, como 2017, quando as exportações somaram US$ 175,4 milhões, intercalados com períodos de recuperação e crescimento. Esse comportamento reforça a característica cíclica do comércio externo de tabaco.

O salto mais consistente ocorre a partir de 2020, quando as exportações passam a superar com mais frequência a marca de US$ 300 milhões no primeiro bimestre. Entre 2022 e 2025, esse novo patamar se consolida, culminando no recorde registrado em 2025. Nesse contexto, o resultado de 2026 indica uma inflexão importante no curto prazo, embora ainda mantenha o setor em nível historicamente elevado.

VALORIZAÇÃO

Outro aspecto relevante da série é o comportamento distinto entre valor e volume. Ao longo do tempo, o crescimento em valor tem sido mais acentuado do que em volume, sugerindo influência de preços internacionais e de maior valor agregado nas exportações. Em 2026, a queda mais intensa em valor do que em volume reforça esse padrão.

Apesar da retração no início do ano, o histórico do setor indica que movimentos de queda após períodos de alta não são incomuns. O desempenho ao longo dos próximos meses será decisivo para indicar se o recuo observado representa apenas um ajuste pontual após o pico de 2025 ou o início de um novo ciclo de acomodação nas exportações brasileiras de tabaco.

Fonte: Olá Jornal

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Guerra provoca corrida global por fertilizantes e expõe riscos de segurança alimentar https://datamarnews.com/pt/noticias/guerra-provoca-corrida-global-por-fertilizantes-e-expoe-riscos-de-seguranca-alimentar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=guerra-provoca-corrida-global-por-fertilizantes-e-expoe-riscos-de-seguranca-alimentar https://datamarnews.com/pt/noticias/guerra-provoca-corrida-global-por-fertilizantes-e-expoe-riscos-de-seguranca-alimentar/#respond Mon, 30 Mar 2026 20:13:46 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68835 Governos de diferentes países têm se esforçado para garantir o suprimento de nutrientes essenciais para as colheitas antes do plantio da primavera do hemisfério norte, à medida que a guerra no Oriente Médio sufoca o fluxo de commodities e amplia os temores de uma crise alimentar global. Os fertilizantes exemplificam a estreita ligação entre os preços da energia e dos alimentos, sustentando as colheitas em todo o mundo.

O Oriente Médio é um fornecedor vital, rico em reservas minerais e no gás necessário para produzir nutrientes para alimentos básicos como milho, trigo e arroz.

Com o Estreito de Ormuz efetivamente fechado, as remessas foram interrompidas, pois o Irã, os EUA e Israel continuam a realizar ataques à infraestrutura de energia.

Por sua vez, os preços da ureia – o fertilizante nitrogenado mais utilizado – subiram, e os suprimentos de fosfato também estão em risco. Grande parte do estoque global está ligada ao Golfo Pérsico, e o pânico tem se espalhado pelas principais economias agrícolas.

Os principais exportadores, China e Rússia, estão restringindo algumas vendas de nutrientes agrícolas, enquanto os EUA estão afrouxando as restrições de transporte para facilitar os fluxos domésticos.

A Índia, o maior comprador de ureia, tem lutado pelo fornecimento. A Grécia e a França ampliaram o apoio financeiro aos agricultores e, na África, Gana implementou um programa de fertilizantes gratuitos.

“Os agricultores não devem arcar com o ônus de qualquer crise”, disse o primeiro-ministro indiano Narendra Modi na terça-feira (24) no parlamento do país, onde abordou o conflito no Oriente Médio e anunciou esforços para reforçar as reservas de fertilizantes. “O governo está com os agricultores”.

O aumento dos preços dos fertilizantes pode elevar os custos dos alimentos, assim como a inflação dos produtos agrícolas começou a diminuir após anos de choques – desde a pandemia até a guerra na Ucrânia e condições climáticas extremas.

Normalmente excluídos das medidas básicas, eles têm desafiado os bancos centrais. O governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, alertou sobre novas pressões sobre os preços, já que os formuladores de políticas mantiveram as taxas estáveis neste mês.

Ao mesmo tempo, os países estão se movimentando para proteger os agricultores já atingidos pelos baixos preços das safras, pelos altos custos dos insumos e pelas tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump.

A concorrência por suprimentos está se intensificando.

No início deste mês, o governo Trump suspendeu as sanções sobre os fertilizantes venezuelanos para “aliviar o impacto sobre os agricultores americanos”, de acordo com a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly.

A Ecopetrol, estatal colombiana, está buscando acesso ao mesmo estoque e considerando uma oferta pela Monómeros, uma fábrica importante na costa do Caribe.

Mais ao sul, o Brasil está aumentando as compras do Marrocos e dos países do Golfo, enquanto explora um projeto conjunto de fertilizantes e energia com a Bolívia, de acordo com uma autoridade sênior brasileira. Uma lei que reduz os impostos sobre insumos químicos para fertilizantes também foi sancionada recentemente, disse o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil em uma nota.

“Todos estão à caça”, disse Randy Place, analista sênior de grãos do The Hightower Report.

O gráfico a seguir compara os volumes mensais de importação de fertilizantes no Brasil desde janeiro de 2023. Os dados são do DataLiner da Datamar:

Importação de Fertilizantes | Jan 2023 – Jan 2026 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Em aspectos importantes, a guerra no Oriente Médio marca um momento mais perigoso do que quando a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 interrompeu as cadeias de suprimentos, em parte porque uma parcela maior do comércio de fertilizantes nitrogenados está em jogo.

A região é responsável por mais de um terço das exportações de ureia e quase um quarto da amônia, outro importante ingrediente agrícola. Cerca de metade do comércio de enxofre – usado na produção de fertilizantes fosfatados – também passa principalmente pelo Estreito de Ormuz.

Os abalos causados pela guerra da Rússia na Ucrânia expuseram os riscos de depender de nutrientes importados.

Os esforços lançados há quatro anos para reforçar o fornecimento ganharam nova urgência nas últimas semanas.

Diferentemente de 2022, quando os produtos russos foram amplamente redirecionados, o fechamento do Estreito de Ormuz é muito mais restritivo. As remessas estão sendo fisicamente bloqueadas em um ponto de estrangulamento marítimo crítico.

A Índia está sofrendo uma pressão especial.

A produção de fertilizantes é o maior consumidor de gás do país, e algumas fábricas fecharam porque o fornecimento do combustível necessário para produzir nutrientes à base de nitrogênio diminuiu.

Para preencher a lacuna, as autoridades estão recorrendo à China para obter cargas. Eles também aprovaram pelo menos um novo tipo de fertilizante para mudar para alternativas menos convencionais.

Nos últimos dias, alguns produtores de ureia realizaram reuniões diárias com os agricultores para restringir o uso excessivo, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

Sushil Kumar, um agricultor de 42 anos de Haryana, está sentindo o aperto. Ele cultiva trigo e arroz em cerca de 20 acres de terra arrendada, mas não conseguiu encontrar fosfato de di-amônio, um nutriente necessário na semeadura. Os revendedores locais não têm nada em estoque.

“O fertilizante nunca está disponível na hora em que precisamos dele”, disse Kumar.

Para se antecipar, os compradores estão pagando um prêmio.

A Arábia Saudita e o Marrocos venderam cargas para a América Latina a preços elevados. A Dangote Fertiliser, um dos maiores fornecedores da África, diz que a demanda aumentou. A Rússia interrompeu algumas exportações de fertilizantes na terça-feira, mas o Kremlin disse na semana passada que continua sendo um dos poucos países capazes de atender à demanda global.

“Estamos falando de um insumo agrícola que desempenha um papel importante na segurança alimentar”, disse Ticiana Alvares, diretora técnica do INEEP, uma empresa de pesquisa de energia no Brasil.

“Aqueles que não cuidarem de si mesmos e de seus interesses nacionais, que não começarem a olhar para as cadeias de suprimentos regionais em vez das globais, passarão por maus bocados.”

Se o conflito se arrastar até a metade do ano, grande parte do mundo sairá perdendo.

Os principais produtores agrícolas, como os EUA, o Brasil e a Índia, já estão vendo suas margens serem reduzidas, aumentando a ameaça de repercussões mais amplas sobre os preços dos alimentos.

As nações mais ricas podem proteger os agricultores com subsídios, mas os países mais pobres enfrentam orçamentos mais apertados.

Os riscos são mais graves na África Subsaariana e em partes do sul da Ásia, onde a dependência das importações de alimentos é alta e a fome já é um problema.

A Nigéria, por exemplo, relatou atrasos nos suprimentos da Rússia e da China. Algumas nações da África Ocidental estão “extremamente preocupadas” em proteger as culturas de exportação, como cacau e algodão, disse Ashish Lakhotia, diretor executivo de fertilizantes e insumos agrícolas da ETG.

Mesmo os produtores do Golfo não conseguem capitalizar totalmente os preços mais altos ou as vantagens do soft power enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado, de acordo com Nick Kraft, analista sênior do Eurasia Group, cujo foco inclui a agricultura.

Se há um vencedor, disse ele, é a China.

“Como o maior produtor de ureia do mundo, com grandes reservas e controle estatal rígido sobre as exportações, Pequim pode proteger seu próprio sistema agrícola e, ao mesmo tempo, forçar condições mais rígidas para todos os outros”, disse ele. “É exatamente isso que está fazendo agora.”

Nos EUA, o governo Trump tentou moderar os picos de preços. A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse em uma entrevista que as autoridades estão “analisando todas as ferramentas disponíveis” para aliviar o estresse dos agricultores.

Na semana passada, Washington dispensou uma lei de transporte marítimo para que navios de bandeira estrangeira possam transportar combustível, fertilizantes e outros produtos entre os portos dos EUA.

A Casa Branca receberá executivos agrícolas em um evento na sexta-feira (27), inclusive para destacar os esforços do presidente para reduzir os custos dos insumos.

Grupos de agricultores também estão fazendo lobby para remover as taxas sobre fertilizantes fosfatados do Marrocos, que detém algumas das maiores reservas do mundo.

Mesmo com essas medidas, Sherman Newlin, um fazendeiro de Illinois, disse que não é provável que os EUA consigam domar os preços de forma rápida e significativa, a não ser que acabem com o conflito e reabram o Estreito de Ormuz. “Toda vez que eles dizem que vão fazer um anúncio, isso não tem importância nenhuma”, disse ele. “Não há muito que eles possam fazer.”

David Delaney, CEO da produtora de fosfato Itafos, disse que não se lembra de um período mais difícil em suas quatro décadas no setor.

Após o início da guerra, as Nações Unidas alertaram sobre níveis recordes de fome este ano. Se o conflito continuar por mais alguns meses, dezenas de milhões de pessoas poderão enfrentar grave insegurança alimentar.

“O mundo está acostumado a grandes plantações todos os anos e que os rendimentos e as colheitas cheguem onde são necessários”, disse ele. “Não quero soar muito o alarme ainda, mas isso pode ser catastrófico se durar muito tempo.”

Por Pratik Parija – Ilena Peng – Eleanor Thornber para Bloomberg Linea

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Alta nas importações amplia déficit da balança comercial de lácteos em fevereiro, apesar de avanço nas exportações https://datamarnews.com/pt/noticias/alta-nas-importacoes-amplia-deficit-da-balanca-comercial-de-lacteos-em-fevereiro-apesar-de-avanco-nas-exportacoes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=alta-nas-importacoes-amplia-deficit-da-balanca-comercial-de-lacteos-em-fevereiro-apesar-de-avanco-nas-exportacoes https://datamarnews.com/pt/noticias/alta-nas-importacoes-amplia-deficit-da-balanca-comercial-de-lacteos-em-fevereiro-apesar-de-avanco-nas-exportacoes/#respond Fri, 27 Mar 2026 21:24:51 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68798 As exportações brasileiras de lácteos cresceram em fevereiro, mas o avanço das importações manteve pressionada a balança comercial do setor e ampliou o déficit no mês, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea.

Os embarques somaram 5,04 milhões de litros em equivalente-leite (EqL), alta de 17,32% em relação a janeiro. As importações, por sua vez, totalizaram 182,03 milhões de litros EqL, avanço de 1,96% na mesma comparação.

Com isso, o déficit da balança comercial brasileira de lácteos chegou a 177 milhões de litros EqL em fevereiro, volume 1,6% superior ao registrado no mês anterior. Em valor, o saldo negativo foi de US$ 72,18 milhões, alta de 0,7%.

Na comparação com fevereiro de 2025, no entanto, tanto exportações quanto importações recuaram. Os embarques caíram 18,13%, enquanto as compras externas tiveram retração de 15,81%. O déficit em volume da balança comercial também diminuiu 22% na comparação anual.

Do lado das importações, o leite em pó seguiu como principal item adquirido pelo Brasil, respondendo por 79,7% do total importado em fevereiro. As compras do produto cresceram 7,57% frente a janeiro, para 145,11 milhões de litros EqL. O preço médio recuou 2,4% no período, para US$ 3,21 por quilo.

Os dados de movimentação de contêineres da Datamar mostram que o Brasil importou 620 TEUs de leite em pós, considerando todas as categorias do produto, em janeiro de 2026. O gráfico abaixo registra os volumes mensais de importação de leite em pó do Brasil:

Importação de Leite em Pó | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

As importações de queijos, que representaram 19,4% do total, caíram 16,83% em relação ao mês anterior. Ainda assim, o preço médio avançou 21,6%, para US$ 8,29 por quilo. Argentina, Uruguai e Paraguai seguiram como os principais fornecedores de lácteos ao mercado brasileiro.

Nas exportações, os queijos e o leite condensado concentraram a maior parte dos embarques em fevereiro, com participações de 39,8% e 17,2%, respectivamente. As vendas externas de leite condensado recuaram 30,73% frente a janeiro, para 868,36 mil litros EqL.

Já os embarques de queijos avançaram 28,88% na mesma base de comparação, alcançando 2,01 milhões de litros EqL.

Fonte: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Cepea (Esalq-USP)

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Maior fornecedor de fertilizantes do Brasil, Rússia interrompe exportações de nitrato de amônio por um mês https://datamarnews.com/pt/noticias/maior-fornecedor-de-fertilizantes-do-brasil-russia-interrompe-exportacoes-de-nitrato-de-amonio-por-um-mes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=maior-fornecedor-de-fertilizantes-do-brasil-russia-interrompe-exportacoes-de-nitrato-de-amonio-por-um-mes https://datamarnews.com/pt/noticias/maior-fornecedor-de-fertilizantes-do-brasil-russia-interrompe-exportacoes-de-nitrato-de-amonio-por-um-mes/#respond Tue, 24 Mar 2026 20:35:47 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68691 A Rússia, que controla até 40% do comércio global de nitrato de amônio, disse nesta terça-feira (24) que vai interromper as exportações do fertilizante por um mês, até 21 de abril, para garantir estoque suficiente durante a temporada de plantio da primavera, segundo a Reuters.

O país é o principal fornecedor de fertilizantes para o Brasil. Em 2025, a Rússia foi responsável por 25,9% dos adubos químicos comprado pelo Brasil, segundo dados do Ministério do Comércio Exterior.

A Rússia não tem capacidade para aumentar a produção este ano em meio a uma crise de abastecimento global causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 24% do comércio global de amônia, um ingrediente do nitrato de amônio.

O Ministério da Agricultura russo informou que suspendeu todas as licenças emitidas para exportação de nitrato de amônio e não emitirá novas licenças, com exceção daquelas referentes a contratos governamentais. A Rússia produz um quarto do nitrato de amônio do mundo.

“No contexto da crescente demanda de exportação de fertilizantes nitrogenados, a suspensão de seu fornecimento ao exterior permitirá que as necessidades do mercado interno sejam priorizadas durante a temporada de trabalho de campo da primavera”, disse o ministério.

Por que paralisar as exportações

O nitrato de amônio é amplamente utilizado na agricultura no início da temporada de plantio. A Rússia tem limites de exportação em vigor desde 2021, enquanto os produtores foram solicitados pelo governo a priorizar o fornecimento ao mercado interno em vez das exportações.

A Rússia exporta nitrato de amônio para o Brasil, Índia, Peru, Mongólia, Marrocos e Moçambique. Também exportou uma pequena quantidade de nitrato de amônio para os EUA em 2024.

Em fevereiro, drones ucranianos atingiram a fábrica de Dorogobuzh, no oeste da Rússia, o principal ativo de produção da Acron, que produz cerca de 11% do nitrato de amônio da Rússia. Não se espera que a fábrica esteja totalmente operacional antes de maio.

O nitrato de amônio também é usado na produção de explosivos.

Por que o Brasil precisa comprar fertilizantes fora?

No mercado de fertilizantes, existem três insumos que são os mais relevantes, que formam o NPK, aponta Cicero Lima, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV AGRO). São eles:

  • o nitrogênio (N), que o Brasil importa 95%;
  • o fosfato (P), o qual 75% é comprado no exterior;
  • e o potássio (K), com 91% vindo de fora do país.

O consultor Carlos Cogo aponta os principais motivos que explicam essa dependência:

Faltam matérias-primas: no país, não há muitas reservas de componentes que são fundamentais para a produção dos fertilizantes, principalmente nitrogênio e potássio.

O potássio, por exemplo, está concentrado em países como Canadá, Rússia e Bielorrússia, que dominam o mercado mundial.

Já a indústria nacional de nitrogenados é pequena, porque a produção exige gás natural barato. Assim, perde competitividade frente a países como EUA, Rússia e Catar.

No caso do fosfato, as reservas têm qualidade inferior e são mais caras de explorar.

Demanda grande: a produção nacional não consegue atender tudo o que a agricultura brasileira consome de fertilizante.

Apesar de ser grande produtor de alimentos, o Brasil tem solo pobre em nutrientes. Por isso, precisa de adubação frequente para manter a produtividade.

Essa procura por fertilizante vem, principalmente, de produtos como a soja, milho, café e cana-de-açúcar.

Altos custos: importar sai mais barato, porque a logística no Brasil é cara e a infraestrutura é limitada, aponta Cogo.

O Brasil tem um Plano Nacional de Fertilizantes, criado em 2022. A meta é produzir entre 45% e 50% do insumo que o país consome até 2050.

Para isso, o governo pretende gastar mais de R$ 25 bilhões até 2030, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.

Fonte: G1

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Importações de tilápia ultrapassam exportações pela primeira vez https://datamarnews.com/pt/noticias/importacoes-de-tilapia-ultrapassam-exportacoes-pela-primeira-vez/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=importacoes-de-tilapia-ultrapassam-exportacoes-pela-primeira-vez https://datamarnews.com/pt/noticias/importacoes-de-tilapia-ultrapassam-exportacoes-pela-primeira-vez/#respond Thu, 19 Mar 2026 20:29:36 +0000 https://datamarnews.com/?post_type=noticias&p=68555 As importações brasileiras de tilápia superaram as exportações nacionais pela primeira vez, de acordo com dados divulgados pela Peixe BR.

De acordo com dados de movimentação de contêineres obtidos pelo time de inteligência de mercado da Datamar, o Brasil exportou 8 TEUs de tilápias em janeiro de 2026 – incluindo peças inteiras ou filés congelados, frescos, ou refrigerados – enquanto as importações totalizaram 112 TEUs.

Confira a seguir o detalhamento completo do volume das importações brasileiras de tilápias (peças inteiras ou cortes) desde janeiro de 2023:

Importações de Tilápias | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Em fevereiro, o país importou mais de 1,3 mil toneladas de filé do Vietnã, volume equivalente a cerca de 4,1 mil toneladas de peixe vivo. O total corresponde a aproximadamente 6,5% da produção mensal brasileira.

O setor de piscicultura tem registrado crescimento nos últimos anos, com a tilápia entre as proteínas animais de maior expansão no país. Segundo a entidade, a produção apresentou aumento médio superior a 10% ao ano na última década, e o Brasil ocupa atualmente a quarta posição entre os maiores produtores mundiais de tilápia.

De acordo com a associação, o avanço das importações ocorre em um contexto de diferença de preços. O filé importado tem sido comercializado no Brasil entre R$ 25 e R$ 29 por quilo.

“Esse é praticamente o preço do peixe quando chega ao frigorífico no Brasil. Isso cria uma distorção importante na concorrência”, disse o presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros.

A Peixe BR atribui parte da perda de competitividade a fatores como carga tributária, custos trabalhistas e exigências regulatórias. A entidade também aponta que, em alguns casos, o produto importado entra no país com vantagens fiscais.

Em relação à sanidade, a associação informou ter solicitado ao Ministério da Agricultura e Pecuária o envio de uma missão técnica ao Vietnã para realização de Análise de Risco de Importação. Segundo a entidade, há registro naquele país de enfermidades ainda não identificadas na produção brasileira, como o vírus TiLV.

“Existem doenças no Vietnã que não estão presentes aqui e que têm alta taxa de mortalidade. Precisamos dessa análise com urgência”, disse Medeiros.

O aumento das importações ocorre durante o período da Quaresma, quando tradicionalmente há maior demanda por pescado no mercado interno. Segundo representantes do setor, a entrada de produto estrangeiro pode influenciar a formação de preços.

“As exportações ajudam a equilibrar o mercado interno. Com o avanço das importações, esse efeito é reduzido, o que pode gerar impacto negativo para o setor”, ressaltou Medeiros. “Não somos contra a importação, mas precisamos de condições iguais para competir”, acrescentou.

Por Gabriella Weiss da CNN Brasil

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